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- Na sua 25.ª edição os Caminhos do Cinema Português reforçam a oferta e a promoção do Cinema Português. É nesse sentido que o festival afirma que há “cinema português para todos”. Curtas e Longas Metragens na animação, documentário e ficção partilham a tela do Teatro Académico de Gil Vicente, do Mini-Auditório Salgado Zenha e dos Cinemas NOS do Alma Shopping. Renovando a sua oferta programática, o festival apresenta-se agora com três Secções Competitivas; Caminhos, competição que junta cineastas consagrados e novos valores; Ensaios, cinema académico de origem nacional e internacional; e Outros Olhares, uma nova secção que promove o derrube do cânone e o cinema enquanto arte sensorial e experiência pessoal.
Coimbra é, uma vez mais, palco do Festival Caminhos do Cinema Português. Celebra-se, este ano, um quarto de século, com 9 dias do melhor cinema português para todos, de 22 a 30 de novembro. Integram a Comissão de Honra desta 25ª edição individualidades de diferentes setores da nossa sociedade, com papéis ativos na promoção da cultura, do cinema, de Coimbra e da Academia.
Deste modo, o Festival tem o alto patrocínio de Sua Excelência O Presidente da República Portuguesa, Professor Marcelo Rebelo de Sousa, e de Sua Excelência O Presidente da Assembleia da República, Dr. Eduardo Ferro Rodrigues, que reforçam a importância do cinema enquanto representação da diversidade e pluralidade do Humano.
“A única coisa verdadeira é a memória. A memória é uma invenção, no cinema a câmara pode fixar um momento, mas esse momento já passou, no fundo o que ele traça é um fantasma desse momento e já não temos a certeza se esse momento existiu fora da película. Ou a película é uma garantia da existência desse momento?”
É com estas palavras que o decano dos realizadores portugueses de então, Manoel de Oliveira irrompe no filme de 1994 Lisbon Story de Wim Wenders. A questão da memória e a sua relação com o cinema é uma questão essencial para compreender as bases onde o cinema documental acenta. Quando Niépce captou a que hoje consideramos a primeira fotografia da história por volta de 1826 e mais tarde os irmãos Lumière em 1895 ao produzirem pela primeira vez a imagem em movimento teriam eles noção do impacto em que teriam para a humanidade e para a noção desta de memória?Iniciada em 2006, a Seleção Ensaios, dedica-se ao cinema de escola, trazendo aos Caminhos do Cinema Português a a pujança dos novos autores, revelando nomes hoje reconhecidos e estabelecidos. Com a competição nacional, corresponde-se ao mote de revelar todo o cinema português, com filmes de mais de uma dezena de escolas portuguesas e com a competição internacional desvenda-se o que é feito em escolas de cinema de todo o mundo.
A produção nacional parece responder a um género de chamado conceptual, apresentando anualmente temáticas que se cruzam, independentemente da distância, quanto à sua forma e resultado. Nesta XXV Edição do festival Caminhos, a questão memória foi evocada constantemente, despoletada pela organização do nosso acervo aquando da idealização do conceito desta presente edição e celebração.
O Festival Caminhos do Cinema Português celebra, este ano, as sua bodas de prata. Desde 1988, este é um festival generalista, aberto à exibição e premiação de todas as correntes cinematográficas nacionais. Assim, de 22 a 30 de novembro, vai-se celebrar, em Coimbra, o melhor cinema português com sessões para todos os públicos.
As novidades da 25.ª edição passam por uma nova secção competitiva – “Outros Olhares” -, valorizando a filmografia de caráter ensaístico e experimental, cujas produções não se cingem ao argumento, mas valorizam o domínio sensorial, estimulado pelo conjunto da imagem e som.
A competição académica da “Seleção Ensaios” volta a permitir o olhar comparativo entre as academias nacionais e internacionais. Nela encontraremos as mais recentes produções nacionais, disputando-se entre os prémios técnico-artísticos e os prémios oficiais, o prémio do Público “Chama Amarela”.
Ganhar um prémio nestes Caminhos prova a relevância de um filme, destacando-se pelo seu caráter artístico, técnico, inovador ou da proximidade com os públicos. A decisão compete a cinco equipas de júri: Caminhos, Ensaios, Outros Olhares, Júri da Federação Internacional de Cineclubes, ‘Imprensa CISION’ e ao Público.
O Festival Caminhos do Cinema Português regressa de 22 a 30 de novembro, trazendo o melhor cinema nacional contemporâneo a Coimbra. Esta edição tem como principais novidades a atribuição do prémio Ethos, atribuído a Isabel Ruth e a promoção da Secção “Outros Olhares” a categoria competitiva.
Desbravando caminho para a XXV edição, os Caminhos do Cinema Português, em conjunto com a Galeria V, promovem um warm-up: revelando a programação e todas as novidades desta edição.
Com o objectivo de dar a conhecer e explorar as dinâmicas do Festival Caminhos do Cinema Português, no dia 15 de novembro, às 21H45, vai decorrer no Salão Brazil, um “warm-up” para a XXV edição. Colocam-se em evidência os 25 anos de história, com uma exposição de cartazes de cada edição, bem como se revelará a programação e actividades paralelas desta edição do festival.
Os Caminhos do Cinema Português e os Serviços de Acção Social (SASUC) renovam a sua parceria estratégica. Nesse âmbito os SASUC fornecem serviços de alimentação e apoio à divulgação, sendo que os seus bolseiros poderão beneficiar de livre acesso ao Festival.





