O festival Caminhos do Cinema Português, que decorre em Coimbra de 16 a 23 de novembro, celebra a sua 30.ª edição onde se destaca um panorama da produção cinematográfica do ano, sendo mais de metade das obras apresentadas em antestreia.
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Os Caminhos do Cinema Português celebram a sua XXX edição com a exposição “Entre Linhas, Tela e Palco”. Em parceria com o KOLETIVOK, lançamos esta Open Call convidando artistas visuais a submeterem obras que dialoguem com a filmografia de Luís Miguel Cintra.
José Manuel Pureza conversa sobre o filme: Great Yarmouth – Provisional Figures de Marco Martins
2023-11-17José Manuel Pureza conversa sobre o filme: Great Yarmouth – Provisional Figures de Marco Martins, 17 de novembro, 21h30 no TAGV
Hoje (16 de novembro), às 21h30 no TAGV, a marcar mais uma sessão da Seleção Caminhos, durante a apresentação do filme: “Rosinha e Outros Bichos do Mato”, estará presente a realizadora e produtora Marta Pessoa (“The Lurking Fear” e “Dia de Feira”).
O Festival abre portas ao público no próximo dia 10 de novembro, às 21h30 no TAGV, com cine-performance de Ana Lua Caiano e a projeção de 4 filmes alusivos à cultura popular portuguesa.
A Cidade de Coimbra é o núcleo da XXIX edição onde se realizaram as sessões das Secções Competitivas, no Teatro Académico de Gil Vicente e na Casa do Cinema de Coimbra, com actividades paralelas a decorrer no Auditório Salgado Zenha e no Convento de São Francisco. Apostando no alargamento da formação de públicos, a programação do festival passa também pelo Cine-Teatro Messias, na Mealhada, e pelo Auditório Municipal de Penacova.
Filmes de Júlio Alves e Miguel Gomes são as duas primeiras longas da semana dos Caminhos do Cinema Português
As longas “A Arte de Morrer Longe”, de Júlio Alves, e “Diário de Otsoga”, de Miguel Gomes e Maureen Fazendeiro, são as duas primeiras da Seleção Caminhos, que começa este sábado, 13 de novembro. Esta secção conta com duas sessões, uma às 17h30 e outra às 21h45, ambas no Teatro Académico de Gil Vicente. O realizador Júlio Alves estará presente em Coimbra.
Um festival de Cinema opera na dupla condição de satisfazer a exigência dos espectadores e proporcionar janelas de exibição competitivas e dignificantes à filmografia seleccionada. Não podemos apresentar outros caminhos para a próxima edição do festival que não promovam o contacto estreito, mas seguro, do público com os criadores, nem tão pouco critérios de admissão que não compreendam as novas dinâmicas de distribuição do cinema e audiovisual. A pandemia veio impor as potencialidades digitais sob os nossos hábitos sociais, remediando-os, sem contudo conseguir substituir a aura das experiências in loco.
Chegados à recta final deste quarto de século do Festival Caminhos do Cinema Português, celebra-se a variedade criativa das curtas da 7ª arte nacional.
Isto porque – exceptuando-se “Caminho de Casa” de Arlindo Orta, o cardápio deste último dia está repleto de curtas-metragens, entre as quais se assinala o regresso de Teresa Villaverde com “Où en êtes-vous, Teresa Villaverde?“, um documentário que pelo título poderia dar aparências de auto-biográfico.. mas, como a realizadora já nos habituou, trata-se somente de olhar pessoal não sobre a cineasta, mas sim sobre o Carnaval do Rio o desfile que a Escola da Mangueira fez em homenagem a Marielle Franco.
De facto, o formato curta denota-se como o mais popular de entre os autores cinematográficos de Portugal e os Caminhos deste ano não desmentem tal tendência. No entanto, aponta-se é um número menor de projectos de animação, embora o género se mantenha vivo com curtas como “Moulla” de Rui Cardoso, “O Peculiar Crime o Estranho Sr. Jacinto” de Bruno Caetano e “Les Extraordinaires Mésaventures de la Jeune Fille de Pierre” de Gabriel Abrantes. Esta última curta – que figurou na cerimónia de abertura – embora não seja totalmente de animação, envereda por uma mistura de animação computadorizada com imagem real, talvez um sinal de que os criadores de animação em Portugal estejam a preparar-se para abraçar as técnicas do CGI.





