Esta quarta-feira, dia 18 de novembro, sugerimos-lhe que, a partir de “Sétima Asa” (Débora Gonçalves), reflita sobre o significado da sétima arte como meio de os mais novos sonharem e criarem. Propomos-lhe ainda que viaje até ao Estuário do Sado, à boleia de “O mar já não pára aqui“. Pedro Augusto Almeida, autor da película, vai marcar presença na sessão da Seleção Outros Olhares (18h).
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Esta sexta-feira, dia 13 de novembro, propomos-lhe uma viagem até ao mundo apocalíptico de “Bunker ou Contos que Ouvi Depois do Mundo Acabar” (João Estrada), sugerimos-lhe que conheça a menina e a mulher de “Sonho de um Verão” (Inês Nunes) e que se deixe arrepiar por uma certa “Canção de Embalar” (João Pedro Frazão).
Demos início à XXVI Edição do Festival Caminhos do Cinema Português há uma semana: na passada sexta-feira, dia 13 de novembro. Apesar do mau fado que os mais supersticiosos poderiam ter atribuído à data, esta edição tem superado as nossas expectativas. Conseguimos reinventar-nos face a restrições horárias que nos impediram de promover sessões noturnas e ao fim-de-semana e, exibição após exibição, temos provado que, apesar de separados por medidas, continuamos unidos pela cultura.
No dia em que Coimbra se soma à lista de concelhos com risco elevado de infeção por Covid-19, o cineasta Rui Simões e a realizadora e académica Raquel Rato reuniram-se em torno da mesma mesa virtual para falar sobre “Cinema em Tempos de Crise”. Uns minutos após as três horas da tarde, assomaram em frente ao ecrã na companhia de Abílio Hernandez, professor aposentado da Universidade de Coimbra, convidado para assumir o papel de moderador do painel.
“O Fim do Mundo”, do luso-suíço Basil da Cunha, sagrou-se o grande vencedor da XXVI Edição dos Caminhos do Cinema Português. O filme levou para casa o Grande Prémio do Festival – Turismo do Centro e mereceu o reconhecimento da Federação Internacional de Cineclubes que lhe atribuiu o Prémio D. Quijote.
Pelas 20h30 desta terça-feira, dia 15 de dezembro, o Festival devolve por isso aos espectadores a oportunidade de (re)verem os 104 minutos que tamanhos elogios mereceram do painel de jurados.
Turno da Noite, uma das mostras paralelas do Festival Caminhos do Cinema Português, tem início a uma sexta-feira 13. Devemos, por isso, admitir que nunca um acaso do calendário nos pareceu fazer tanto sentido. É que entre o centro comercial abandonado de “Merry Christmas, Mr. Monster” (João Pais da Silva e André Rodrigues), os sonhos do cineasta que protagoniza “The Great Parody” (André Carvalho) e a jovem bastarda e pirómana de “Canção de Embalar” (João Pedro Frazão), Turno da Noite promete arrepiar até o espectador mais cético.
Podemos ainda não divulgar que filmes iremos exibir ou quem os irá avaliar em competição, mas uma coisa é certa: sabemos exatamente como queremos encerrar a XXVI Edição do Festival Caminhos do Cinema Português.
Como e com quem.
É por isso que contamos com os acordes dos The Twist Connection para uma Cerimónia de Encerramento bem diferente. Marcada para o final de tarde de 28 de novembro, no Teatro Académico de Gil Vicente, a sessão terá como mestres-de-cerimónia Carlos “Kaló” Mendes (bateria e voz), Samuel Silva (guitarra) e Sérgio Cardoso (baixo), que irão colocar cinema e rock’n’roll lado a lado no mesmo palco.
Há já mais de uma década que os projetores das salas de cinema das Galerias Avenida se apagaram. A respiração suspensa de quem assiste a um ‘thriller’ ou o suspiro contido no desfecho de um drama deram lugar a um profundo silêncio. Mas o sossego do Estúdio 2, no rés-do-chão do centro comercial conimbricense, vai ser interrompido pela XXVI Edição do Festival Caminhos do Cinema Português. Entre novembro e meados de dezembro, o Festival reativará a sala de espetáculo devoluta.
Nascido no seio de uma família de atores, recorda uma infância e adolescência passadas entre as cortinas do teatro, com as “pancadinhas de Molière” por som de fundo, e, talvez por isso, não hesite em estender também ao teatro o amor que já lhe conhecemos pela sétima arte. Se tivesse de definir o cinema português em três palavras, escolhia quatro: amor, identidade, morte e metamorfose. Falamos, claro, de Ivo M. Ferreira.
