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Paula Tomás Marques apresenta «Duas Vezes João Liberada» na Casa do Cinema de Coimbra, com Eloísa d’Ascensão e moderação de João R. Pais

A Casa do Cinema de Coimbra recebe, no próximo dia 22 de junho, segunda-feira, às 18h45, uma sessão especial de «Duas Vezes João Liberada» , a primeira longa-metragem de ficção de Paula Tomás Marques. A realizadora estará presente para uma conversa após a projeção, juntamente com Eloísa d’Ascensão, diretora de arte e figurinos do filme, e com moderação de João R. Pais, programador do Festival Caminhos do Cinema Português.

João, uma actriz lisboeta, protagoniza um filme histórico biográfico sobre Liberada, uma jovem dissidente de género perseguida pela Inquisição portuguesa no século XVIII. Quando o realizador do filme fica misteriosamente paralisado, João começa a ser assombrada por sonhos com o espírito da personagem que interpreta, e a fronteira entre a ficção e a presença dissolve-se. Filmado em 16mm, com praticamente toda a equipa a interpretar os seus próprios papéis, o filme expõe os bastidores da feitura de um filme dentro do próprio filme.

«Duas Vezes João Liberada» teve a sua estreia mundial na secção Perspectives da Berlinale 2025 , tendo integrado também o programa do Teddy Award  do mesmo festival. Venceu o Prémio de Melhor Realização no IndieLisboa 2025 e o  Prémio Zabaltegi-Tabakalera no Festival de Cinema de San Sebastian . Passou ainda por festivais como o New Directors/New Films, do MoMA e da Film Society of Lincoln Center, em Nova Iorque, o Crossing Europe, o Karlovy Vary e o Melbourne International Film Festival. Em Coimbra, na  31.ª edição do Festival Caminhos do Cinema Português , o filme recebeu o prémio de Melhor Cartaz, atribuído a Rita Lamas.

Paula Tomás Marques (ela/elu, nascida em 1994) é cineasta e docente, e vive entre o Porto e Lisboa. Formada em Direção e Cinematografia na Escola Superior de Teatro e Cinema de Lisboa, fez pós-graduações em Sociologia, no ISCTE, e em Cinema, na Elías Querejeta Zine Eskola, em San Sebastián. À margem da apresentação do filme em Berlim, a realizadora explicou que o projeto nasceu de uma investigação sobre a existência de pessoas LGBT no passado, com a vontade de mostrar que essa existência “não é uma invenção moderna, é um tema com História”. Em vez de reconstituir uma biografia de época, optou por usar a ficção “para criar mapas de possibilidade histórica e promover uma reflexão crítica sobre poder, representação, as limitações do cinema enquanto veículo de memória e identidade”.

A conversa pós-sessão conta também com Eloísa d’Ascensão, responsável pela direção de arte e figurinos do filme e também presente no elenco, e é moderada por João R. Pais, programador do Festival Caminhos do Cinema Português.

 

A sessão tem legendas em inglês. Os bilhetes estão disponíveis em casacinemacoimbra.bol.pt e na bilheteira física, que abre 30 minutos antes de cada sessão.


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