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Crónica do Festival – Parte IX

Chegados à recta final deste quarto de século do Festival Caminhos do Cinema Português, celebra-se a variedade criativa das curtas da 7ª arte nacional.

Isto porque – exceptuando-se “Caminho de Casa” de Arlindo Orta, o cardápio deste último dia está repleto de curtas-metragens, entre as quais se assinala o regresso de Teresa Villaverde com “Où en êtes-vous, Teresa Villaverde?“, um documentário que pelo título poderia dar aparências de auto-biográfico.. mas, como a realizadora já nos habituou, trata-se somente de olhar pessoal não sobre a cineasta, mas sim sobre o Carnaval do Rio o desfile que a Escola da Mangueira fez em homenagem a Marielle Franco.

De facto, o formato curta denota-se como o mais popular de entre os autores cinematográficos de Portugal e os Caminhos deste ano não desmentem tal tendência. No entanto, aponta-se é um número menor de projectos de animação, embora o género se mantenha vivo com curtas como “Moulla” de Rui Cardoso, “O Peculiar Crime o Estranho Sr. Jacinto” de Bruno Caetano e “Les Extraordinaires Mésaventures de la Jeune Fille de Pierre” de Gabriel Abrantes. Esta última curta – que figurou na cerimónia de abertura – embora não seja totalmente de animação, envereda por uma mistura de animação computadorizada com imagem real, talvez um sinal de que os criadores de animação em Portugal estejam a preparar-se para abraçar as técnicas do CGI.

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Que faremos nós com estas imagens?

A oitava edição do curso de cinema “Cinemalogia” entra agora na sua última fase: a pós-produção. Depois da formação teórica, seguiu-se a veia mais prática deste curso de cinema documental, na qual os formandos tiveram a oportunidade de produzir um documentário com base no tema da 20ª Semana Cultural da Universidade de Coimbra, “As casas, oh as casas”.

Concluída a rodagem, a pós produção é a etapa subsequente, pautando-se pelas fases de montagem, edição e finalização, designadamente no que toca ao áudio, à imagem e à correção de cor, contando com a orientação do montador Tomás Baltazar, do colorista Nuno Garcia ou dos designers de som Luís Antero e Miguel Martins. Restam ainda 72 horas de formação, entre os dias 7 e 29 de abril, para conhecer e aprender os vários passos desta fase final da produção de uma obra cinematográfica, conjugando-se o saber teórico com o saber prático aplicado no desenvolvimento de um documentário. Há ainda espaço para estudar os procedimentos e mecanismos inerentes à distribuição de cinema e como se estabelecem os circuitos comerciais e de festival dos filmes.

As inscrições continuam abertas em www.caminhos.info/cinemalogia/inscricao.

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“Oh! As Casas” em Documentário

Durante esta semana o curso de cinema “Cinemalogia” promoveu o módulo de realização documental que, com a orientação do realizador Pedro Magano, se propôs materializar filmicamente a proposta da Universidade de Coimbra para esta 20.ª Semana Cultural. Tratando-se de um curso de estrutura modular, o Cinemalogia reúne, a cada edição, um grupo heterogéneo de formandos, com percursos académicos diversos e provenientes de vários pontos do país, unindo-se a profissionais da área do cinema na concretização de um filme.

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Gravar, Filmar, Fotografar, Registar!

Chegou a etapa decisiva da oitava edição do Cinemalogia – Curso de Cinema Documental. Durante as primeiras 40 horas deste curso os formandos foram introduzidos às metodologias de investigação e planeamento de uma produção de documentário. As casas, “oh as casas”, são o mote central desta produção e da 20.ª Semana Cultural da Universidade de Coimbra, e foi com António Morais e agora com David Badalo e Pedro Magano que os formandos vão dominar as técnicas de produção de imagem e som atendendo à formulação da casa como um dispositivo transitório produtor de memórias e modelador de pessoas. Acha que pode contribuir para esta investigação? Escreva-nos para [email protected]

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Curso de Cinema Documental – Cinemalogia 8

Nesta oitava edição do Curso de Cinema – Cinemalogia os Caminhos do Cinema Português procuraram renovar o seu projecto pedagógico e explorar das fronteiras entre o real e a ficção, entre o cinema documental e o ficcional, isto é o cinema de docuficção. Os objectivos gerais do projecto vão para além da formação de estudantes. Pretende-se, de forma similar às edições anteriores, que o curso seja capaz de produzir uma obra fílmica cuja qualidade lhe permita a participação em eventos cinematográficos de relevo contribuindo para o enriquecimento curricular e profissional dos formandos. Em cento e sessenta horas o curso propõe treze módulos essenciais para a compreensão do diálogo cinematográfico documental.

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Dia três do Caminhos Film Festival

O Caminhos Film Festival de 2015 é pleno de estreias. Depois de se ter inaugurado o Conservatório de Música e os Cinemas NOS do Fórum como espaços de exibição da mostra de cinema de Coimbra, domingo 29 de Novembro apresentou outra novidade, agora na programação do certame.

Mas comecemos pelo início. O terceiro dia de festival abriu às três da tarde com o regresso à casa habitual do Caminhos, o Teatro Académico de Gil Vicente. A animação Vigil, de Rita Cruchinho Neves foi o primeiro filme exibido, complementado com dois documentários. O primeiro, de Filipa Reis e João Miller Guerra, Fora da Vida, sobre a ociosidade não voluntária no Portugal de 2015 e por fim, a primeira de três obras exibidas este ano do cineasta Manuel Mozos. João Bénard da Costa: Outros Amarão as Coisas que Amei, não só uma homenagem ao próprio Cinema mas também ao homem que foi director da Cinemateca Portuguesa durante dezoito anos e também crítico, autor e leitor voraz e criativo.

Enquanto no TAGV se iniciava mais uma sessão da Selecção Caminhos, no auditório do Conservatório de Música de Coimbra (ACMC) ocorria mais uma estreia nesta edição do festival. Pela primeira vez um filme de produção exclusivamente internacional foi exibido numa sessão competitiva do festival Caminhos do Cinema Português. A abertura da Selecção Ensaios, proporcionou que ao filme Fast Food, do polaco Eryk Lenartowicz, coubesse a honra de encetar a abertura da porção internacional do festival. Fast Food retrata a vida monótona e repetitiva de Roberto, trabalhador num restaurante de comida rápida e a alterção que sofre o seu quotidiano quando um novo vizinho se apresenta no seu prédio. Também neste primeira sessão da Selecção Ensaios Internacionais foram exibidos os filmes How I was making a movie about my granny, de Anna Sinitskaya, Elevator, de Asan Djantaliev, Chhaya, de Debanjan Nandy, Echo, de Madhuri Ravishankar, No one at that place, de Seung Hyeob Kim e Come the Light, de Chao Koi-Wang. A abertura da Selecção Ensaios a obras internacionais teve como principal motivação a necessidade de recontextualizar o que é produzido nas escolas de cinema portuguesas e oferecer a oportunidade de descobrir novas e diferentes identidades ao público do festival.

O dia do Caminhos Film Festival continuou às 17h30 com mais uma sessão da Selecção Caminhos no TAGV e simultaneamente novo conjunto de Ensaios Internacionais no Conservatório. Às 21h30 apenas um filme foi exibido no Teatro Académico de Gil Vicente. Portugal, Um Dia de Cada Vez, de João Canijo e Anabela Moreira retrata o dia a dia da população cada vez mais idosa de Trás-os-Montes e Alto Douro, uma jornada por um quotidiano desertificado.

Um pouco mais tarde, às 21h45, nos cinemas NOS do Fórum Coimbra houve a oportunidade de rever alguns dos filmes mais marcantes do dia numa sessão condensada de várias das secções do festival.

O Caminhos Film Festival continua esta semana, segunda-feira já pelas dez da manhã com a abertura dos Caminhos Juniores aos alunos das escolas e infantários de Coimbra, numa iniciativa que tem construído o público do cinema português desde tenra idade.

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