Estamos no Ar, de Diogo Costa Amarante, é exibido na terça-feira, 3 de junho, às 21h, no Atlântida Cine, na Ilha de Santa Maria, nos Açores. Em parceria com a distribuidora No Comboio, o Festival Caminhos do Cinema Português apresenta o filme vencedor do Prémio AXN Movies para Melhor Ficção na última edição.
Tag Diogo Costa Amarante
A longa-metragem “Estamos no Ar” foi um dos grandes vencedores da XXX edição dos Caminhos do Cinema Português, destacando-se pela “maturidade do ecossistema dramático” e a “enorme e complexa riqueza das personagens”, numa obra que convida a “pensar a natureza humana na condição mediática contemporânea”.
Retomando a oportunidade de ver a primeira longa-metragem de Diogo Costa Amarante, a Casa do Cinema de Coimbra apresenta no próximo sábado, 7 de dezembro, pelas 18:45, uma sessão especial de “Estamos no Ar“, com o comentário de Abílio Hernandez.
A lista dos prémios do XXX Caminhos do Cinema Português é…
Filmes de Júlio Alves e Miguel Gomes são as duas primeiras longas da semana dos Caminhos do Cinema Português
As longas “A Arte de Morrer Longe”, de Júlio Alves, e “Diário de Otsoga”, de Miguel Gomes e Maureen Fazendeiro, são as duas primeiras da Seleção Caminhos, que começa este sábado, 13 de novembro. Esta secção conta com duas sessões, uma às 17h30 e outra às 21h45, ambas no Teatro Académico de Gil Vicente. O realizador Júlio Alves estará presente em Coimbra.
Poucas serão as biografias que não apresentem períodos de nigredo ou de estágios de inacção. Habitualmente esses momentos – apesar normalmente enfrentados da pior das maneiras – têm em si a “possibilidade semente”, a capacidade de regeneração e reinvenção, em suma a oportunidade de iluminar a “noite escura da alma”.
Estes últimos tempos representaram toda uma negritude com um elemento adicional (e novo para o mundo ocidental contemporâneo): a partilha desse momento. Como colectivo humano, ouvimos em uníssono a voz do silêncio de uma pandemia que nos forçou a isolar e a mudar hábitos. Fez com que abandonássemos, entre outros, hábitos de consumo cultural e social, chegando ao cúmulo de uma quase total substituição de um curador de cinema por um algoritmo de uma qualquer plataforma online.
Na passada edição, no auge de uma pandemia com limitações variadas e transversais a todos os comportamentos humanos, tentámos que esses momentos escuros de isolamento fossem “compensados” por momentos de individualidade partilhada dentro de uma sala de cinema. Apesar disso, sejamos justos, percebemos que o próprio significado de festival (no sentido mais literal de festividade) não foi totalmente cumprido e deixado em pausa.
Todos os anos nos são apresentados novos tipos de desafios aquando da selecção e programação do cinema criado no nosso país. Mesmo recebendo apenas aquelas obras que foram produzidas depois da nossa última edição, vemos que anualmente o fluxo de inscrições tem sido constante e muito diverso.
Apesar de acreditarmos que nem tudo o que se mexe em ecrã deva ser considerado cinema, todas as inscrições são colocadas ao mesmo nível de análise, desprendendo-nos de critérios formais (como o autor ou a produtora) e ansiando pela criação de momentos cinematográficos em sala. Esses momentos vêm de fora para dentro, pois tudo dentro de nós é movimento que – devidamente inspirado – nos leva a escapar os limites físicos desta realidade, criando o filme uma nova foprma de existir que, como é interior, é só nossa.

