A Casa do Cinema de Coimbra apresenta «Aniki-Bobó» (1942) e «O Natal dos Animais» (V.P.), nas matinés infantis do mês de dezembro: no sábado, dia 20, e no domingo, dia 21, respetivamente, sempre às 14h30. Com bilhetes a 3 €, as sessões convidam as famílias a revisitar a fábula de Manoel de Oliveira sobre a infância e conhecer cinco histórias que dão vida à magia natalícia e do inverno numa animação de realização coletiva.
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Casa do Cinema de Coimbra homenageia Manoel de Oliveira com sessão especial de «Vale Abraão»
2025-03-28Em homenagem aos 10 anos da morte do realizador português Manoel de Oliveira, a Casa do Cinema de Coimbra promove, na quarta-feira, 2 de abril, às 18h, uma sessão especial do seu aclamado filme Vale Abraão na versão integral e restaurada pela Cinemateca Portuguesa.
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Manoel de Oliveira tem sido considerado pelos seus pares como um dos grandes Mestres do cinema. Aos seus 73, como jeito de registo cinematográfico da dor, memoriza a sua casa, o abandono do material e a perda da estabilidade para um novo ponto de partida existencial. Apesar de parecer algo totalmente nefasto se olhado superficialmente, representou um marco na sua carreira, a influência da busca pelo real que pode ser ficcionado, a referência e amor pela arte de forma transversal (não são raras as referências a Agustina, por exemplo) expressa pela película.
Todos os anos nos são apresentados novos tipos de desafios aquando da selecção e programação do cinema criado no nosso país. Mesmo recebendo apenas aquelas obras que foram produzidas depois da nossa última edição, vemos que anualmente o fluxo de inscrições tem sido constante e muito diverso.
Apesar de acreditarmos que nem tudo o que se mexe em ecrã deva ser considerado cinema, todas as inscrições são colocadas ao mesmo nível de análise, desprendendo-nos de critérios formais (como o autor ou a produtora) e ansiando pela criação de momentos cinematográficos em sala. Esses momentos vêm de fora para dentro, pois tudo dentro de nós é movimento que – devidamente inspirado – nos leva a escapar os limites físicos desta realidade, criando o filme uma nova foprma de existir que, como é interior, é só nossa.
Dia 2 de Abril de 2015 vai ser marcado para sempre como o dia em que o Mestre realizou a sua última obra, a do encerrar das cortinas da sua vida. Manoel de Oliveira foi o maior cineasta de todos os tempos, seria eventualmente o cineasta mais antigo ainda vivo e a trabalhar. Partindo, deixa-nos um espólio de um valor cultural incalculável, que sempre fornecerá fonte de inspiração para todos aqueles que querem ver e aprender cinema.


