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Caminhos do Cinema Português em Torres Novas

A descentralização do acesso à cultura e o estímulo de novos hábitos de consumo da cultura cinematográfica nacional, são alguns dos pilares do festival Caminhos do Cinema Português. Nesse sentido, em conjunto com o Município e o Cineclube de Torres Novas, os Caminhos do Cinema Português passarão por esta cidade ribatejana no próximo fim‑de‑semana.

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Crónica de Encerramento

Após 177 filmes e mais de uma semana de festa, nada melhor do que fechar com chave d’ouro a XXV edição do Festival Caminhos do Cinema Português, contando assim com uma grandiosa e entusiasmante cerimónia de entrega de prémios que teve início pelas 21:45 na já conhecida casa do Teatro Académico Gil Vicente.

Com o acompanhamento musical da Big Band Rags, da Tuna Académica da Universidade de Coimbra, e a presença de diversas figuras que contribuíram, contribuem e continuarão a contribuir para o panorama cinematográfico nacional.

A noite iniciou-se com uma breve introdução sobre o decurso da cerimónia e logo discursaram figuras da direção e organização do festival como Tiago Santos e António Pita.

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Os Caminhos mostram Cinema ao Serviço da Comunidade

O Festival Caminhos do Cinema Português direciona-se a todos os públicos. Além das seleções competitivas, o evento apresenta sessões que prometem tanto formar novos públicos, pela componente pedagógica dos Juniores e Juvenis, como re-aproximar a população sénior do cinema nacional contemporâneo.  Sensibilizando milhares de crianças para o cinema português, os Caminhos ofereceram à comunidade do pré-escolar e 1.º ciclo aquela que, na maioria dos casos, foi a primeira sessão cinematográfica em sala. Além da componente lúdica, estas sensibilizaram este público para a cultura, realizando um enquadramento social e pedagógico das obras programadas. #Lingo, Mar-me-quer, ClimAgir, Arcade Boys, Balance, A Ilha dos Doces, Hornzz e The Kite confrontaram a audiência com questões como a educação ambiental, poluição dos oceanos e os “amigos” da internet.

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Crónica do Festival – Parte VIII

Vicente Alves do Ó é um cineasta com uma evolução muito peculiar, no sentido em que foi gradualmente criando e evoluindo um nome e respectiva marca de autor através dos trabalhos de bastidores. Através de guiões para telefilmes como “Monsanto” de Ruy Guerra ou “Facas e Anjos” de Eduardo Guedes, eventualmente inovou a sua lírica para o grande ecrã, onde assinou os argumentos para grandes sucessos de bilheteira como “Os Imortais” de António-Pedro Vasconcelos e “Kiss Me” António da Cunha Telles. Em 2005, dá o grande salto para a cadeira de realizador com a curta “Entre o Desejo e o Destino” e tal assento revela-se imediatamente confortável na sua faceta de esteticista narrativo. Isto porque apesar dos seus primórdios se situarem na escrita, Alves do Ó afirma-se acima de tudo como um autor com o visual em primeiro plano.

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Amor e o género marcam 8.º dia

Noite escura de sexta. No chão da Praça da República o tempo chuvoso garante um bom número de poças de água no chão. Nelas a luz reflete e aponta para algo mais grandioso: o Teatro Académico de Gil Vicente. Lá dentro não se sente a brisa incomodativamente fresca que sopra cá fora. Bem pelo contrário, sente-se um quente acolhedor que cola os presentes à sua confortável cadeira para ver mais uma sessão noturna da Seleção Caminhos. É o oitavo e penúltimo dia da 25ª edição do Festival Caminhos do Cinema Português.

Na tela projetam-se Purpleboy, de Alexandre Siqueira, Flutuar, de Artur Serra Araújo e Golpe de Sol de Vicente Alves do Ó.

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Destaques de 29 de Novembro

Neste que é o penúltimo dia de festival, a Seleção Caminhos apresenta, pelas 21:45 no TAGV, a animação de Alexandre Siqueira, “Purple Boy”. O filme conta a história da busca pela paz interior num confronto de género contra identidade. O realizador estará presente para partilhar o seu processo criativo com o público. Na mesma sessão é exibido “Golpe de Sol”, de Vicente Alves do Ó, o retrato de um (re)encontro de quatro amigos ao longo de um fim de semana em que as memórias e as feridas de outros tempos se avivam. 

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Além Variações, sexta é o dia da comunidade LGBTI+!

As exibições com abordagens às temáticas  LGBTI+, começam na quinta-feira, dia 29 de novembro. António Joaquim Rodrigues Ribeiro é o protagonista e dá pelo nome de António Variações. Um ícone da música portuguesa e um dos primeiros portugueses a assumir-se como homossexual, deixou marcas e abriu caminhos a várias gerações de artistas. Um filme biográfico que levou mais de 15 anos a estar de pé, pelo realizador João Maia. As perguntas e respostas desta sessão são moderadas por Sandra Bettencourt.

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Sessões Queer

Os Caminhos primam como festival de cinema pela inclusão de todas as correntes de produção do cinema português.. Olhando à representação no ecrã das demais comunidades programaram-se um conjunto de sessões em que as temáticas LGBTI+ são protagonistas. Com as crescentes manifestações e a capacidade de auto-afirmação enquanto comunidade, que deve ser contemplada com direitos e tratamentos iguais, o festival traz ao público filmes que abordam a temática. Através de uma pluralidade temática e artística, vão ser transmitidos filmes que trabalham, desde questões de género e de orientação sexual, até tópicos sobre o corpo e a identidade. Assim, esperamos que os nossos caminhos se cruzem. As sessões com esta temática ocorrem na Quarta, 27 de Novembro, às 17:30 na Seleção Ensaios nos Cinemas NOS Alma Shopping, e Sexta, 29 de Novembro, às 17:30, na Selecção Ensaios nos Cinemas NOS Alma Shopping, 21:45 na sessão da Seleção Caminhos no TAGV e às 22:00 nos Caminhos Mundiais exibidos no Mini-Auditório Salgado Zenha.

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Selecção Caminhos (2019)

A produção nacional parece responder a um género de chamado conceptual, apresentando anualmente temáticas que se cruzam, independentemente da distância, quanto à sua forma e resultado. Nesta XXV Edição do festival Caminhos, a questão memória foi evocada constantemente, despoletada pela organização do nosso acervo aquando da idealização do conceito desta presente edição e celebração.

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