Tag Lúcia Moniz

Crónica do Espectador Fantasma (4)

Fenómeno comum a todos os festivais de cinema é a existência de certas entradas fílmicas que acabam por gerar uma maior expectativa no público, destacando-se por entre os variados trabalhos que figuram nos diferentes catálogos.

Os Caminhos do Cinema Português não são excepção, dado que ano após ano, há sempre um prato mais apetecível no cardápio do Festival. Este ano, as suspeitas recaíam sobre “Listen”, filme sobre uma família portuguesa emigrada em Londres que vê a guarda dos filhos a ser ameaçada por suspeitas da parte dos serviços sociais. Este novo trabalho de Ana Rocha, cuja abordagem é fortemente enraizada nas crónicas características da filmografia de Ken Loach, tem conquistado a crítica nacional, bem como o circuito internacional de festivais, tendo já sido distinguido em Zagreb, Egipto e Veneza.

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Amadeo — Sessão Especial com Vicente Alves do Ó e Lúcia Moniz

Acompanhando a estreia de  “Amadeo”, Vicente Alves do Ó e Lúcia Moniz estarão presentes na sessão de sexta-feira, 27 janeiro às 21:30 na Casa do Cinema de Coimbra. Após a projeção desta longa-metragem, haverá conversa moderada pelo Prof. Osvaldo Silvestre.

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Cerimónia de Encerramento: “Estar aqui é um ato de ativismo”

Entre o desabafo do cineasta José Barahona que afirmava que “isto com rock’n’roll é ainda melhor” e a subida triunfal a palco do ator Ruben Garcia que, num salto, galgou o fosso da orquestra, a Cerimónia de Encerramento da XXVI Edição do Festival Caminhos premiou o melhor da cinematografia nacional.

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“O Fim do Mundo” vence Grande Prémio do Caminhos e “Listen” é o eleito pelo público

O Fim do Mundo” pode até retratar uma comunidade “esquecida” por Portugal, mas o mais recente trabalho de Basil da Cunha não passou certamente despercebido aos olhos do Júri da Seleção Caminhos. 

A película do luso-suíço sagrou-se, assim, grande vencedora desta XXVI Edição do Festival Caminhos do Cinema Português. Nas palavras dos próprios jurados, “o tempo, o imaginário e um elenco generoso” convergem no grande ecrã, construindo “um universo emocionalmente duro, mas que acompanha o espectador numa reflexão que se prolonga para lá dos créditos finais”. “O Fim do Mundo” arrecadou ainda o Prémio D. Quijote, atribuído pelo Júri da Federação Internacional de Cineclubes.

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