O Festival Caminhos do Cinema Português regressa de 22 a 30 de novembro, trazendo o melhor cinema nacional contemporâneo a Coimbra. Esta edição tem como principais novidades a atribuição do prémio Ethos, atribuído a Isabel Ruth e a promoção da Secção “Outros Olhares” a categoria competitiva.
Existe uma torrente anual constante de estudantes com vontade de criar ou, muitas das vezes, realizadores que voltam ao mundo académico para adquirir ou renovar novas competências no domínio da linguagem cinematográfica.
Começa a ser muito ténue a linha que desarticula aquilo que consideramos cinema produzido em contexto profissional do que é produzido em contexto académico, mas sabemos que aquilo que os une é, sem dúvida, uma qualidade e originalidade surpreendentes. Propomos um conjunto de dez sessões de cinema com filmografia nacional académica premiada em vários festivais de cinema, possibilitando o confronto do espectador com técnicas e diálogos heterogéneos, ideias vanguardistas e inclusivamente conhecer novos intérpretes com performances inesperadas e por isso marcantes.
Um estudo da Cision relativo às duas últimas edições do Caminhos do Cinema Português (CCP) conclui que houve um incremento de 32% de cobertura noticiosa sobre o festival. Entre 2017 e 2018, o potencial de retorno mediático duplicou, atingindo os 618 mil euros, num total de 197 notícias sobre o evento, e a audiência acumulada aumentou quase três milhões de impressões, passando de 6,4 milhões, em 2017, para 9,3 milhões, em 2018.
A curta-metragem Horizonte Artificial está em competição no concurso RØDE Microphones. O filme poderá ser visualizado no sítio http://j.mp/horizonterode. Se o filme assim o merecer, sensibilizamos toda a população a votar e partilhar esta nossa participação, resultando na valorização directa do filme e dos seus intervenientes e, ganhando-se algum dos prémios, dos Caminhos do Cinema Português
Começa no próximo fim‑de‑semana a primeira parte da formação em montagem com a orientação de Pedro Ribeiro. Ao longo de 32 horas será realizada uma abordagem aos aspetos artísticos e estéticos da montagem, noção da continuidade no espaço e no tempo, bem como a introdução ao conceito de estrutura. Todo o processo de aprendizagem no módulo será acompanhado por uma forte componente prática, onde os itens da formação serão assimilados no contacto directo com o material produzido.
No seu vasto currículo existe um equilíbrio entre a linguagem audiovisual comercial ou publicitária, em que começou a carreira, e o cinema de arte e ensaio, encontrando-se a colaboração com realizadores como Bille August, Bruno de Almeida, Gonçalo Galvão Teles, Gonçalo Waddington, José Sacramento, Leonel Vieira, Pedro Costa, Pedro Sena Nunes, Pilar Ruiz-Gutiérrez ou Tiago Guedes. Entre os trabalhos mais recentes de Pedro Ribeiro estão os filmes Variações (2019), de João Maia, SNU (2019) de Patrícia Sequeira, Parque Mayer (2018) e Os Gatos Não Têm Vertigens (2014) de António Pedro Vasconcelos, Quarta Divisão (2013) de Joaquim Leitão, ou Os Insensíveis (2012) de Juan Carlos Medina. A sua carreira cinematográfica começou em 1994 como Assistente de Montagem no filme Pandora, de António da Cunha Telles, Manual de Evasão, de Edgar Pêra e no ano seguinte em Adão e Eva de Joaquim Leitão.
Adicionalmente trabalhou em outros filmes na Direção de Actores, Fotografia ou Som. As inscrições estão disponíveis em www.caminhos.info/cinemalogia/inscricao
Encontram-se abertas as inscrições para a 25.ª Edição do Festival Caminhos do Cinema Português. Entre os dias 1 de Abril e 31 de Julho poderão ser submetidas via FilmFreeway as obras para a Selecção Caminhos e Selecção Ensaios. Até 31 de Maio todas as inscrições de filmes nacionais serão gratuitas.
A preparação de uma rodagem faz-se pela preparação de todos os aspectos técnicos e artísticos. No próximo fim-de-semana, 16 e 17 de Fevereiro, abordamos a construção de personagens nos módulos de “Figurinos”, orientado por Silvia Grabowski e Caterina Cucinotta, e Caracterização, orientado por Carlos Gago.
Após a escolha do argumento é tempo de fazer o planeamento da produção compreendendo as competências da direção artística de forma a poder passar para uma correta e adequada fase de pré-produção da curta metragem. A 9 de fevereiro, Luís Alvarães irá orientar os formandos quanto à Gestão e Conceção de Produções e a 10 de fevereiro é a vez de Luísa Bebiano Correia ficar encarregue por explicar o papel da Direção da Arte. As inscrições, a partir de 30€ por módulo, estão abertas em permanência.
“História e Linguagem do Cinema” com Catarina Maia vai ser lecionado a 15 e 16 de dezembro, propondo-se a levar os alunos pelos caminhos da história do cinema familiarizando-os com a gramática da sétima arte.
No próximo fim-de semana, nos dias 8 e 9 de dezembro, começam os módulos nucleares da 9ª edição do Curso de Cinema “Cinemalogia” promovido pelos Caminhos do Cinema Português e pela Universidade Aberta desde 2011.
O primeiro módulo “Argumento 1” terá a duração de 16 horas e decorrerá entre as 9h30 e as 18h30 de dia 8 e 9 de dezembro no Departamento de Engenharia Informática da Universidade de Coimbra e será lecionado por Cláudia Clemente, arquiteta de formação, divide o seu trabalho atual entre a escrita e a realização cinematográfica, entre a ficção e os documentários.
Terminou a 1 de dezembro a XXIV edição dos Caminhos do Cinema Português. Das cinco equipas de júri; Caminhos, Ensaios, FICC, Imprensa CISION e Público, resultaram 26 premiações dais quais “Cabaret Maxime”, de Bruno de Almeida, foi o filme que mais galardões alcançou, nomeadamente Melhor Banda Sonora, para Manuel João Vieira, Melhor Realização, para Bruno de Almeida, Melhor Direção Artística, para João Torres, Melhor Actor Secundário para John Wentinmiglia e o Grande Prémio do Festival.
Destaque ainda para “Até que o Porno nos Separe” de Jorge Pelicano que na sua primeira exibição alcançou o prémio de Melhor Documentário Universidade de Coimbra e o Prémio do Público Chama Amarela, “Por Tua Testemunha” de João Pupo com os Prémios de Melhor Argumento Adaptado e de Melhor Actor para Fernando Rodrigues, “Aparição”, de Fernando Vendrell, que conquistou os prémios de Melhor Atriz Secundária e Melhor Guarda-Roupa, “Maria”, de Catarina Neves Ricci, com os prémios de Melhor Atriz e Menção Honrosa do Júri FICC, Anteu, de João Vladimiro, premiado com o Prémio Melhor Comunicação e Promoção Ivity Brand Corp. e Melhor Curta-Metragem Turismo do Centro, “Entre Sombras”, de Mónica Santos e Alice Guimarães, Melhor Animação e Menção Honrosa do Júri de Imprensa CISION e, finalmente, para “Terra Franca”, de Leonor Teles, que alcançou os prémios D. Quijote da Federação Internacional de Cineclubes e o Prémio de Melhor Longa-Metragem de Ficção Europcar.
A XXIV edição do festival Caminhos do Cinema Português termina, hoje, dia 1 de dezembro. A Cerimónia de Encerramento vai decorrer no Teatro Académico Gil Vicente (TAGV), pelas 21h45, com apresentação de Carolina Santos e Diogo Carvalho.
“O valor de uma marca do/no Cinema Português” é a temática de reflexão da última sessão de MasterSessions a decorrer amanhã pelas 18 horas na Sala do Carvão situada na Casa das Caldeiras. Discutir de que forma a atração de produções cinematográficas internacionais podem valorizar Portugal e o cinema que por aqui é criado, apresenta-se como as principais questões a serem discutidas.
Os Caminhos do Cinema Português lamentam que alguns filmes não tenham sido exibidos nas condições ideais e que o espetador não tenha tido a experiência desejada, no entanto, estamos a fazer de tudo para que possam vivenciar as obras tal e qual elas são e como elas foram idealizadas.
Ensinar, consumir e debater são os três pilares das MasterSessions oferecidas nesta que é a XXIV edição dos Caminhos do Cinema Português. Com a co-organização do Laboratório de Investigação e Práticas Artísticas da Universidade de Coimbra (LIPA/UC) vai decorrer nos dias 26, 28 e 30 de novembro, pelas 18 horas, na Sala de Carvão, três sessões com temáticas em torno dos eixos curatorais da programação.
A elaboração de um Catálogo de Cinema, em cada uma das Edições dos Caminhos do Cinema Português, implica um registo material histórico (e assim cronológico) das principais obras produzidas em contexto nacional. Nesta XXIV Edição, apresentamos uma nova publicação que resume todas as atividades realizadas este ano, apresentando as caras e os nomes que marcaram o Cinema Português desde a nossa última edição.



