A partir de 28 de março, a Casa do Cinema de Coimbra, em parceria com a Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema, dedica um ciclo especial à obra de Paulo Rocha, de modo a assinalar os 90 anos do seu nascimento.
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O 4º Ciclo “Cinema & Direito” regressa à Casa do Cinema de Coimbra com quatro filmes e conversas que exploram questões jurídicas e éticas centrais da sociedade contemporânea.
Desde a sua primeira edição, o ciclo parte de uma premissa simples: o cinema e o direito partilham um interesse comum pela condição humana, pelos conflitos que surgem quando os valores individuais colidem com as normas coletivas, e pela dificuldade de apurar a verdade. Os filmes selecionados não são escolhidos por ilustrarem doutrinas jurídicas, mas por colocarem situações moralmente complexas onde a lei, a justiça e a consciência individual raramente coincidem. O debate que se segue a cada sessão é o espaço onde essas tensões se tornam visíveis.
Entre 8 e 15 de setembro, a Casa do Cinema de Coimbra acolhe o programa .doc, extensão do festival Doclisboa, e exibe dois títulos: «O dia que te conheci», de André Novais Oliveira, e «Henry Fonda for President», de Alexander Horwath.
A Casa do Cinema de Coimbra celebra a carreira de António Reis e Margarida Cordeiro, de 7 a 9 de julho, com um ciclo de três longas-metragens da dupla de cineastas. As sessões, com entrada livre para os sócios dos Caminhos do Cinema Português, destacam as cópias digitais restauradas de Trás-os-Montes (1976), Ana (1983) e Rosa de Areia (1989).
Durante o mês de fevereiro, o Centro de Estudos Cinematográficos apresenta, em parceria com os Caminhos do Cinema Português, um ciclo de cinema dedicado à luta pelo direito à habitação. A partir de três documentários portugueses, a temática é explorada através de diferentes perspetivas: de quem é obrigado a abandonar a sua casa, de quem trabalha no setor imobiliário e de quem luta pelo direito a habitar.
De 17 fevereiro a 3 março, todas as quintas-feiras reservam uma sessão do ciclo em estreia nacional — DA RÚSSIA COM AMOR. Apresentado pela Nitrato Filmes e após ter passado pelo 5º aniversário do Cinema Trindade, este ciclo propõe uma viagem por três regiões recônditas da Rússia, desde os modos de vida ancestrais, aos rituais em vias de extinção das enigmáticas mulheres Mari, concluindo-se a viagem no estreito de Bering com um choque cultural.
Existe uma torrente anual constante de estudantes com vontade de criar ou, muitas das vezes, realizadores que voltam ao mundo académico para adquirir ou renovar novas competências no domínio da linguagem cinematográfica.
Começa a ser muito ténue a linha que desarticula aquilo que consideramos cinema produzido em contexto profissional do que é produzido em contexto académico, mas sabemos que aquilo que os une é, sem dúvida, uma qualidade e originalidade surpreendentes. Propomos um conjunto de dez sessões de cinema com filmografia nacional académica premiada em vários festivais de cinema, possibilitando o confronto do espectador com técnicas e diálogos heterogéneos, ideias vanguardistas e inclusivamente conhecer novos intérpretes com performances inesperadas e por isso marcantes.
A última sessão do Ciclo 20 Anos de Cinema Português é dedicada à realizadora Salomé Lamas. Salomé Lamas (1987, Lisboa) estudou Cinema em Lisboa e em Praga, tirou um MFA em Amesterdão e é doutoranda em estudos fílmicos na Universidade de Coimbra. O seu trabalho tem-se centrado na imagem em movimento e sido exibido tanto em espaços artisticos como festivais de cinema. Após realizar algumas curtas, a sua primeira longa-metragem TERRA DE NINGUÉM estreou internacionalmente na Berlinale (Forum) e foi exibida em vários outros festivais.Lamas é bolseira da MacDowell Colony, do Rockefeller Foundation Bellagio Center, e da DAAD Berliner Künstlerprogramm.
Hoje, 2 de Julho, o Ciclo 20 Anos de Cinema Português é dedicado ao realizador Portuense André Guiomar. São exibidos 3 filmes, onde nos será possível observar a evolução deste realizador, em projectos e contextos distintos, durante a transição da academia para a sua actividade profissional. A sessão começa às 22:00, no Mini-Auditório Salgado Zenha, e a entrada é livre.
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