“A única coisa verdadeira é a memória. A memória é uma invenção, no cinema a câmara pode fixar um momento, mas esse momento já passou, no fundo o que ele traça é um fantasma desse momento e já não temos a certeza se esse momento existiu fora da película. Ou a película é uma garantia da existência desse momento?”
É com estas palavras que o decano dos realizadores portugueses de então, Manoel de Oliveira irrompe no filme de 1994 Lisbon Story de Wim Wenders. A questão da memória e a sua relação com o cinema é uma questão essencial para compreender as bases onde o cinema documental acenta. Quando Niépce captou a que hoje consideramos a primeira fotografia da história por volta de 1826 e mais tarde os irmãos Lumière em 1895 ao produzirem pela primeira vez a imagem em movimento teriam eles noção do impacto em que teriam para a humanidade e para a noção desta de memória?
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A produção nacional parece responder a um género de chamado conceptual, apresentando anualmente temáticas que se cruzam, independentemente da distância, quanto à sua forma e resultado. Nesta XXV Edição do festival Caminhos, a questão memória foi evocada constantemente, despoletada pela organização do nosso acervo aquando da idealização do conceito desta presente edição e celebração.
O Festival Caminhos do Cinema Português regressa de 22 a 30 de novembro, trazendo o melhor cinema nacional contemporâneo a Coimbra. Esta edição tem como principais novidades a atribuição do prémio Ethos, atribuído a Isabel Ruth e a promoção da Secção “Outros Olhares” a categoria competitiva.
Um estudo da Cision relativo às duas últimas edições do Caminhos do Cinema Português (CCP) conclui que houve um incremento de 32% de cobertura noticiosa sobre o festival. Entre 2017 e 2018, o potencial de retorno mediático duplicou, atingindo os 618 mil euros, num total de 197 notícias sobre o evento, e a audiência acumulada aumentou quase três milhões de impressões, passando de 6,4 milhões, em 2017, para 9,3 milhões, em 2018.
O cinema tem um importante papel na instrução cultural do seu espectador. Existem filmes que, devido à sua ligeireza temática e técnica, servem meramente para entreter quem o vê, fazendo esquecer, não pensar, não conhecer. Os Caminhos propõem-se a levar a grupos escolares 3º ciclo e do Ensino Secundário uma filmografia relevante para a construção de juízo crítico e conhecimento da cinematografia portuguesa contemporânea. As reservas de grupos são possíveis também a grupos superiores a 10 elementos.
Conquistar a sensibilidade das camadas jovens para o cinema, cada vez mais cedo, é fundamental para promover a cultura e a literacia fílmica. Esse é um dos objectivos basilares dos Caminhos. Os Juniores são um serviço educativo, tendo por base que apenas a experimentação in loco de muitos minutos de pura magia para as crianças. A experiência da Sala Escura tornará possível a criação de hábitos de consumo desde a infância no que diz respeito ao cinema português.
A XXV edição do festival realiza-se entre os dias 22 a 30 de novembro. Até 22 de Novembro, oferecemos metade do bilhete da viagem pelos Caminhos do Cinema Português. Esta campanha, com 50% de desconto sob o preço do bilhete, tem efeito sobre os Bilhetes Gerais (30€), Pack 10 Sessões e os Bilhetes Pontuais, sendo cumulativa sobre os descontos disponíveis para associados, estudantes, sócios do gerador e portadores do cartão do Jornal Público, bem como Professores e funcionários da Universidade de Coimbra.
Anualmente realiza-se em Coimbra, o único festival de cinema cujo principal foco de interesse é a arte cinematográfica nacional. A sua primeira edição foi em 1988 e no próximo mês de Novembro realizar-se-á a sua 25.ª edição.
O festival Caminhos do Cinema Português é organizado por uma equipa integralmente voluntária e co-promovido pelo Centro de Estudos Cinematográficos da Associação Académica de Coimbra e pela Associação de Artes Cinematográficas de Coimbra.
Ao participar na realização deste evento terás a oportunidade de conhecer “na primeira pessoa” os principais intervenientes do Cinema Português desde realizadores, produtores, actores ou profissionais de áreas técnicas com a cinematografia, som ou direção de arte. Inscreve-te aqui.
Concluída a 9.ª edição do Curso de Cinema ‘Cinemalogia’, os formandos Lucas Fidalgo Knoeller, Nídia Nascimento e Paulo Duarte continuam o caminho da aprendizagem e domínio da sétima arte. Esta foi uma das 3 equipas selecionadas para integrar a residência cinematográfica PLANO FRONTAL, que vai decorrer durante o Festival Internacional de Documentário de Melgaço ‘MDOC’ entre 26 Julho a 4 Agosto.