O Festival “Caminhos do Cinema Português”, cuja 23ª edição terá lugar entre os dias 27 de novembro e 3 de dezembro de 2017, continua a ser – para além de um dos raros exemplos que conseguiu tal longevidade apesar da (aparente) desvantagem de não se realizar na Grande Lisboa ou no Grande Porto – o único festival de cinema em Portugal dedicado unicamente ao cinema português. Nunca é demais chamar a atenção para esta sua manifesta “imagem de marca” ao longo destes 23 anos, que formam um trajeto em que a vontade de exibir, divulgar e premiar o nosso cinema permitiu acompanhar a evolução tanto da obra dos seus nomes mais consagrados quanto de criadores que estão no início do seu percurso.
Programação Saiba tudo sobre a Programação dos Caminhos
O Prémio D. Quijote é um prémio da FICC – Federação Internacional de Cineclubes, atribuído em festivais de cinema selecionados pela Federação Internacional de Cineclubes. O Júri FICC/IFFS é composto por cinéfilos de qualquer país do mundo, apurados entre as candidaturas das várias Federações Nacionais de Cineclubes.
O português Carlos Coelho, o norueguês Odd Vaagland e o afegão Abdul Malek Ghulam Hussin são os nomeados Júri FICC da 23ª edição dos Caminhos do Cinema Português.
A Seleção Caminhos, além dos prémios atribuídos pelo Júri da Seleção Caminhos, é também avaliada pelo Júri do Prémio de Imprensa CISION, bem como pelo Público e pelo Júri FICC. Para o Prémio D. Quijote estão elegíveis os filmes presentes em competição na Seleção Caminhos, que estejam legendados em francês ou inglês, ou ausentes de diálogos.
Já se encontram disponíveis para compra os bilhetes pontuais e de livre-trânsito para a XXIII Edição dos Caminhos do Cinema Português.
O “Livre-trânsito Caminhos” permitir-lhe-á acesso livre a todos os filmes, independentemente da sua Selecção ou Secção competitivas. Desprendendo-se de filas, poderá entrar em qualquer das obras programadas nesta XXIII Edição do festival Caminhos do Cinema Português. Assista a mais de cem filmes, fazendo a sua própria programação baseada nos seus gostos e disponibilidade.
Inicia hoje a IV edição do Simpósio Internacional Fusões no Cinema, a acontecer em São João da Madeira, encerrando no dia 18 de novembro. Sendo co-organizado pelo Festival Caminhos do Cinema Português e pela Unidade de Desenvolvimento dos Centros Locais de Aprendizagem (UMCLA) da Universidade Aberta, nesta edição podemos contar com a presença de vários docentes, investigadores, oradores convidados, especialistas e artistas de diferentes áreas, tais como Francisco García García da Universidad Complutense de Madrid, João Rita do Cine Club Arouca ou Daniel Mill da Universidade Federal de São Carlos. Estes irão analisar questões que remetem às práticas artísticas e educativas nos dias de hoje, assim como os novos papéis dos diferentes agentes envolvidos na dinâmica criativa e operativa da arte, da educação e da cultura. O certamente conta ainda com um painel de sessões paralelas com comunicações propostas por académicos de vários pontos do mundo que foram escrutinadas pelo Comité Científico num processo de Double Blind Review.
Seleccionar e programar cinema português, no único festival que se dedica exclusivamente ao mesmo, implica um desafio constante para a programação. Seleccionar é estar atento e desperto às movimentações comerciais e não-comerciais dos filmes que são anualmente produzidos, mudando constantemente a nossa perspectiva de eer um programa e um festival de cinema. É tentar criar e recriar fórmulas (sempre imperfeitas) de fazer com que se troque o banco de casa ou do bar pelo de cinema, para que se aceda a esta combinação perfeita criada pelos realizadores portugueses de um mundo fílmico diferente, muitas vezes quase espiritual e expressivo.
Começa quinta-feira dia 12 de Outubro às 22h00 no Mini-Auditório Salgado Zenha da AAC, com a estreia em Coimbra do filme Comboio de Sal e Açúcar de Licínio Azevedo, realizador e escritor que adapta a sua própria obra literária ao cinema. Depois iremos viajar até à literatura francesa com Albert Camus, autor que alguns classificam como um apaixonado pela existência, cuja obra adaptada Longe dos homens tem banda sonora original composta por Nick Cave e Warren Ellis.
O Ciclo que terá lugar todas as quintas-feiras de 12 de Outubro a 9 de Novembro, incluirá também obras adaptadas ao cinema de Luiz Ruffato, Fernando Pessoa e José Saramago. Além disso, terá uma sessão especial para o dia das bruxas, dia 31 de Outubro à 00h00, com A Instalação do Medo de Ricardo Leite e o filme protagonizado por Nuno Melo, O Barão de Edgar Pêra que explora a obra de Branquinho da Fonseca num registo que ressuscita o expressionismo alemão dos anos 1920.
O prazo de inscrição de filmes da 23.ª edição dos Caminhos do Cinema Português terminou. No entanto, devido ao interesse generalizado nos últimos dias na inscrição de filmes, decidimos continuar a aceitar inscrições.
Gostaríamos de poder ver os vossos trabalhos mais recentes e considerá-los para a edição deste ano. Assim, decidimos continuar a aceitar as vossos filmes até dia 16 de Setembro sempre através da plataforma Filmfreeway.
Na sexta-feira, 9 de janeiro, às 21h30, a Casa do Cinema de Coimbra volta a receber a realizadora Teresa Villaverde para uma exibição especial de «Justa», a sua mais recente longa-metragem, inspirada nos grandes incêndios de 2017. A psiquiatra Ana Araújo e as psicólogas Teresa Serra e Rafaela Lopes são as convidadas que discutem a temática com a cineasta após a sessão, numa conversa moderada pela jornalista Margarida David Cardoso.
Caminhos apresenta programa “Cinema e Música: Quando o Som Encontra a Imagem” no Ciclo Orphika da UC
2017-06-01Quatro obras investigam diferentes visões sobre paixão artística, identidade e expressão sonora na programação “Cinema e Música: Quando o Som Encontra a Imagem”, proposta dos Caminhos do Cinema Português para o 7.º Ciclo de Música Orphika da Universidade de Coimbra (UC). As sessões decorrem de 27 de novembro a 3 de dezembro, sempre às 21h30, na Casa do Cinema de Coimbra, com entrada livre para os sócios dos Caminhos do Cinema Português.
Na sexta-feira, 5 de dezembro, às 21h30, a Casa do Cinema de Coimbra recebe a realizadora Teresa Villaverde para uma exibição especial de «Justa», a sua nova longa-metragem, inspirada nos grandes incêndios de 2017. O programador de cinema João R. Pais conduz uma conversa com a cineasta após a sessão.
Os Caminhos do Cinema Português e o Centro de Estudos Cinematográficos retomam o seu ciclo de cinema “Fusões no Cinema” esta quinta-feira dia 18 de Maio. O ciclo terá lugar todas as quintas-feiras às 22h00 no Mini-Auditório Salgado Zenha da Associação Académica de Coimbra. A programação inclui obras especialmente dedicadas à música e percorre o espírito da contracultura nacional, desde os anos 60 com o filme Meio Metro de Pedra, aos anos 80 com o grupo Heróis do Mar retratado em Brava Dança, até hoje, acompanhando a banda Humanos que retomou a obra de António Variações e também, David Santos com os temas de Noiserv. Depois navegamos até ao outro lado do oceano Atlântico ao ritmo do Tango com A morte de Carlos Gardel, obra adaptada de António Lobo Antunes e por fim, chegamos até à cidade Surabaia, onde nos encontramos com uma geração de jovens indonésios que se juntam à volta duma cultura musical controversa, o black metal. Entrada gratuita e limitada à lotação da sala.
O Museu Monográfico de Conimbriga, em parceria com os Caminhos do Cinema Português e o Centro de Estudos Cinematográficos, apresentam a programação do ciclo de cinema “Arqueologia pela Imagem em Movimento”. A partir do pensamento de Jorge de Alarcão – “se o animal deixa no chão traços da sua passagem, maiores são os vestígios que o homem deixa de si nos lugares onde esteve” – procura-se com este ciclo de cinema desvelar circunstâncias históricas da passagem do homem pelo tempo. Num apelo à dimensão imagética revelar-se-á uma arqueologia que conta histórias. Traços de épocas. Com ação, romance e suspense.
Os vencedores da XXII edição dos Caminhos Film Festival, já foram anunciados e os filmes Zeus de Paulo Filipe Monteiro e Cartas de Guerra de Ivo M. Ferreira são os que arrecadam mais prémios. O Grande Prémio do Festival Portugal Sou Eu, foi atribuído a Chatear-me ia morrer tão joveeem…, de Filipe Abranches. A cerimónia de entrega de prémios aconteceu no dia 26 de novembro às 21h45 no Teatro Académico de Gil Vicente.
Manoel de Oliveira tem sido considerado pelos seus pares como um dos grandes Mestres do cinema. Aos seus 73, como jeito de registo cinematográfico da dor, memoriza a sua casa, o abandono do material e a perda da estabilidade para um novo ponto de partida existencial. Apesar de parecer algo totalmente nefasto se olhado superficialmente, representou um marco na sua carreira, a influência da busca pelo real que pode ser ficcionado, a referência e amor pela arte de forma transversal (não são raras as referências a Agustina, por exemplo) expressa pela película.
Há uns anos quando Kiarostami nos mostrou o público de Shirin, ficámos com uma visão diferente daquilo que era cinema e espectador, do que era a catarse e o sentimento expresso na face daquele que se isola acompanhado na sala de projecção. André Gil da Mata consegue ir mais longe, indo até à sala de projecção mostrando-nos Sena e o seu quotidiano de projecionista jugoslava, com o amor pelo cinema e pela memória colectiva da arte cinematográfica com o pretexto e metáfora de Eva Ras.



