A Secção Caminhos Mundiais da XXI edição dos Caminhos Film Festival é este ano apresentada em colaboração com a Embaixada da Áustria em Portugal. Com os Caminhos Mundiais pretendemos dar a conhecer uma selecção da cinematografia austríaca recente que proporcione ao público português bem como à comunidade internacional da cidade de Coimbra, a possibilidade efectuar a ponte entre as duas cinematografias.
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Ver, apreciar e escolher filmes é um trabalho árduo de crítica. Porquê escolher um filme e não outro? Por entre cerca de mil inscrições temos de tomar posições, decidir. O trabalho de selecção situa-se nesse processo de consideração e valorização para que assim, chegue ao público o cinema mais diverso que se faz entre as escolas de cinema.
Programar Cinema, num festival cujo mote é ‘todo o cinema português’, torna-se em tarefa alcantilada quando o universo de selecção se aproxima das mil inscrições. Assistir a todas essas horas de cinema português não é difícil ou tampouco exigente, mas a tentativa de encontrar a linguagem comum formada no cinema português desde a nossa última edição torna-se complexa, mas entusiasmante.
Em cada edição, as nossas sessões mudam constantemente de título, por os filmes que são selecionados e programados apresentarem sempre algo de novo. Não há um fio condutor na programação dos Caminhos do Cinema Português, cada edição ousa criar múltiplos fios condutores em si mesma. Não aceitamos a conservação de personalidades pela sua possível presença no diálogo do mundo cinematográfico, colocando cada proponente ao mesmo nível, independentemente dos nomes e currículos mais consagrados.
Na recta final de preparação para a edição XXI do Caminhos Film Festival anunciamos uma nova oportunidade para o público de Coimbra ver o que de melhor foi exibido nas ultimas edições do festival na categoria de animação. Em colaboração com a Associação Olho de Vidro serão sete as curtas exibidas na próxima quinta-feira às 21horas no Centro Cultural Casa da Pedra, junto ao Pólo II.
Hoje, 2 de Julho, o Ciclo 20 Anos de Cinema Português é dedicado ao realizador Portuense André Guiomar. São exibidos 3 filmes, onde nos será possível observar a evolução deste realizador, em projectos e contextos distintos, durante a transição da academia para a sua actividade profissional. A sessão começa às 22:00, no Mini-Auditório Salgado Zenha, e a entrada é livre.
Na próxima quinta-feira, 18 de Junho, a sessão é dedicada à obra da cineasta Claudia Varejão exibindo-se 4 obras; Fim-de-Semana, Luz da Manhã, Um Dia Frio e Falta-me.
Mini-Auditório Salganho Zenha volta a receber ciclo de cinema que celebra os últimos 20 anos de produção nacional
Sensivelmente dois meses depois de Coimbra se transformar na capital do Cinema português, é agora a vez de Torres Novas acolher, em apenas dois dias, o que de melhor se fez na sétima arte portuguesa nos últimos dois anos.
O festival Caminhos do Cinema Português tem vindo a merecer a atenção e o apoio crescentes de variadas instituições regionais e nacionais, com um conjunto de iniciativas e actividades de relevância inegável, para a aproximação da sociedade portuguesa ao nosso cinema, estimulando a sua atenção e curiosidade, indo de encontro ao papel social, que acreditamos, que o festival Caminhos tem vindo a desenvolver e despertando consciências.
Após a sua XX edição o festival Caminhos continua a promover a cinematografia nacional. Durante o mês de dezembro promove o ciclo “20 Anos de Cinema Português”, com entrada livre, onde são exibidos alguns filmes mais marcantes de cada uma das suas edições. O festival propõe a todos os espectadores e cinéfilos uma experiência vasta de conhecimento das mais variadas obras portuguesas conseguindo proporcionar uma introspectiva do que é, o que foi e o que será o cinema português.
A semana que se iniciou a 14 de Novembro tem sido muito especial. Apesar de ter coincidido com uma sexta-feira, a semana dos Caminhos é uma temporada fora do tempo comum. É-o para mim, para todos os elementos da organização e colaboradores, realizadores e actores, artistas em geral, e cinéfilos.
O sentimento que sobresai de toda esta semana, deverá ser gratidão. Gratidão por toda esta colaboração intensa de todos os envolvidos, sem esquecer os nossos patrocinadores que foram fundamentais para manter viva a chama do festival. A nossa equipa é composta primordialmente por voluntários, cujo principal retorno que têm é ver cumprida a sua tarefa de salvaguarda cultural deste projecto.Sábado, 22, foi o último dia da XX edição do Festival Caminhos do Cinema Português, que culminou com a Cerimónia de Entrega de Prémios, no TAGV, em Coimbra. A Gala de Encerramento contou com a presença em palco de Soraia Chaves e Vicente Alves do Ó, representantes do Júri da Selecção Caminhos. Jorge Pelicano, realizador de “Pára-me de Repente o Pensamento”, foi três vezes galardoado durante o serão.
A esperança e amor são dois sentimentos que, aliados, tornam possível todas as coisas racionalmente inalcançáveis. Continuamos com a temática ‘Amar de todas as formas’¸ mostrando que a paixão por alguém ou algo consegue mover este caminho emocional que é o amor.
O amor e a paixão sempre foram representados no cinema. A capacidade de transferir para tela sentimentos de cumplicidade, partilha e comunhão tem-se feito de variadas formas, das mais ingénuas e jovens às mais maduras e contemplativas. Amar deve ser isso mesmo, amar de todas as formas e maneiras.
Ver cinema poderá ser catarse, seja esta pelo riso, pelo choro ou mesmo pelo medo. São esses sentimentos criados dentro do espectador, aquando da exibição de um filme, que o fazem esquecer ou cristalizar na sua memória certas obras.
Consideramos o Cinema Português uma obra elaborada por várias mãos. É interessante reparar no fenómeno de novos realizadores que brotam anualmente, com interessantes produções que merecem ser mostradas. Não é por acaso que surgiu a categoria ‘Selecção Novíssimos’ que tem no seu cerne a ideologia de mostrar primeiras obras, cuja inspiração é variada.



