Penacova volta a integrar o Festival Caminhos do Cinema Português, acolhendo sessões entre 15 e 22 de novembro no Auditório Municipal. Filmes provenientes de várias secções do festival — Seleção Caminhos, Ensaios, Turno da Noite, Filmes do Mundo e Caminhos Juniores — compõem uma programação que percorre diferentes territórios cinematográficos, com sessões de animação, curtas-metragens, cinema de terror e longas-metragens para o público em geral.
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No sábado, 1 de novembro, às 16h15, a Casa do Cinema de Coimbra recebe o produtor de «O Riso e a Faca», Tiago Hespanha, para uma exibição especial da nova longa-metragem de Pedro Pinho. A antropóloga sócio-cultural Cristina Sá Valentim conduz uma conversa com o cineasta após a sessão.
A 31.ª edição do Festival Caminhos do Cinema Português revelou o seu palmarés, distinguindo obras que afirmam a diversidade, a inovação e a vitalidade do cinema nacional contemporâneo. Entre longas de ficção, documentários, animação e cinema universitário, o júri e o público premiaram filmes que tratam a memória, o território, a identidade e as novas linguagens cinematográficas. «La Durmiente», de Maria Inês Gonçalves, recebeu o Grande Prémio Cidade de Coimbra, enquanto «Paraíso», de Daniel Mota, reforçou o reconhecimento ao conquistar não apenas o Prémio de Melhor Documentário, mas também o Prémio do Público FILMin.
O Festival decorre de 5 a 19 de novembro com a exibição de 162 filmes entre o Teatro Académico de Gil Vicente, a Casa do Cinema de Coimbra, Auditório Salgado Zenha e o Convento de São Francisco.
Neste último dia de festival podemos contar com uma última sessão da Seleção Caminhos e dos Caminhos Mundiais, e com a tão aguardada cerimónia de entrega dos prémios aos filmes vencedores.
Seleccionar e programar cinema português, no único festival que se dedica exclusivamente ao mesmo, implica um desafio constante para a programação. Seleccionar é estar atento e desperto às movimentações comerciais e não-comerciais dos filmes que são anualmente produzidos, mudando constantemente a nossa perspectiva de eer um programa e um festival de cinema. É tentar criar e recriar fórmulas (sempre imperfeitas) de fazer com que se troque o banco de casa ou do bar pelo de cinema, para que se aceda a esta combinação perfeita criada pelos realizadores portugueses de um mundo fílmico diferente, muitas vezes quase espiritual e expressivo.



