No dia em que Coimbra se soma à lista de concelhos com risco elevado de infeção por Covid-19, o cineasta Rui Simões e a realizadora e académica Raquel Rato reuniram-se em torno da mesma mesa virtual para falar sobre “Cinema em Tempos de Crise”. Uns minutos após as três horas da tarde, assomaram em frente ao ecrã na companhia de Abílio Hernandez, professor aposentado da Universidade de Coimbra, convidado para assumir o papel de moderador do painel.
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“O Fim do Mundo”, do luso-suíço Basil da Cunha, sagrou-se o grande vencedor da XXVI Edição dos Caminhos do Cinema Português. O filme levou para casa o Grande Prémio do Festival – Turismo do Centro e mereceu o reconhecimento da Federação Internacional de Cineclubes que lhe atribuiu o Prémio D. Quijote.
Pelas 20h30 desta terça-feira, dia 15 de dezembro, o Festival devolve por isso aos espectadores a oportunidade de (re)verem os 104 minutos que tamanhos elogios mereceram do painel de jurados.
Turno da Noite, uma das mostras paralelas do Festival Caminhos do Cinema Português, tem início a uma sexta-feira 13. Devemos, por isso, admitir que nunca um acaso do calendário nos pareceu fazer tanto sentido. É que entre o centro comercial abandonado de “Merry Christmas, Mr. Monster” (João Pais da Silva e André Rodrigues), os sonhos do cineasta que protagoniza “The Great Parody” (André Carvalho) e a jovem bastarda e pirómana de “Canção de Embalar” (João Pedro Frazão), Turno da Noite promete arrepiar até o espectador mais cético.
A XXVI Edição do Festival que celebra o “cinema português para todos” acaba de revelar os nomes dos primeiros jurados a integrar o painel de avaliadores deste ano. Três das cinco equipas de júris já estão completas e contam com vultos ligados ao jornalismo, à investigação académica e, claro, à sétima arte.
Podemos ainda não divulgar que filmes iremos exibir ou quem os irá avaliar em competição, mas uma coisa é certa: sabemos exatamente como queremos encerrar a XXVI Edição do Festival Caminhos do Cinema Português.
Como e com quem.
É por isso que contamos com os acordes dos The Twist Connection para uma Cerimónia de Encerramento bem diferente. Marcada para o final de tarde de 28 de novembro, no Teatro Académico de Gil Vicente, a sessão terá como mestres-de-cerimónia Carlos “Kaló” Mendes (bateria e voz), Samuel Silva (guitarra) e Sérgio Cardoso (baixo), que irão colocar cinema e rock’n’roll lado a lado no mesmo palco.
Nascido no seio de uma família de atores, recorda uma infância e adolescência passadas entre as cortinas do teatro, com as “pancadinhas de Molière” por som de fundo, e, talvez por isso, não hesite em estender também ao teatro o amor que já lhe conhecemos pela sétima arte. Se tivesse de definir o cinema português em três palavras, escolhia quatro: amor, identidade, morte e metamorfose. Falamos, claro, de Ivo M. Ferreira.
Os projetores do Festival Caminhos do Cinema Português vão estar ligados durante quase um mês, de 9 de novembro a 5 de dezembro, projetando tanto na tela do Estúdio 2 das Galerias Avenida quanto no grande ecrã do Teatro Académico de Gil Vicente.
No caso das sessões no Estúdio 2 das Galerias Avenida, os bilhetes podem ser comprados online ou na própria bilheteira (no rés-do-chão do centro comercial), que abre 30 minutos antes da hora de início de cada exibição.
Já os ingressos para as exibições no Teatro Académico de Gil Vicente devem ser adquiridos online ou na bilheteira do TAGV.
Já tinham em comum a cinefilia e uma bagagem profissional associada às mais variadas expressões artísticas, da palavra escrita ao cinema. Agora, são também unidos pelo papel de jurados da Seleção Caminhos que desempenham em conjunto. Fátima Ribeiro, Joana Toste, Pandora da Cunha Telles, Tathiani Sacilotto e Tiago Salazar integram o júri responsável pela atribuição dos Prémios Oficiais e Técnico-Artísticos da XXVI Edição do Festival Caminhos do Cinema Português.
À boleia da diversidade de géneros, estilos e contextos que, a cada ano, marcam a sétima arte nacional, os Caminhos regressam a Coimbra, entre 9 de novembro e 5 de dezembro, para provar que há cinema português para todos. Com a exibição de quase centena e meia de filmes, as secções competitivas do Festival Caminhos do Cinema Português arrancam já na próxima semana e trazem consigo estreias nacionais e um candidato a representar Portugal nos Óscares.
