“PATHOS, ETHOS, LOGOS” entre as sessões especiais do Festival Caminhos do Cinema Português, uma produção de 10 horas, dividida em três dias, transporta o espectador para três anos diferentes.
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A noite é e sempre será associada à escuridão, à penumbra, ao medo e ao proibido. É através desta simbologia que é apresentado a mostra paralela do Turno da Noite onde expomos e damos a conhecer um lado do cinema que não serve para deixar o espectador indiferente. Muito pelo contrário serve para o estremecer seja de susto seja de sensualidade.
O Turno da Noite este ano traz três sessões diferentes onde o cinema explicito tem a missão de chocar o espectador. Nesta mostra paralela, que decorrerá sempre de madrugada, são mostrados filmes de terror que vêm expor diferentes temáticas desde as mais atuais àquelas que são consideradas intemporais, nunca deixando de agitar e arrepiar quem a elas for assistir. Serão ainda mostrados filmes explícitos onde o erotismo é tomado como papel principal e onde serão ainda quebradas barreiras mostrando-se uma sexualidade polivalente e deixando a heteronormatividade de lado para mostrar que há muito mais para além disso.
É nesta mostra que o cinema mais arrojado, sem medos, nem amarras, encontra espaço, criando uma reação imediata entre o que se vê e quem o vê.
Temos vindo a assistir gradualmente ao fenómeno da globalização, e com ele tantas barreiras têm vindo a ser quebradas. O cinema desempenha um papel importante neste processo e é com ele que pouco e pouco podemos ver, conhecer e compreender melhor um mundo que nos é fisicamente tão distante. Com esta mostra de Filmes do Mundo pretendemos que não só o espectador, seja ele o mais acérrimo cinéfilo ou um estreante no mundo cinematográfico, contemple e conheça um pouco daquilo que se tem feito na 7ª arte, viajando por 4 continentes diferentes: a Ásia, a Europa, a África e a América, mas também que se confronte e se exponha a diferentes culturas que coabitam com a nossa própria.
Esta mostra apresenta uma programação, que embora provenha de quatro cantos diferentes do mundo, se mostra transversal a ele próprio. Foca-se assim em diferentes áreas temáticas mostrando uma sociedade precária onde habita a pobreza, o medo e o envelhecimento, mas também onde reside o progresso e a quebra de barreiras sociais expondo um mundo, por vezes estranho, que se confronta com uma nova era onde a tolerância impera.
As Sessões Especiais trazem um conjunto de filmes portugueses lançados ao longo do último ano que, não estando em competição, demonstram grande qualidade e relevo no panorama cinematográfico atual. As sessões decorrerão na Casa do Cinema de Coimbra nos dias 03, 22, 23, 25, 26, 27, 29 e 30 de novembro, sempre às 21h45.
A Seleção Ensaios debruça-se, como é seu apanágio, no que de melhor se fez em contexto académico no último ano.
Será curioso observar a crescente preocupação dos estudantes de cinema por temas abertamente políticos, como o crescimento da nova extrema-direita ou as alterações climáticas e as suas consequências potencialmente catastróficas.
O contexto de produção dos filmes apresentados nesta Seleção, devido às contingências dos últimos dois anos, é também um motivo de especial interesse: constata-se que os jovens autores, sejam nacionais ou internacionais, encontraram soluções equilibradas e esteticamente interessantes, absorvendo as dificuldades em novas soluções narrativas, em novas ideias de Cinema.
Nota também para a presença, pela primeira vez, de três filmes realizados por estudantes de Coimbra, consequência do crescimento da atividade cinematográfica, a todos os níveis, na cidade. Numa altura em que os jovens reclamam mais presença no locais de decisão, a Seleção Ensaios é uma boa oportunidade para ouvir a sua voz.
A aproximação a um público mais jovem é essencial para o cinema português, pelo que pretendemos, desta forma, dar a conhecer os Caminhos Juniores, que reúnem diversas sessões de cinema pensadas para os diferentes níveis de ensino, respeitando o crescimento individual e intelectual de cada criança e/ou jovem, e proporcionando-lhe uma experiência cinematográfica que vá ao encontro das suas expectativas, mas que seja, ao mesmo tempo, desafiante.
O Festival Caminhos do Cinema Português abriga numa das suas mostras uma seleção dedicada ao cinema produzida pela comunidade lusófona.
Num ano marcado pelas inúmeras dificuldades decorrentes da pandemia, que atingiu o sector cultural com imensa força, encontram-se entre as selecionadas, produções, cuja riqueza e variedade, enaltecem a cultura dos países de língua portuguesa, trazendo à luz, sejam personagens de histórica importância ou gente simples, do povo, documentários com poder de denúncia ou ficções, histórias originais, histórias adaptadas de autores consagrados, animações, um festim não só para os assumidamente cinéfilos, senão que também um convite ao conhecimento do movimento cinematográfico que existe na comunidade que partilha a maior das identidades: a língua portuguesa como espaço simbólico de identificação nos processos socioculturais e históricos abordados nas películas.
Primeiro foi o “novo normal”, e agora é o “regresso à normalidade”. E ainda nem tivemos o tempo necessário e imprescindível para assimilar a inerente estranheza destas expressões tão curiosas que repentinamente vieram assaltar o nosso quotidiano. Teremos estado assim tão inundados pela constante torrente de “notícias”, “opiniões” e variadas outras reações oferecidas pelos novos meios, aos quais temos a desfaçatez de encarar enquanto “comunicação”, para não nos termos apercebido do comodismo com que medimos toda e qualquer realidade, por mais espantosa que seja, através do confortável conceito de “normal”? E se sim, como observar de facto essa normalidade a que estamos a regressar?
Cinemateum é a exposição fotográfica sobre os cinemas tradicionais de Coimbra – os que existem e os que deixaram de existir. A exposição resulta de uma pesquisa realizada tanto nos arquivos da região, como de conversas com quem frequentaram e registaram momentos Cinematográficos da época.
Poucas serão as biografias que não apresentem períodos de nigredo ou de estágios de inacção. Habitualmente esses momentos – apesar normalmente enfrentados da pior das maneiras – têm em si a “possibilidade semente”, a capacidade de regeneração e reinvenção, em suma a oportunidade de iluminar a “noite escura da alma”.
Estes últimos tempos representaram toda uma negritude com um elemento adicional (e novo para o mundo ocidental contemporâneo): a partilha desse momento. Como colectivo humano, ouvimos em uníssono a voz do silêncio de uma pandemia que nos forçou a isolar e a mudar hábitos. Fez com que abandonássemos, entre outros, hábitos de consumo cultural e social, chegando ao cúmulo de uma quase total substituição de um curador de cinema por um algoritmo de uma qualquer plataforma online.
Na passada edição, no auge de uma pandemia com limitações variadas e transversais a todos os comportamentos humanos, tentámos que esses momentos escuros de isolamento fossem “compensados” por momentos de individualidade partilhada dentro de uma sala de cinema. Apesar disso, sejamos justos, percebemos que o próprio significado de festival (no sentido mais literal de festividade) não foi totalmente cumprido e deixado em pausa.
Durante o mês de outubro, o CINANIMA leva a 13 parceiros académicos uma mostra de aproximadamente 30 curtas-metragens do melhor do cinema de animação de autor mundial.
Entrando no seu sexto mês de funcionamento, a Casa do Cinema de Coimbra tem progressivamente apresentado um leque maior de propostas cinematográficas. Neste mês de Outubro trazemos 33 sessões que, no conjunto da curadoria do Festival Caminhos Cinema Português, Centro de Estudos Cinematográficos, Fila K Cineclube e Nitrato Filmes, conjugam o cinema patrimonial com diferentes correntes autorais contemporâneas.
Nesse sentido são promovidos 3 novos ciclos: a “3.ª Mostra Programa!Ação”; “Educar para o Desenvolvimento Sustentável”; e, “Nova Geração de Realizadoras Brasileiras”, enquanto continuamos a promover a exibição do importante documentário de Mark Cousins “As Mulheres Fazem Cinema!”, bem como a Matiné Infantil, agora em dose dupla, no 3.º sábado de cada mês. Como novidades neste mês anunciamos ainda a Extensão Universitária do Festival Cinanima e ainda a exibição em estreia nacional de “Dune”, de Denis Villeneuve.
A Casa do Cinema de Coimbra, desde maio até ao final do mês de Setembro, já promoveu mais de sessenta sessões de cinema, tendo passado pela nossa sala dois mil espectadores. Com o arranque de um novo ano lectivo acreditamos que o reflexo da projeção na tela revelará muitas caras novas.
Iniciada em 2019, a mostra Programa!ação proporciona aos espectadores visionamentos comparatistas na obra de realizadores portugueses. Considerando o esforço de digitalização do património cinematográfico e as raras oportunidades para ver de forma digna alguns marcos do cinema português, a mostra mudou o seu foco para recuperar a obra de autores marcantes do cinema português, bem como proporcionar novas abordagens e contextos aos primeiros filmes portugueses através da intervenção musical.
O mês de Setembro tradicionalmente é um mês de retoma da actividade, trazendo consigo várias novidades. Na Casa do Cinema de Coimbra não é diferente. Depois de no quente mês de Agosto termos revisitado alguns dos clássicos do cinema de horror, apresentamos em Setembro um mês pleno de diversidade e ofertas cinematográficas entre a exibição, com um novo inquilino na Casa: a Nitrato Filmes e a realização do 1.º Ciclo “Cinema Fora de Portas”, até à formação conhecendo “As Mulheres fazem Cinema!” de Mark Cousins e o curso de verão “Montagem e Autoria” orientado por Miguel Mira, com palestras de Afonso Cruz, José Filipe Costa e Jerónimo Rocha. As novidades continuam com os cine-concertos que abrem caminho para a 3.ª mostra Programa!Ação.
Assim, iremos promover durante o mês de setembro sessões de terça a sábado sempre às 21h30. Bilhetes a partir de 3€, com condições privilegiadas para os nossos associados.
Iniciado a 19 de Agosto com um evento piloto, o Ciclo “Cinema Fora de Portas” percorrerá várias praças da região de Coimbra levando a arte cinematográfica ao encontro dos públicos. Serão projectadas 5 longas-metragens nacionais e internacionais, culminando em dois cine-concertos que revisitam o cinema de património nacional.
As exibições de cinema ao ar livre têm entrada gratuita, mediante reserva no nosso site. Os bilhetes Cine-Concertos têm um custo de 10€, sendo reduzido a 5€ no caso dos sócios das entidades promotoras na Casa do Cinema de Coimbra, entidades parceiras, estudantes, desempregados, cineclubistas, seniores, grupos ≥ 10, profissionais do espetáculo.
A Casa do Cinema de Coimbra recebe o verão com três ciclos distintos que olham cinematográficamente para a expressão autoral pela montagem, para a região de Coimbra, e para o nosso lugar no Mundo. São ciclos que apesar de uma curadoria autónoma se complementam e enriquecem as perspectivas dos espectadores que por aqui passam.
Acompanhando, com atenção, o contexto de saúde pública actual decidimos unificar o horário das projeções para as 21h30. Esta decisão foi tomada com a ressalva que, na necessidade de reforçar a mitigação da propagação da pandemia covid-19, poderemos a qualquer momento retomar o horário anterior das 20h30.