Os nomeados aos Óscares foram anunciados e a Casa do Cinema de Coimbra vai receber alguns dos títulos que estão na corrida aos prémios da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas ao longo das próximas semanas.
Programação Saiba tudo sobre a Programação dos Caminhos
O alinhamento apresentado pela Casa do Cinema de Coimbra em 2022 além de apresentar mais oportunidades para acompanhar as nossas sugestões cinematográficas, trouxe consigo novas caras à nossa sala. No espaço de três semanas superámos a marca dos trezentos e trinta espectadores. Mais que um número significativo, esta resposta do público motiva-nos a continuar a abrir a nossa sala de cinema à região.
Após um breve interregno, a Casa do Cinema de Coimbra retoma a sua exibição regular. Este novo ano é marcado por um novo alinhamento que permitirá aos espectadores assistir às nossas exibições de quarta a sábado tanto ao final de tarde – às 18h00 – como à noite – 21h30. Desta forma, esperamos tornar a nossa programação mais acessível a um público mais alargado.
Cry Macho substitui Matrix Resurections na programação de 22 de Dezembro da Casa do Cinema de Coimbra
Os Caminhos do Cinema Português e a Cinemundo vêm por este meio anunciar que devido a contingências alheias se vêem obrigados a reprogramar o quarto título da saga Matrix para o mês de Janeiro.
Os Caminhos promoverão este mês uma dupla matiné infantil no dia 18 de Dezembro, com uma sessão dos “Filminhos à Solta pelo País”, às 10h30, e, às 15h00, com o “Cantar! 2” (Sing 2). São duas sessões que antecedem o Natal com muita música e diversão garantida. Na sessão da manhã, as crianças convidam os seus pais (ou até 2 acompanhantes) a vir ao cinema (bilhetes 4€, com entrada livre para até 2 adultos). Na sessão da tarde, com o filme Sing 2, o custo do bilhete é 4€.
“PATHOS, ETHOS, LOGOS” entre as sessões especiais do Festival Caminhos do Cinema Português, uma produção de 10 horas, dividida em três dias, transporta o espectador para três anos diferentes.
A noite é e sempre será associada à escuridão, à penumbra, ao medo e ao proibido. É através desta simbologia que é apresentado a mostra paralela do Turno da Noite onde expomos e damos a conhecer um lado do cinema que não serve para deixar o espectador indiferente. Muito pelo contrário serve para o estremecer seja de susto seja de sensualidade.
O Turno da Noite este ano traz três sessões diferentes onde o cinema explicito tem a missão de chocar o espectador. Nesta mostra paralela, que decorrerá sempre de madrugada, são mostrados filmes de terror que vêm expor diferentes temáticas desde as mais atuais àquelas que são consideradas intemporais, nunca deixando de agitar e arrepiar quem a elas for assistir. Serão ainda mostrados filmes explícitos onde o erotismo é tomado como papel principal e onde serão ainda quebradas barreiras mostrando-se uma sexualidade polivalente e deixando a heteronormatividade de lado para mostrar que há muito mais para além disso.
É nesta mostra que o cinema mais arrojado, sem medos, nem amarras, encontra espaço, criando uma reação imediata entre o que se vê e quem o vê.
Temos vindo a assistir gradualmente ao fenómeno da globalização, e com ele tantas barreiras têm vindo a ser quebradas. O cinema desempenha um papel importante neste processo e é com ele que pouco e pouco podemos ver, conhecer e compreender melhor um mundo que nos é fisicamente tão distante. Com esta mostra de Filmes do Mundo pretendemos que não só o espectador, seja ele o mais acérrimo cinéfilo ou um estreante no mundo cinematográfico, contemple e conheça um pouco daquilo que se tem feito na 7ª arte, viajando por 4 continentes diferentes: a Ásia, a Europa, a África e a América, mas também que se confronte e se exponha a diferentes culturas que coabitam com a nossa própria.
Esta mostra apresenta uma programação, que embora provenha de quatro cantos diferentes do mundo, se mostra transversal a ele próprio. Foca-se assim em diferentes áreas temáticas mostrando uma sociedade precária onde habita a pobreza, o medo e o envelhecimento, mas também onde reside o progresso e a quebra de barreiras sociais expondo um mundo, por vezes estranho, que se confronta com uma nova era onde a tolerância impera.
As Sessões Especiais trazem um conjunto de filmes portugueses lançados ao longo do último ano que, não estando em competição, demonstram grande qualidade e relevo no panorama cinematográfico atual. As sessões decorrerão na Casa do Cinema de Coimbra nos dias 03, 22, 23, 25, 26, 27, 29 e 30 de novembro, sempre às 21h45.
A Seleção Ensaios debruça-se, como é seu apanágio, no que de melhor se fez em contexto académico no último ano.
Será curioso observar a crescente preocupação dos estudantes de cinema por temas abertamente políticos, como o crescimento da nova extrema-direita ou as alterações climáticas e as suas consequências potencialmente catastróficas.
O contexto de produção dos filmes apresentados nesta Seleção, devido às contingências dos últimos dois anos, é também um motivo de especial interesse: constata-se que os jovens autores, sejam nacionais ou internacionais, encontraram soluções equilibradas e esteticamente interessantes, absorvendo as dificuldades em novas soluções narrativas, em novas ideias de Cinema.
Nota também para a presença, pela primeira vez, de três filmes realizados por estudantes de Coimbra, consequência do crescimento da atividade cinematográfica, a todos os níveis, na cidade. Numa altura em que os jovens reclamam mais presença no locais de decisão, a Seleção Ensaios é uma boa oportunidade para ouvir a sua voz.
A aproximação a um público mais jovem é essencial para o cinema português, pelo que pretendemos, desta forma, dar a conhecer os Caminhos Juniores, que reúnem diversas sessões de cinema pensadas para os diferentes níveis de ensino, respeitando o crescimento individual e intelectual de cada criança e/ou jovem, e proporcionando-lhe uma experiência cinematográfica que vá ao encontro das suas expectativas, mas que seja, ao mesmo tempo, desafiante.
O Festival Caminhos do Cinema Português abriga numa das suas mostras uma seleção dedicada ao cinema produzida pela comunidade lusófona.
Num ano marcado pelas inúmeras dificuldades decorrentes da pandemia, que atingiu o sector cultural com imensa força, encontram-se entre as selecionadas, produções, cuja riqueza e variedade, enaltecem a cultura dos países de língua portuguesa, trazendo à luz, sejam personagens de histórica importância ou gente simples, do povo, documentários com poder de denúncia ou ficções, histórias originais, histórias adaptadas de autores consagrados, animações, um festim não só para os assumidamente cinéfilos, senão que também um convite ao conhecimento do movimento cinematográfico que existe na comunidade que partilha a maior das identidades: a língua portuguesa como espaço simbólico de identificação nos processos socioculturais e históricos abordados nas películas.
Primeiro foi o “novo normal”, e agora é o “regresso à normalidade”. E ainda nem tivemos o tempo necessário e imprescindível para assimilar a inerente estranheza destas expressões tão curiosas que repentinamente vieram assaltar o nosso quotidiano. Teremos estado assim tão inundados pela constante torrente de “notícias”, “opiniões” e variadas outras reações oferecidas pelos novos meios, aos quais temos a desfaçatez de encarar enquanto “comunicação”, para não nos termos apercebido do comodismo com que medimos toda e qualquer realidade, por mais espantosa que seja, através do confortável conceito de “normal”? E se sim, como observar de facto essa normalidade a que estamos a regressar?
Cinemateum é a exposição fotográfica sobre os cinemas tradicionais de Coimbra – os que existem e os que deixaram de existir. A exposição resulta de uma pesquisa realizada tanto nos arquivos da região, como de conversas com quem frequentaram e registaram momentos Cinematográficos da época.
Poucas serão as biografias que não apresentem períodos de nigredo ou de estágios de inacção. Habitualmente esses momentos – apesar normalmente enfrentados da pior das maneiras – têm em si a “possibilidade semente”, a capacidade de regeneração e reinvenção, em suma a oportunidade de iluminar a “noite escura da alma”.
Estes últimos tempos representaram toda uma negritude com um elemento adicional (e novo para o mundo ocidental contemporâneo): a partilha desse momento. Como colectivo humano, ouvimos em uníssono a voz do silêncio de uma pandemia que nos forçou a isolar e a mudar hábitos. Fez com que abandonássemos, entre outros, hábitos de consumo cultural e social, chegando ao cúmulo de uma quase total substituição de um curador de cinema por um algoritmo de uma qualquer plataforma online.
Na passada edição, no auge de uma pandemia com limitações variadas e transversais a todos os comportamentos humanos, tentámos que esses momentos escuros de isolamento fossem “compensados” por momentos de individualidade partilhada dentro de uma sala de cinema. Apesar disso, sejamos justos, percebemos que o próprio significado de festival (no sentido mais literal de festividade) não foi totalmente cumprido e deixado em pausa.
Durante o mês de outubro, o CINANIMA leva a 13 parceiros académicos uma mostra de aproximadamente 30 curtas-metragens do melhor do cinema de animação de autor mundial.
