A descentralização do acesso à cultura e o estímulo de novos hábitos de consumo da cultura cinematográfica nacional, são alguns dos pilares do festival Caminhos do Cinema Português. Nesse sentido, em conjunto com o Município e o Cineclube de Torres Novas, os Caminhos do Cinema Português passarão por esta cidade ribatejana no próximo fim‑de‑semana.
Notícias
O Cinema Português está de luto. Henrique Espírito Santo, produtor, cineclubista, activista e formador de várias gerações intervenientes na construção do Cinema Português faleceu.

A sua generosidade marcou-nos e inspirou-nos. O privilégio do seu convívio marcou várias edições do festival participando com a sua filmografia, partilhando a sua experiência, dando-nos a ver como foi feito o caminho para se fazer o (novo) cinema português. Também por cá ajudou a formar novos intervenientes do nosso cinema.
É um marco que se perde. Foi um prazer termos tido o privilégio de privar com tamanho vulto! Resta-nos dizer: Obrigado, Henrique.
Os Caminhos do Cinema Português expressam as suas mais sentidas condolências à família e amigos de Henrique Espírito Santo.
Até sempre!
“Um filme sem artifícios. Belo, fluido como as águas do rio. Misterioso.”
— (Júri Caminhos 2019: Carla Vasconcelos, Hugo Van Der Ding, João Telmo, Lucinda Loureiro, Paulo Carneiro)Alva, a primeira longa-metragem de ficção de Ico Costa e vencedora de 3 prémios na XXV edição dos Caminhos do Cinema Português, estreia nos cinemas portugueses no dia 16 de janeiro 2020. O filme tem exibição em Coimbra nos Cinemas NOS do Alma Shopping.
O término do ano é um momento de balanço da actividade do festival. XXV edições também o foram. Introduziram-se e testaram-se vários modelos de actividades que na passagem do ano avaliamos e consideramos a sua execução no futuro. Cremos que o resultado geral da nossa actividade é uma valorização geral da relação do Cinema Português com os seus públicos.
Após 177 filmes e mais de uma semana de festa, nada melhor do que fechar com chave d’ouro a XXV edição do Festival Caminhos do Cinema Português, contando assim com uma grandiosa e entusiasmante cerimónia de entrega de prémios que teve início pelas 21:45 na já conhecida casa do Teatro Académico Gil Vicente.
Com o acompanhamento musical da Big Band Rags, da Tuna Académica da Universidade de Coimbra, e a presença de diversas figuras que contribuíram, contribuem e continuarão a contribuir para o panorama cinematográfico nacional.
A noite iniciou-se com uma breve introdução sobre o decurso da cerimónia e logo discursaram figuras da direção e organização do festival como Tiago Santos e António Pita.
No dia 30 de Novembro entregaram-se os prémios da XXV edição dos Caminhos do Cinema Português. A cerimónia começou às 21h45 no Teatro Académico de Gil Vicente contando com o acompanhamento musical da Big Band Rags, da Tuna Académica de Coimbra.
Chegados à recta final deste quarto de século do Festival Caminhos do Cinema Português, celebra-se a variedade criativa das curtas da 7ª arte nacional.
Isto porque – exceptuando-se “Caminho de Casa” de Arlindo Orta, o cardápio deste último dia está repleto de curtas-metragens, entre as quais se assinala o regresso de Teresa Villaverde com “Où en êtes-vous, Teresa Villaverde?“, um documentário que pelo título poderia dar aparências de auto-biográfico.. mas, como a realizadora já nos habituou, trata-se somente de olhar pessoal não sobre a cineasta, mas sim sobre o Carnaval do Rio o desfile que a Escola da Mangueira fez em homenagem a Marielle Franco.
De facto, o formato curta denota-se como o mais popular de entre os autores cinematográficos de Portugal e os Caminhos deste ano não desmentem tal tendência. No entanto, aponta-se é um número menor de projectos de animação, embora o género se mantenha vivo com curtas como “Moulla” de Rui Cardoso, “O Peculiar Crime o Estranho Sr. Jacinto” de Bruno Caetano e “Les Extraordinaires Mésaventures de la Jeune Fille de Pierre” de Gabriel Abrantes. Esta última curta – que figurou na cerimónia de abertura – embora não seja totalmente de animação, envereda por uma mistura de animação computadorizada com imagem real, talvez um sinal de que os criadores de animação em Portugal estejam a preparar-se para abraçar as técnicas do CGI.
Chegados ao último dia da XXV edição do Festival Caminhos do Cinema Português, o Teatro Académico Gil Vicente será palco de uma cerimónia de encerramento às 21h:45 com a participação da banda RAGS da Tuna Académica da Universidade de Coimbra.
A Big Bang Rags surgiu no seio da Tuna Académica da Universidade de Coimbra em 1995, pela mão do seu então director artístico André Granjo. Consistindo originalmente num grupo de Ragtime com cerca de dez músicos, ao longo dos anos foram-se juntando mais elementos e foi gradualmente surgindo o formato de Big Band, formalizado em 1999, e que se mantém até hoje. Conhecida pelo seu estilo irreverente e pelo entusiasmo em palco, a Big Band Rags hoje dedica-se maioritariamente ao jazz e à música ligeira, incluindo ainda no seu repertório alguns êxitos do funk, soul e da música portuguesa.
Este evento contará com a entrega de prémios aos filmes em competição, estando presentes os jurados do festival, os vencedores e vários ilustres do panorama do cinema nacional.
Destaque para a carta branca a João Salaviza com uma sessão especial às 15h00 no Mini-Auditório Salgado Zenha. Lotação muito limitada.
Olhando à importância da divulgação do trabalho cinematográfico promovido por mulheres, os Caminhos do Cinema Português substituem hoje, 29 de novembro, a sessão de reposição prevista pela sessão da Seleção Ensaios do dia 27. A sessão conta com 10 filmes dirigidos por mulheres de países distintos, como França, EUA, Alemanha, Portugal, Rússia ou Suíça.







