André Marques apresenta a sua primeira-longa metragem, “O Bêbado”, dia 12 de novembro, às 21h30 no TAGV
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A segunda semana do Festival Caminhos do Cinema Português fica marcada pela entrada em cena de duas secções competitivas: a Seleção Ensaios e a Seleção Caminhos, ambas com filmes entre os dias 12 e 18 de novembro. Têm também início as exibições do Turno da Noite (10 a 12, 17 e 18 de novembro, às 23h59) e a Mostra FIPRESCI da língua portuguesa, com sessões a 12 e 13 de novembro, às 16 horas. No Turno da Noite, destaque para a presença inédita do realizador português de cinema erótico António da Silva.
Filmes de Júlio Alves e Miguel Gomes são as duas primeiras longas da semana dos Caminhos do Cinema Português
As longas “A Arte de Morrer Longe”, de Júlio Alves, e “Diário de Otsoga”, de Miguel Gomes e Maureen Fazendeiro, são as duas primeiras da Seleção Caminhos, que começa este sábado, 13 de novembro. Esta secção conta com duas sessões, uma às 17h30 e outra às 21h45, ambas no Teatro Académico de Gil Vicente. O realizador Júlio Alves estará presente em Coimbra.
A inglesa Julia Brow e o espanhol Víctor Feliu juntam-se ao português Vítor Ribeiro e compõem, assim, o Júri da Federação Internacional de Cineclubes / IFFS. A este painel de avaliadores cabe a distinção de um dos filmes a concurso na Seleção Caminhos com o Prémio Don Quijote.
Uma assistente de cinema, um professor de Inglês e um cinéfilo com formação em Engenharia provam, por isso, aquilo que a organização do Festival Caminhos define como uma importante vertente do cineclubismo: “a reunião de pessoas apaixonadas pela sétima arte”.
Os prémios da XXVI Edição dos Caminhos do Cinema Português podem até já ter sido entregues, mas tal não significa que as luzes dos projetores de cinema se tenham apagado. Para além das já anunciadas Mostras Paralelas “Filmes do Mundo” e “Intervenção!”, o Festival dinamiza, entre os dias 5 e 17 de dezembro, as habituais Reposições.
Nas palavras da direção do Caminhos, “estas sessões devolvem à tela do Estúdio 2 das Galerias Avenida alguns dos títulos mais marcantes das três secções competitivas”. Explicam ainda que as Reposições funcionam como um “reforçar do repto para que os públicos regressem às salas”.
Um catálogo de um festival como o Caminhos, revela uma definição espácio-temporal de parte da história cinematográfica actual, com claro destaque para aquelas produções co-produzidas ou produzidas em contexto nacional. Este produto editorial não é só uma mera representação quantitativa de obras produzidas num determinado ano ou edição, mas antes um um registo de carácter qualitativo da amplitude temática e técnica do cinema contemporâneo. Além disso, mostra-nos decisões conceptuais, artísticas e curatoriais de um evento que já conta com 26 edições e que realiza um conjunto de actividades que pretendem enriquecer a cultura cinematográfica junto de todo o tipo de públicos.
No ano de estreia da sua mais recente longa-metragem, o realizador português Leonardo António protagonizou uma conversa que percorreu por palavras o caminho que o levou até ao cinema. “Submissão” (2020) foi selecionado pelos Stony Brook Film Festival (Estados Unidos da América) e PÖFF | Tallinn Black Nights Film Festival (Estónia) e estreia no dia 25 deste mês em Coimbra.
Esta quinta-feira, dia 19 de novembro, damos início à Seleção Caminhos, principal secção competitiva do Festival. Como tal, propomos-lhe que atravesse o Atlântico e que aterre na Buenos Aires de “Salsa” (Igor Dimitri) para depois rumar ao coração da Amazónia à boleia de “Nheengatu” (José Barahona).
Após uma dupla viagem a terras sul-americanas, contamos com “A Raiz da Margem” (Sílvia Coelho e Paulo Raposo) para nos fazer regressar aos cenários portugueses já familiares. Rodada no Estuário do Tejo, a curta-metragem segue o ritmo dos ciclos das marés.
Aos cineastas, jurados e espectadores…
Quando nos propusemos a organizar a XXVI Edição do Festival Caminhos do Cinema Português sabíamos estar a fazê-lo em condições excecionais que nos obrigariam a sermos particularmente perseverantes, criativos e flexíveis. Se ao delinearmos a programação deste ano já nos havíamos reinventado – seja através da maior dispersão temporal das sessões, seja através do salto para o mundo digital dado pelos nossos painéis e conversas – as medidas recentemente anunciadas forçaram-nos a pôr em marcha um novo plano de contingência.



