Esta segunda-feira, dia 16 de novembro, sugerimos-lhe que conheça “Nestor” (João Gonzalez), personagem com comportamentos obsessivo-compulsivos que tem um barco oscilante por casa. Propomos-lhe, igualmente, que descubra o que é que o Sr. Jaime de “MNEMOSYNE” (João Duque) recebeu pelo seu 63.º aniversário e que viaje até à capital lusa à boleia de “Silêncio: Vozes de Lisboa” (Judit Kalmár e Céline Coste Carlisle).
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Na sua XXVI Edição, os Caminhos do Cinema Português promovem pontos de encontro entre os temas da sala de cinema e aqueles que preenchem o nosso dia-a-dia. Nesse sentido, e porque queremos que todos nos possam acompanhar, dinamizamos um conjunto de conversas e painéis temáticos com recurso às redes sociais.
A promoção de um festival de cinema num contexto pandémico suscitou-nos várias questões ao longo do ano, às quais procuraremos dar resposta num conjunto de painéis sobre “Cinema em Tempos de Crise” e “Festivais de Cinema e os Novos Autores” e, porque neste clima tão frágil nos confinamos, também sobre a relação entre “Liberdade: A Arte e as Políticas”.
Reunindo registos do Alentejo, «As Estações», novo filme de Maureen Fazendeiro, é apresentado pela realizadora no domingo, 7 de dezembro, às 16h40, na Casa do Cinema de Coimbra. A sessão inclui um momento de perguntas e respostas com a cineasta, dinamizado pelo investigador André Tomás Santos.
Este domingo, dia 15 de novembro, propomos-lhe uma tríade de reflexões relacionadas com a memória: a memória e a doença de Alzheimer, em “Mãos de Prata” (Catarina Gonçalves); as memórias do quotidiano captadas por câmaras de vigilância desprotegidas, em “Panopticon” (João Pedro Mateus); e uma memória quase em forma de tributo à vida de Cesina Bermudes, a obstetra anti-Estado Novo que introduziu os partos indolor em Portugal, em “Parto Sem Dor” (Maria Mire).
O Festival Caminhos do Cinema Português inicia no sábado, 15 de novembro, a sua 31.ª edição, dando desde logo nota da diversidade de atividades que se estendem por vários espaços da cidade e se dirigem a todos os públicos.
Ao longo de oito dias, Coimbra volta a afirmar-se como o epicentro do cinema nacional, com uma programação que inclui mais de 110 filmes, a realização de masterclasses e mesas-redondas e a inauguração de uma exposição dedicada ao trabalho das mulheres no cinema português. Toda a informação está disponível em caminhos.info.
Este sábado, dia 14 de novembro, sugerimos-lhe que conheça a Ella de “A Greenhouse” (Francisco Pereira Coutinho), uma mulher dividida entre a atração pelo florista do bairro e a necessidade de preservar um casamento menos convencional do que à primeira vista nos pode parecer. Propomos-lhe, ainda, uma viagem a Nova Iorque à boleia de “Carnage” (Francisco Valente) e uma reflexão sobre o erotismo, o obsceno e o erótico em “The Kiss” (Miguel De).
Esta sexta-feira, dia 13 de novembro, propomos-lhe uma viagem até ao mundo apocalíptico de “Bunker ou Contos que Ouvi Depois do Mundo Acabar” (João Estrada), sugerimos-lhe que conheça a menina e a mulher de “Sonho de um Verão” (Inês Nunes) e que se deixe arrepiar por uma certa “Canção de Embalar” (João Pedro Frazão).
Demos início à XXVI Edição do Festival Caminhos do Cinema Português há uma semana: na passada sexta-feira, dia 13 de novembro. Apesar do mau fado que os mais supersticiosos poderiam ter atribuído à data, esta edição tem superado as nossas expectativas. Conseguimos reinventar-nos face a restrições horárias que nos impediram de promover sessões noturnas e ao fim-de-semana e, exibição após exibição, temos provado que, apesar de separados por medidas, continuamos unidos pela cultura.
Curtas com a participação de atores consagrados como José Raposo ou Carla Chambel passam na sessão da meia-noite
O dia 11 de novembro traz ao Festival Caminhos do Cinema Português a estreia do Turno da Noite, uma secção com início às 23h59 na Casa do Cinema de Coimbra e que, no primeiro dia, exibe algumas produções de terror feitas em Portugal.
“Hauschen – A Herança”, de Paulo A. M. Oliveira (com José Raposo no elenco), “A Máscara dos Porcos”, de Tiago Pimentel, “Porque Odeias o teu Irmão?”, de Inês Marques e Pedro Martins (que conta com os desempenhos de Carla Chambel e Carmen Santos), “Os Abismos da Alma”, de Guilherme Daniel, “Kafka”, de Tiago Iuri, “Send me their names”, de Marcelo Gafanha, e “Meu Castelo, Minha Casa”, de José Mira, são as películas portuguesas a estrear este espaço. Também em exibição nesta secção está “Survivers”, uma produção franco-espanhola.
Já antes, na secção Outros Olhares, será exibido o documentário “José Augusto França – Liberdade Cor de Homem”. Um trabalho que procura dar a conhecer melhor uma das personalidades mais importantes da História da Arte em Portugal, a principal do século XX. O realizador Ricardo Clara Couto e os produtores Luís Hipólito e Mónica Reis de Castro estarão presentes na Casa do Cinema.

