Para esta edição do Caminhos, procurámos convidar pessoas — nem sempre ligadas ao cinema — que pudessem oferecer diferentes leituras sobre os filmes apresentados. Esta abertura a novos olhares é um esforço consciente para aproximar a comunicação do festival dos vários públicos a que se destina e para ampliar os modos de ver, interpretar e pensar cinema. Acreditamos que o diálogo entre espectadores de diferentes áreas, idades e experiências enriquece a reflexão sobre as obras e torna o festival mais permeável ao mundo que o rodeia.
Tag Clara Almeida Santos
Caminhos apostou numa nova estratégia de comunicação: abrir o festival a críticos inesperados
2025-11-20Na edição deste ano, o Caminhos do Cinema Português adotou uma estratégia de comunicação que procura ampliar o diálogo entre o festival e os seus públicos, convidando críticos inesperados — vozes vindas de fora dos circuitos habituais da crítica de cinema — a escrever sobre as diferentes secções da programação. O objetivo é claro: diversificar os modos de olhar, interpretar e pensar o cinema, aproximando o festival de quem o vê, o estuda e o cria.
Na sua XXVI Edição, os Caminhos do Cinema Português promovem pontos de encontro entre os temas da sala de cinema e aqueles que preenchem o nosso dia-a-dia. Nesse sentido, e porque queremos que todos nos possam acompanhar, dinamizamos um conjunto de conversas e painéis temáticos com recurso às redes sociais.
A promoção de um festival de cinema num contexto pandémico suscitou-nos várias questões ao longo do ano, às quais procuraremos dar resposta num conjunto de painéis sobre “Cinema em Tempos de Crise” e “Festivais de Cinema e os Novos Autores” e, porque neste clima tão frágil nos confinamos, também sobre a relação entre “Liberdade: A Arte e as Políticas”.
Foi em torno do cruzamento entre liberdade, arte e políticas que se desenrolou o último painel da XXVI Edição do Festival Caminhos do Cinema Português. Com um especial interesse pela história do cinema português, os professores e investigadores Paulo Cunha e Tiago Baptista surgiram no ecrã pelas três horas da tarde para falar de censura no cinema, políticas de financiamento e liberdade.
“A Costureirinha”, curta-metragem produzida no âmbito da 6.ª edição do Curso de Cinema – Cinemalogia, continua a viajar pelo circuito de festivais. Desta vez, leva os seus botões até Famalicão, integrando a lista da Seleção Oficial da 4ª edição do Ymotion – Festival de Cinema Jovem de Famalicão, organizado pelo Pelouro da Juventude do Município de Vila Nova de Famalicão.
O festival decorre de 3 a 10 de novembro, na Casa da Juventude, Casa de Esmeriz e no Grande Auditório da Casa das Artes, em Vila Nova de Famalicão. “A Costureirinha” será exibida no dia 7 de novembro, pelas 14h30, na Casa da Juventude e a entrada é livre.
Na sequência do grande interesse demonstrado pelos participantes no final do prazo regular de submissão do simpósio, informamos todos os interessados que decidimos abrir uma segunda fase para submeter a sua proposta de comunicação até ao dia 15 de Outubro de 2014. Consulte toda a informação na página do simpósio. As inscrições decorrem aqui.

