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Críticos «inesperados»: Alexandra Capelo, Ana Catalão, Clara Almeida Santos, David Falcão, Gaspar Nascimento e Vasco Andrade

Para esta edição do Caminhos, procurámos convidar pessoas — nem sempre ligadas ao cinema — que pudessem oferecer diferentes leituras sobre os filmes apresentados. Esta abertura a novos olhares é um esforço consciente para aproximar a comunicação do festival dos vários públicos a que se destina e para ampliar os modos de ver, interpretar e pensar cinema. Acreditamos que o diálogo entre espectadores de diferentes áreas, idades e experiências enriquece a reflexão sobre as obras e torna o festival mais permeável ao mundo que o rodeia.

Foi nesse espírito que convidámos Vasco Andrade a escrever sobre alguns dos filmes da Seleção Caminhos, a mostra competitiva do festival e principal montra da produção cinematográfica nacional. Alguns dos seus textos foram também publicados na Fórum Estudante, numa parceria que reforça a ligação do festival às comunidades escolares e ao público jovem.

Nascido e residente em Coimbra, Vasco Andrade tem 17 anos e frequenta o 12.º ano, preparando-se para ingressar no curso de Direito da Universidade de Coimbra no próximo ano letivo. Apesar da escolha académica, sempre manteve um forte interesse pelas áreas criativas. Leitor atento e escritor entusiasta, desenvolveu desde cedo uma grande paixão pelo cinema, que hoje cultiva através da análise crítica, da escrita e do contacto regular com novos filmes e cineastas.

Ao trazer a sua voz para o festival, o Caminhos reafirma a Seleção Caminhos como um espaço privilegiado de encontro entre o cinema português e as gerações que o irão continuar a ver, discutir e transformar.

A Memória Do Cheiro Das Coisas, António Ferreira (96’, PRT, 2025)

A Vida Luminosa, João Rosas (99’, PRT/FRA, 2025)

Manas, Marianna Brennand Fortes (101’, BRA/PRT, 2024)

Porque hoje é Sábado, Alice Eça Guimarães (12’24’’, PRT/FRA/ESP, 2025

Saudade, talvez…, José-Manuel Xavier (13’, PRT, 2024)

Somos Dois Abismos, Kopal Joshy (64’, PRT, 2025)

Pai Nosso – Os Últimos Dias de Salazar, José Filipe Costa (112’, PRT, 2025)

Tapete Voador, Justin Amorim (28’, PRT, 2025)

No âmbito desta iniciativa, duas alunas da Licenciatura em Estudos Artísticos da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra escreveram sobre vários filmes da Seleção Ensaios, uma secção que nos permite olhar para o futuro do cinema português e internacional. Esta seleção reúne obras que revelam novos talentos em formação, mas também trabalhos de cineastas emergentes que regressam ao contexto académico para desenvolver novos “ensaios” cinematográficos.

Alexandra Capelo, nascida e criada em Coimbra, estuda Estudos Artísticos na FLUC. Desde cedo desenvolveu uma forte afinidade com o cinema e com tudo o que o rodeia, fascinada pela sua capacidade de contar histórias. Entrou no curso com o desejo de aprofundar esse interesse, compreender melhor o universo cinematográfico e aproximar-se de um mundo que sempre lhe despertou enorme curiosidade.

Imigrantes do Mar, Manuel Vitorino (16’, PRT, 2022)

O Tempo das Cerejas, Clara Frazão Parente (22’, PRT, 2025)

Um Adeus a Baco, Margarida Kalinichenko e Vasco Souto (5’, PRT, 2025)

Mistério da Fé, Gabriel Vaz e Ricardo Cardoso (17’, PRT, 2024)

Ana Catalão, 20 anos, é natural de Vila Nova de Cerveira — a “Vila das Artes”. Estuda atualmente na FLUC e alimenta uma paixão sólida pelo cinema, paixão essa que a levou a escolher Estudos Artísticos, movida pela ambição de ingressar no universo cinematográfico, especialmente na área da produção, no palco da sétima arte que tanto admira.

Naufragia, Carolina Vaz Rebelo (18’, PRT, 2024)

Supervadios, Ricardo Salgado (30’, PRT, 2024)

Uma Mulher do Género, Raquel de Lima (20’, PRT, 2024)

Partilhar estes textos escritos por estudantes é, para o Caminhos, uma forma de reforçar o diálogo com a comunidade académica e de promover novos olhares sobre o cinema que chega ao festival.

A secção Filmes do Mundo contou também com contributos de dois jovens criadores em início de percurso. David Falcão, recém-licenciado pela Escola Superior de Teatro e Cinema e realizador da curta «E Ainda Sonhámos com o Paraíso!» (DocLisboa’24), e Gaspar Nascimento, formado na École Supérieure de Réalisation et Audiovisuel (Nice) e atualmente no mestrado da ESTC, escreveram sobre os filmes desta seleção, que foram publicados na plataforma Coimbra Explore, oferecendo uma leitura crítica nascida do contacto direto com o processo criativo e com a prática cinematográfica.

Ariel, Lois Patiño (105’, PRT/ESP, 2025)
Tardes de Solidão, Albert Serra (125’, ESP/FRA/PRT, 2024)
Manas, Marianna Brennand Fortes (101’, BRA/PRT, 2024)

A estas vozes juntou-se ainda uma colaboração com a Coolectiva: a jornalista e professora da Universidade de Coimbra Clara Almeida Santos assumiu o papel de enviada especial, produzindo uma série de vídeo-críticas que acompanham a Seleção Caminhos. Sem revelar as narrativas, os vídeos destacam escolhas estéticas, temas e motivações, ajudando o público a mergulhar no espírito do festival.

16 NOV
Sabura, Falcão Nhaga (PRT; 2025; FIC; 25’50”)
Bulakna, Leonor Noivo (FRA, PRT; 2025; DOC; 92’55”)
17 NOV
Porque hoje é Sábado, Alice Eça Guimarães (PRT, FRA, ESP; 2025; ANI; 12’24”)
La Durmiente, Maria Inês Gonçalves (PRT, ESP; 2025; DOC, FIC; 20′)
Duas Vezes João Liberada, Paula Tomás Marques (PRT; 2025; FIC; 70′)
18 NOV
Joie de Vivre, Hugo Magro 6(PRT; 2025; FIC; 19’33”)
Primeira Pessoa do Plural, Sandro Aguilar (PRT; 2025; FIC; 119′)
19 NOV
Um Dia, Depois Outro, Catarina Romano (PRT; 2025; ANI; 12’15”)
Saudade, talvez…, José-Manuel Xavier (PRT; 2024; ANI; 13’25”)
A Memória Do Cheiro Das Coisas, António Ferreira (PRT; 2025; FIC; 96’10”)
20 NOV
Two Ships, McKinley Benson (PRT, USA; 2025; ANI; 6′)
Paraíso, Daniel Mota (PRT; 2025; DOC; 81’47”)
21 NOV
Arguments in Favor of Love, Gabriel Abrantes (PRT; 2025; FIC; 9’35”)
Entroncamento, Pedro Cabeleira (PRT; 2025; FIC; 131’2”)

 

Com esta estratégia, o Caminhos reafirma-se como um espaço aberto, plural e atento a novas formas de crítica e comunicação. Ao trazer para o centro do festival leitores e criadores em formação, jornalistas, estudantes e jovens cineastas, a organização aposta numa aproximação mais direta e mais viva aos públicos — e na construção das gerações que continuarão a ver, discutir e transformar o cinema português.

 

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