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Curso de Cinema

O Curso de Cinema ‘Cinemalogia’, criado em 2011, e promovido pelos Caminhos do Cinema Português e pela Universidade Aberta (UAb), teve, ao longo da sua história, um percurso de proximidade e de criação de comunidades afectas à produção de cinema na Região Centro. O curso possibilitou gerar o conhecimento, em coletivo, necessário à exploração todas as fases da conceção de uma obra cinematográfica, da sua ideia ao seu produto final: o Filme.

Contudo, em tempos de pandemia, ser-nos-ia muito difícil manter o distanciamento social, dado o entusiasmo que sempre empregado na execução deste curso. De forma complementar, a Universidade Aberta promove, em parceria com os Caminhos, um spin-off do nosso curso – Curso de Cinema ‘Do Pensamento à Ação’-, encontrando-se no seu núcleo curricular o espírito de uma formação intensiva na iniciação à prática cinematográfica ministrada com a experiência de décadas de Ensino à Distância. Será realizado de dezembro de 2020 a julho de 2021.

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Contingência e Produção

Um festival de Cinema opera na dupla condição de satisfazer a exigência dos espectadores e proporcionar janelas de exibição competitivas e dignificantes à filmografia seleccionada. Não podemos apresentar outros caminhos para a próxima edição do festival que não promovam o contacto estreito, mas seguro, do público com os criadores, nem tão pouco critérios de admissão que não compreendam as novas dinâmicas de distribuição do cinema e audiovisual. A pandemia veio impor as potencialidades digitais sob os nossos hábitos sociais, remediando-os, sem contudo conseguir substituir a aura das experiências in loco. 

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Crónica de Encerramento

Após 177 filmes e mais de uma semana de festa, nada melhor do que fechar com chave d’ouro a XXV edição do Festival Caminhos do Cinema Português, contando assim com uma grandiosa e entusiasmante cerimónia de entrega de prémios que teve início pelas 21:45 na já conhecida casa do Teatro Académico Gil Vicente.

Com o acompanhamento musical da Big Band Rags, da Tuna Académica da Universidade de Coimbra, e a presença de diversas figuras que contribuíram, contribuem e continuarão a contribuir para o panorama cinematográfico nacional.

A noite iniciou-se com uma breve introdução sobre o decurso da cerimónia e logo discursaram figuras da direção e organização do festival como Tiago Santos e António Pita.

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Exposições

Umas bodas de prata não são celebradas todos os dias, nesse sentido procurámos homenagear o cinema para além dos seus espaços de exibição.a. Em três exposições, produzidas em conjunto com a Galeria V, homenageamos o cinema de hoje, com a exposição dos posters candidatos a melhor cartaz, o cinema de Isabel Ruth, na sala Branca do TAGV, e o Cinema visto por um grupo de 25 ilustradores. 

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Vitalina Varela – O silêncio cinematográfico que nos cativa

A última obra de Pedro Costa tem o nome da sua personagem principal, uma personagem de carne e osso. Através de um cinema cru, que mostra a realidade dos bairros sociais na capital, o realizador permite ao espetador observar o cruel quotidiano de quem vive naquelas “casas”. No dia 24, no TAGV, esteve ainda presente Leonardo Simões, diretor de fotografia, para abordar a temática da iluminação. 

A nona longa metragem do realizador conta a história de Vitalina, uma cabo verdiana cujo marido partiu para Portugal. A mulher esteve mais de 25 anos à espera para conseguir visitar o marido. Quando o consegue, é já tarde demais, uma vez que o seu funeral fora há três dias. Através da luz natural e do barulho de fundo, Pedro Costa leva os espetadores a imergir na dor da perda de Vitalina. 

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Crónica do Festival – Parte I

Embora nos seus bastidores nunca se deixe de marcar passo, o Festival Caminhos do Cinema Português regressa aos trilhos públicos da ribalta, naquela que é a sua vigésima-quinta edição. Atingindo assim um quarto de século de existência, o evento presta-se mais uma vez à sua tarefa anual de apresentar ao público português um cardápio variado da 7ª arte nacional, não só celebrando o seu passado e presente mas também vislumbrando-se o futuro. Nesse intento evolutivo, há espaço para novidades, como é o caso da Secção “Outros Olhares” que, no seu segundo ano, é promovida à categoria de índole competitiva, à semelhança da Selecção Caminhos. Recorde-se pois o intento do Festival em premiar os filmes exibidos no final de cada edição, quer pela apreciação crítica do seu Júri, quer pela opinião apurada dos espectadores, manifesta pelo Prémio Chama Amarela.

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Destaques Gerais

Na sua 25.ª edição os Caminhos do Cinema Português reforçam a oferta e a promoção do Cinema Português. É nesse sentido que o festival afirma que há “cinema português para todos”. Curtas e Longas Metragens na animação, documentário e ficção partilham a tela do Teatro Académico de Gil Vicente, do Mini-Auditório Salgado Zenha e dos Cinemas NOS do Alma Shopping.

Renovando a sua oferta programática, o festival apresenta-se agora com três Secções Competitivas; Caminhos, competição que junta cineastas consagrados e novos valores; Ensaios, cinema académico de origem nacional e internacional; e Outros Olhares, uma nova secção que promove o derrube do cânone e o cinema enquanto arte sensorial e experiência pessoal.

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