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Programa!ação 2 – Rever o Passado, Hoje

Numa época que o cinema parece, progressivamente, passar do grande para os pequenos ecrãs, o Festival Caminhos do Cinema Português continua a remar contra a maré digital, acreditando que o cinema deve ser visto e vivido em sala. O ciclo “Programa!Ação”, que serve de antecâmara ao próprio Festival, é mais um passo neste sentido.

O ciclo “Programa!Ação” faz-nos recuar até ao início de carreira de reputados cineastas nacionais, revisitando as suas primeiras produções. Uma viagem que, no fundo, representa o aceder à mente de jovens realizadores e o reconhecer da semente que germina e das suas novas formas de olhar o cinema e o mundo.

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Cision e Caminhos renovam parceria de análise de performance mediática

Nesta 26ª edição do Caminhos do Cinema Português (CCP) renova-se a parceria com a Cision, que continua a disponibilizar ferramentas e serviços eficazes na partilha da longa história do festival, bem como analisar a performance mediática deste evento de cariz tão singular em Portugal.

Através do reforço dos votos de confiança na organização do festival, pretende-se estreitar um caminho iniciado em 2017, com o objetivo de avaliar o potencial mediático de uma iniciativa única, pela forma como promove a exibição, discussão e prática cinematográfica nacional. Este ano, o Festival dos Caminhos do Cinema Português (CCP) realiza-se de 9 de novembro a 5 de dezembro.

O potencial mediático do CCP evoluiu num sentido ascendente nos últimos anos, impactando o panorama mediático português e implementando a sua marca – a de que o Cinema Português é para todos.

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Curso de Cinema

O Curso de Cinema ‘Cinemalogia’, criado em 2011, e promovido pelos Caminhos do Cinema Português e pela Universidade Aberta (UAb), teve, ao longo da sua história, um percurso de proximidade e de criação de comunidades afectas à produção de cinema na Região Centro. O curso possibilitou gerar o conhecimento, em coletivo, necessário à exploração todas as fases da conceção de uma obra cinematográfica, da sua ideia ao seu produto final: o Filme.

Contudo, em tempos de pandemia, ser-nos-ia muito difícil manter o distanciamento social, dado o entusiasmo que sempre empregado na execução deste curso. De forma complementar, a Universidade Aberta promove, em parceria com os Caminhos, um spin-off do nosso curso – Curso de Cinema ‘Do Pensamento à Ação’-, encontrando-se no seu núcleo curricular o espírito de uma formação intensiva na iniciação à prática cinematográfica ministrada com a experiência de décadas de Ensino à Distância. Será realizado de dezembro de 2020 a julho de 2021.

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Contingência e Produção

Um festival de Cinema opera na dupla condição de satisfazer a exigência dos espectadores e proporcionar janelas de exibição competitivas e dignificantes à filmografia seleccionada. Não podemos apresentar outros caminhos para a próxima edição do festival que não promovam o contacto estreito, mas seguro, do público com os criadores, nem tão pouco critérios de admissão que não compreendam as novas dinâmicas de distribuição do cinema e audiovisual. A pandemia veio impor as potencialidades digitais sob os nossos hábitos sociais, remediando-os, sem contudo conseguir substituir a aura das experiências in loco. 

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Crónica de Encerramento

Após 177 filmes e mais de uma semana de festa, nada melhor do que fechar com chave d’ouro a XXV edição do Festival Caminhos do Cinema Português, contando assim com uma grandiosa e entusiasmante cerimónia de entrega de prémios que teve início pelas 21:45 na já conhecida casa do Teatro Académico Gil Vicente.

Com o acompanhamento musical da Big Band Rags, da Tuna Académica da Universidade de Coimbra, e a presença de diversas figuras que contribuíram, contribuem e continuarão a contribuir para o panorama cinematográfico nacional.

A noite iniciou-se com uma breve introdução sobre o decurso da cerimónia e logo discursaram figuras da direção e organização do festival como Tiago Santos e António Pita.

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Exposições

Umas bodas de prata não são celebradas todos os dias, nesse sentido procurámos homenagear o cinema para além dos seus espaços de exibição.a. Em três exposições, produzidas em conjunto com a Galeria V, homenageamos o cinema de hoje, com a exposição dos posters candidatos a melhor cartaz, o cinema de Isabel Ruth, na sala Branca do TAGV, e o Cinema visto por um grupo de 25 ilustradores. 

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Vitalina Varela – O silêncio cinematográfico que nos cativa

A última obra de Pedro Costa tem o nome da sua personagem principal, uma personagem de carne e osso. Através de um cinema cru, que mostra a realidade dos bairros sociais na capital, o realizador permite ao espetador observar o cruel quotidiano de quem vive naquelas “casas”. No dia 24, no TAGV, esteve ainda presente Leonardo Simões, diretor de fotografia, para abordar a temática da iluminação. 

A nona longa metragem do realizador conta a história de Vitalina, uma cabo verdiana cujo marido partiu para Portugal. A mulher esteve mais de 25 anos à espera para conseguir visitar o marido. Quando o consegue, é já tarde demais, uma vez que o seu funeral fora há três dias. Através da luz natural e do barulho de fundo, Pedro Costa leva os espetadores a imergir na dor da perda de Vitalina. 

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