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- Ao longo dos anos, temos salientado que é essencial a descentralização cultural, que é igualmente necessário criar as condições de fruição e acesso cultural em todo o território, promovendo iniciativas que não se cingem à cidade de Coimbra, à Região Centro, e que passam por levar o cinema português mais além. Consideramos igualmente que a programação de cinema português deve estar acessível ao longo do ano, disponibilizada aos diferentes públicos que anualmente nos acompanham por ocasião dos Caminhos do Cinema Português, uma oportunidade de o ter sempre junto a si. Este ano, através do projeto Casa do Cinema de Coimbra, iniciamos uma nova forma de estar presente na cidade, com programação regular, ressuscitando um espaço e abrindo-o de novo à fruição cultural, e à sua vocação original que é o cinema.
As Sessões Especiais trazem um conjunto de filmes portugueses lançados ao longo do último ano que, não estando em competição, demonstram grande qualidade e relevo no panorama cinematográfico atual. As sessões decorrerão na Casa do Cinema de Coimbra nos dias 03, 22, 23, 25, 26, 27, 29 e 30 de novembro, sempre às 21h45.
A Seleção Ensaios debruça-se, como é seu apanágio, no que de melhor se fez em contexto académico no último ano.
Será curioso observar a crescente preocupação dos estudantes de cinema por temas abertamente políticos, como o crescimento da nova extrema-direita ou as alterações climáticas e as suas consequências potencialmente catastróficas.
O contexto de produção dos filmes apresentados nesta Seleção, devido às contingências dos últimos dois anos, é também um motivo de especial interesse: constata-se que os jovens autores, sejam nacionais ou internacionais, encontraram soluções equilibradas e esteticamente interessantes, absorvendo as dificuldades em novas soluções narrativas, em novas ideias de Cinema.
Nota também para a presença, pela primeira vez, de três filmes realizados por estudantes de Coimbra, consequência do crescimento da atividade cinematográfica, a todos os níveis, na cidade. Numa altura em que os jovens reclamam mais presença no locais de decisão, a Seleção Ensaios é uma boa oportunidade para ouvir a sua voz.
A aproximação a um público mais jovem é essencial para o cinema português, pelo que pretendemos, desta forma, dar a conhecer os Caminhos Juniores, que reúnem diversas sessões de cinema pensadas para os diferentes níveis de ensino, respeitando o crescimento individual e intelectual de cada criança e/ou jovem, e proporcionando-lhe uma experiência cinematográfica que vá ao encontro das suas expectativas, mas que seja, ao mesmo tempo, desafiante.
O Festival Caminhos do Cinema Português abriga numa das suas mostras uma seleção dedicada ao cinema produzida pela comunidade lusófona.
Num ano marcado pelas inúmeras dificuldades decorrentes da pandemia, que atingiu o sector cultural com imensa força, encontram-se entre as selecionadas, produções, cuja riqueza e variedade, enaltecem a cultura dos países de língua portuguesa, trazendo à luz, sejam personagens de histórica importância ou gente simples, do povo, documentários com poder de denúncia ou ficções, histórias originais, histórias adaptadas de autores consagrados, animações, um festim não só para os assumidamente cinéfilos, senão que também um convite ao conhecimento do movimento cinematográfico que existe na comunidade que partilha a maior das identidades: a língua portuguesa como espaço simbólico de identificação nos processos socioculturais e históricos abordados nas películas.
Primeiro foi o “novo normal”, e agora é o “regresso à normalidade”. E ainda nem tivemos o tempo necessário e imprescindível para assimilar a inerente estranheza destas expressões tão curiosas que repentinamente vieram assaltar o nosso quotidiano. Teremos estado assim tão inundados pela constante torrente de “notícias”, “opiniões” e variadas outras reações oferecidas pelos novos meios, aos quais temos a desfaçatez de encarar enquanto “comunicação”, para não nos termos apercebido do comodismo com que medimos toda e qualquer realidade, por mais espantosa que seja, através do confortável conceito de “normal”? E se sim, como observar de facto essa normalidade a que estamos a regressar?
Cinemateum é a exposição fotográfica sobre os cinemas tradicionais de Coimbra – os que existem e os que deixaram de existir. A exposição resulta de uma pesquisa realizada tanto nos arquivos da região, como de conversas com quem frequentaram e registaram momentos Cinematográficos da época.
Poucas serão as biografias que não apresentem períodos de nigredo ou de estágios de inacção. Habitualmente esses momentos – apesar normalmente enfrentados da pior das maneiras – têm em si a “possibilidade semente”, a capacidade de regeneração e reinvenção, em suma a oportunidade de iluminar a “noite escura da alma”.
Estes últimos tempos representaram toda uma negritude com um elemento adicional (e novo para o mundo ocidental contemporâneo): a partilha desse momento. Como colectivo humano, ouvimos em uníssono a voz do silêncio de uma pandemia que nos forçou a isolar e a mudar hábitos. Fez com que abandonássemos, entre outros, hábitos de consumo cultural e social, chegando ao cúmulo de uma quase total substituição de um curador de cinema por um algoritmo de uma qualquer plataforma online.
Na passada edição, no auge de uma pandemia com limitações variadas e transversais a todos os comportamentos humanos, tentámos que esses momentos escuros de isolamento fossem “compensados” por momentos de individualidade partilhada dentro de uma sala de cinema. Apesar disso, sejamos justos, percebemos que o próprio significado de festival (no sentido mais literal de festividade) não foi totalmente cumprido e deixado em pausa.
Associação Mutualista dá o nome à Seleção Ensaios e atribui prémios a três filmes da secção
A Previdência Portuguesa dá o nome à Seleção Ensaios do Festival Caminhos do Cinema Português. Trata-se de uma secção do Festival onde são exibidas produções de estudantes de cinema.
Ao longo do Festival são exibidas 58 produções em contexto académico, de jovens portugueses e estrangeiros. Houve 202 candidatos, sendo selecionadas 58 películas.





