Esta quarta-feira, dia 18 de novembro, sugerimos-lhe que, a partir de “Sétima Asa” (Débora Gonçalves), reflita sobre o significado da sétima arte como meio de os mais novos sonharem e criarem. Propomos-lhe ainda que viaje até ao Estuário do Sado, à boleia de “O mar já não pára aqui“. Pedro Augusto Almeida, autor da película, vai marcar presença na sessão da Seleção Outros Olhares (18h).
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O Festival Caminhos do Cinema Português chega ao seu quarto dia com uma programação dedicada à memória do cinema português — às suas figuras fundadoras, às suas casas de criação e ao gesto material de projetar imagens em sala.
Para esta edição do Caminhos, procurámos convidar pessoas — não necessariamente ligadas ao cinema — que pudessem oferecer diferentes leituras sobre os filmes apresentados. É um esforço consciente para aproximar a comunicação do festival dos vários públicos a que se destina e ampliar os modos de ver e pensar cinema. Vasco Andrade escreveu sobre o filme que vai ser exibido no dia 18 de novembro, terça-feira, às 17h00, no Teatro Académico de Gi Vicente..
Esta segunda-feira, dia 16 de novembro, sugerimos-lhe que conheça “Nestor” (João Gonzalez), personagem com comportamentos obsessivo-compulsivos que tem um barco oscilante por casa. Propomos-lhe, igualmente, que descubra o que é que o Sr. Jaime de “MNEMOSYNE” (João Duque) recebeu pelo seu 63.º aniversário e que viaje até à capital lusa à boleia de “Silêncio: Vozes de Lisboa” (Judit Kalmár e Céline Coste Carlisle).
Na sua XXVI Edição, os Caminhos do Cinema Português promovem pontos de encontro entre os temas da sala de cinema e aqueles que preenchem o nosso dia-a-dia. Nesse sentido, e porque queremos que todos nos possam acompanhar, dinamizamos um conjunto de conversas e painéis temáticos com recurso às redes sociais.
A promoção de um festival de cinema num contexto pandémico suscitou-nos várias questões ao longo do ano, às quais procuraremos dar resposta num conjunto de painéis sobre “Cinema em Tempos de Crise” e “Festivais de Cinema e os Novos Autores” e, porque neste clima tão frágil nos confinamos, também sobre a relação entre “Liberdade: A Arte e as Políticas”.
Entre debates e projeções, mestres e estreantes, erotismo e reflexão política, o dia 16 de novembro celebra o cinema português na sua diversidade plena. Um domingo de encontros, descobertas e diálogo — onde o cinema volta a ser o espaço onde o país se pensa e se projeta.
A TELA — Associação Nacional de Festivais de Cinema será apresentada publicamente no dia 16 de novembro, domingo, pelas 15h00, no Estúdio 1 das Galerias Avenida, em Coimbra, no âmbito do Festival Caminhos do Cinema Português.
Este domingo, dia 15 de novembro, propomos-lhe uma tríade de reflexões relacionadas com a memória: a memória e a doença de Alzheimer, em “Mãos de Prata” (Catarina Gonçalves); as memórias do quotidiano captadas por câmaras de vigilância desprotegidas, em “Panopticon” (João Pedro Mateus); e uma memória quase em forma de tributo à vida de Cesina Bermudes, a obstetra anti-Estado Novo que introduziu os partos indolor em Portugal, em “Parto Sem Dor” (Maria Mire).
O Festival Caminhos do Cinema Português inicia no sábado, 15 de novembro, a sua 31.ª edição, dando desde logo nota da diversidade de atividades que se estendem por vários espaços da cidade e se dirigem a todos os públicos.
Ao longo de oito dias, Coimbra volta a afirmar-se como o epicentro do cinema nacional, com uma programação que inclui mais de 110 filmes, a realização de masterclasses e mesas-redondas e a inauguração de uma exposição dedicada ao trabalho das mulheres no cinema português. Toda a informação está disponível em caminhos.info.




