A XXIV edição do Festival Caminhos do Cinema Português decorreu entre os dias 23 de novembro a 1 de dezembro. Para além das sessões principais do festival, os cinéfilos contaram com um Simpósio Internacional. Várias Secções Paralelas como Caminhos Juniores, Juvenis e Seniores no Teatro Académico Gil Vicente (TAGV), um olhar sobre o cinema mundial, a nova secção “Outros Olhares” e ainda três MasterSessions.
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Terminou a 1 de dezembro a XXIV edição dos Caminhos do Cinema Português. Das cinco equipas de júri; Caminhos, Ensaios, FICC, Imprensa CISION e Público, resultaram 26 premiações dais quais “Cabaret Maxime”, de Bruno de Almeida, foi o filme que mais galardões alcançou, nomeadamente Melhor Banda Sonora, para Manuel João Vieira, Melhor Realização, para Bruno de Almeida, Melhor Direção Artística, para João Torres, Melhor Actor Secundário para John Wentinmiglia e o Grande Prémio do Festival.
Destaque ainda para “Até que o Porno nos Separe” de Jorge Pelicano que na sua primeira exibição alcançou o prémio de Melhor Documentário Universidade de Coimbra e o Prémio do Público Chama Amarela, “Por Tua Testemunha” de João Pupo com os Prémios de Melhor Argumento Adaptado e de Melhor Actor para Fernando Rodrigues, “Aparição”, de Fernando Vendrell, que conquistou os prémios de Melhor Atriz Secundária e Melhor Guarda-Roupa, “Maria”, de Catarina Neves Ricci, com os prémios de Melhor Atriz e Menção Honrosa do Júri FICC, Anteu, de João Vladimiro, premiado com o Prémio Melhor Comunicação e Promoção Ivity Brand Corp. e Melhor Curta-Metragem Turismo do Centro, “Entre Sombras”, de Mónica Santos e Alice Guimarães, Melhor Animação e Menção Honrosa do Júri de Imprensa CISION e, finalmente, para “Terra Franca”, de Leonor Teles, que alcançou os prémios D. Quijote da Federação Internacional de Cineclubes e o Prémio de Melhor Longa-Metragem de Ficção Europcar.
A XXIV edição do festival Caminhos do Cinema Português tem vindo a preencher as telas da cidade. Obras internacionais são exibidas, mas, sobretudo, são as produções nacionais o motivo de celebração. Além disso, esta foi a primeira vez que o festival contou com a presença de um ator internacional: Dominique Pinon. O ator francês fez parte do elenco de “Caminhos Magnétykos” do realizador Edgar Pêra.
Os realizadores são uma parte fulcral de cada produção cinematográfica. O maestro que gere todo o ritmo e sinfonia da orquestra. Os Caminhos são um festival que primam por ser inclusivos, trazendo novos cineastas para o panorama cinematográfico nacional. Como tal, Bruno Gascon, Justin Amorim, Miguel Nunes e Ana Moreira tiveram os seus projetos selecionados e exibidos ao público de Coimbra. O festival prima por ser uma montra para o cinema português e tentar cultivar o seu consumo e gosto no público
A XXIV edição do festival Caminhos do Cinema Português termina, hoje, dia 1 de dezembro. A Cerimónia de Encerramento vai decorrer no Teatro Académico Gil Vicente (TAGV), pelas 21h45, com apresentação de Carolina Santos e Diogo Carvalho.
Tiago Santos
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“O valor de uma marca do/no Cinema Português” é a temática de reflexão da última sessão de MasterSessions a decorrer amanhã pelas 18 horas na Sala do Carvão situada na Casa das Caldeiras. Discutir de que forma a atração de produções cinematográficas internacionais podem valorizar Portugal e o cinema que por aqui é criado, apresenta-se como as principais questões a serem discutidas.
A segunda MasterSession promovida pela XXIV edição do festival Caminhos do Cinema Português debateu “Novas Propostas Formais no Cinema Contemporâneo”. Arrancou com algumas histórias partilhadas pelos oradores sobre o estado do cinema português e alguns dos problemas que lhe estão associados. Esta sessão tomou lugar na Sala do Carvão, dia 28, pelas 18h.
Com várias opiniões e pontos de vista em cima da mesa, assim decorreu a primeira MasterSession da XXIV edição do Festival Caminhos do Cinema Português. Dia 26, pelas 18h, na Sala do Carvão, foi posto em discussão o tema “A representação da crise no cinema português nos festivais de cinema europeus”.
Os Caminhos do Cinema Português lamentam que alguns filmes não tenham sido exibidos nas condições ideais e que o espetador não tenha tido a experiência desejada, no entanto, estamos a fazer de tudo para que possam vivenciar as obras tal e qual elas são e como elas foram idealizadas.
