Notícias
- Tarde do Festival Caminhos dedicada a Timor e Espanha. “Os Fotocines”, de Sabrina D. Marques, é exibido na noite de terça-feira, 9 de novembro, na Casa do Cinema de Coimbra. Trata-se de um retrato íntimo da Guerra Colonial Portuguesa feita com os seus sobreviventes, ao longo dos 72 minutos do documentário. “Os Fotocines” foi concluído em maio de 2021 e estará em exibição a partir das 21h45, na Casa do Cinema de Coimbra. Nesta mesma noite, estarão em exibição três curtas, também na secção Outros Olhares. “Éleonor”, da realizadora luso-francesa Éleonor Silva; “Urubu é o Amigo Desconhecido” do ator e realizador luso-guineense Welket Bungué; e “Cassandra de Balaclava”, a história de uma atriz que abandona a sua carreira e o seu país, realizada por Nuno M. Cardoso, que marcará presença na Casa do Cinema de Coimbra. Durante a tarde, na secção Filmes da Lusofonia, estará em exibição “Uma Halibur Hamutuk – Uma Casa que nos Une”, de Ricardo Dias. Um filme que mostra relatos de mulheres timorenses sobre o atribulado ano de 1999, altura em que foi referendada a independência do país, perante a ocupação indonésia. “O Solo Sagrado da Terra”, sobre a poetisa são-tomense Alda Espírito Santo, completa a secção neste 9 de novembro. Em Filmes do Mundo, destaque para a presença do realizador hispano-venezuelano Luís Suarez Bracho, autor de “Dilemma”. “Distello Bravio”, de Ainhoa Rodríguez, também originário de Espanha, completa a secção.
Filmes de Júlio Alves e Miguel Gomes são as duas primeiras longas da semana dos Caminhos do Cinema Português
As longas “A Arte de Morrer Longe”, de Júlio Alves, e “Diário de Otsoga”, de Miguel Gomes e Maureen Fazendeiro, são as duas primeiras da Seleção Caminhos, que começa este sábado, 13 de novembro. Esta secção conta com duas sessões, uma às 17h30 e outra às 21h45, ambas no Teatro Académico de Gil Vicente. O realizador Júlio Alves estará presente em Coimbra.
“A Metamorfose dos Pássaros” é exibido esta sexta-feira às 17h30 no Teatro Académico de Gil Vicente
O filme “A Metamorfose dos Pássaros”, de Catarina Vasconcelos, candidato português aos Óscares, é exibido no Festival Caminhos do Cinema Português na tarde desta sexta-feira, 19 de novembro.
A inglesa Julia Brow e o espanhol Víctor Feliu juntam-se ao português Vítor Ribeiro e compõem, assim, o Júri da Federação Internacional de Cineclubes / IFFS. A este painel de avaliadores cabe a distinção de um dos filmes a concurso na Seleção Caminhos com o Prémio Don Quijote.
Uma assistente de cinema, um professor de Inglês e um cinéfilo com formação em Engenharia provam, por isso, aquilo que a organização do Festival Caminhos define como uma importante vertente do cineclubismo: “a reunião de pessoas apaixonadas pela sétima arte”.
Para além do Festival, que ocorre entre 6 e 20 de Novembro, na Casa do Cinema de Coimbra e no TAGV, os Caminhos do Cinema Português em parceria com a Universidade Aberta (UAb), desde 2011 promovem o curso Cinemalogia, voltado para o estudo das fases necessárias à conceção de um filme.
T-shirt já em pré-venda no nosso site!
O domingo do Festival Caminhos do Cinema Português propõe uma viagem pelo cinema sul-americano e africano. A Casa do Cinema de Coimbra exibe, de tarde, “A terra segue azul quando saio do trabalho”, do brasileiro Sérgio Silva, “Umukulu”, do angolano Nuno Barreto, e “Avó Dezanove e o Segredo do Soviético”, do moçambicano João Ribeiro.
Na secção Filmes do Mundo, é possível assistir “Otonashi”, do alemão Martin Gerigk, e “As Mil e Uma”, da argentina Clarissa Navas. À noite, é a vez da secção Outros Olhares, com a exibição de “O Ofício da Ilusão”, de Cláudia Varejão, “Timkat”, de Ico Costa, “Mulher como Árvore”, de Flávio Ferreira, Helder Faria, Alejandro Vazquez, Carmen Tortosa e Daniela Cajías, “Mudança”, de Welket Bungué, e “Diálogo de Sombras”, de Júlio Alves.2
A noite é e sempre será associada à escuridão, à penumbra, ao medo e ao proibido. É através desta simbologia que é apresentado a mostra paralela do Turno da Noite onde expomos e damos a conhecer um lado do cinema que não serve para deixar o espectador indiferente. Muito pelo contrário serve para o estremecer seja de susto seja de sensualidade.
O Turno da Noite este ano traz três sessões diferentes onde o cinema explicito tem a missão de chocar o espectador. Nesta mostra paralela, que decorrerá sempre de madrugada, são mostrados filmes de terror que vêm expor diferentes temáticas desde as mais atuais àquelas que são consideradas intemporais, nunca deixando de agitar e arrepiar quem a elas for assistir. Serão ainda mostrados filmes explícitos onde o erotismo é tomado como papel principal e onde serão ainda quebradas barreiras mostrando-se uma sexualidade polivalente e deixando a heteronormatividade de lado para mostrar que há muito mais para além disso.
É nesta mostra que o cinema mais arrojado, sem medos, nem amarras, encontra espaço, criando uma reação imediata entre o que se vê e quem o vê.







