Tiago Santos

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Crónica do Festival – Parte VII

A maneira como “História Secreta da Aviação” de João Manso e “Campo” de Tiago Hespanha – os dois filmes exibidos ontem à noite no TAGV – se coadunam é prova como as produtoras nacionais como a Terratreme procuram edificar uma marca distinta e contínua por entre os trabalhos autoriais que promovem. Além disso, serve igualmente como sinal do empenho da programação dos Caminhos do Cinema Português em conjugar trabalhos cuja consonância lírica seja merecedora de destaque.

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Exposições

Umas bodas de prata não são celebradas todos os dias, nesse sentido procurámos homenagear o cinema para além dos seus espaços de exibição.a. Em três exposições, produzidas em conjunto com a Galeria V, homenageamos o cinema de hoje, com a exposição dos posters candidatos a melhor cartaz, o cinema de Isabel Ruth, na sala Branca do TAGV, e o Cinema visto por um grupo de 25 ilustradores. 

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Destaques de 28 de Novembro

Hoje, dia 28 de novembro exibimos, às 21:45, o filme “Variações”; o retrato de António Ribeiro, barbeiro e figura lisboeta na busca pelo seu sonho de ser cantor e compositor. Na sessão contamos com a presença do realizador João Maia que estará disponível para uma sessão de perguntas e respostas moderada por Sandra Bettencourt. Às 18:00 João Maia apresentará “o seu cinema” numa conversa moderada por Sérgio Dias Branco na Sala do Carvão da Casa das Caldeiras. 

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Um sobrevoar do cinema

O sexto dia da 25ª edição do Festival Caminhos dos Cinema Português realizou-se a 27 de novembro. A sessão das 21h45 da Seleção Caminhos foi albergada pelo Teatro Académico de Gil Vicente (TAGV). Esta contou com a presença de João Manso e Tiago Hespanha, respetivos realizadores das obras “História Secreta da Aviação” e “Campo”.

A curta-metragem “História Secreta da Aviação” surge como a adaptação ao grande ecrã de um texto de Manuel Zimbro. A reflexão sobre os picos e vales da vida estreou-se em Lisboa, em 2018, o mesmo ano em que foi filmada. O realizador, João Manso, admite que a obra surgiu da junção de duas ideias, as quais o conhecimento do texto e a questão dos incêndios, pois este possui família nas zonas que foram afetadas pelos incêndios do ano anterior à rodagem. O mesmo admite que a obra nasce de “um momento em que as duas vontades deviam ser trabalhadas juntas”.

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O cinema pela lente de Paulo Carneiro

O Festival Caminhos do Cinema Português recebeu no dia 29 de Novembro, e penúltimo dia de festival, a última mastersession, após três dias dedicados a esta secção. O evento, intitulado de “O meu cinema”, realizou-se na sala de carvão, na casa das caldeiras, às 18h00, e contou com a presença do realizador, Paulo Carneiro, e do moderador, Sérgio Dias Branco

“Teimosia, trabalho e amor profundo naquilo em que se acredita”, foram as palavras chave do discurso de Paulo Carneiro, realizador da longa-metragem “Bostofrio, où le ciel rejoint la terre”, galardoado, na edição passada do festival, com o Prémio Imprensa CISION. Nascido em Lisboa e criado na Pontinha, retrata na sua longa-metragem, Bostofrio, uma pequena aldeia no concelho de Boticas, distrito de Vila Real, de onde é natural o seu progenitor. O desconhecimento sobre a identidade do seu avô paterno levou-o a deslocar-se até lá e gravar a obra cinematográfica, em exibição desde 7 de novembro, onde o próprio entra em contacto com residentes da área, para recolher mais informações sobre o seu antepassado. 

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Além Variações, sexta é o dia da comunidade LGBTI+!

As exibições com abordagens às temáticas  LGBTI+, começam na quinta-feira, dia 29 de novembro. António Joaquim Rodrigues Ribeiro é o protagonista e dá pelo nome de António Variações. Um ícone da música portuguesa e um dos primeiros portugueses a assumir-se como homossexual, deixou marcas e abriu caminhos a várias gerações de artistas. Um filme biográfico que levou mais de 15 anos a estar de pé, pelo realizador João Maia. As perguntas e respostas desta sessão são moderadas por Sandra Bettencourt.

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Tiago Afonso e a arte de realizar sem imaginação

Tiago Afonso deu início à Mastersession de quarta na Sala do Carvão, na Casa das Caldeiras  com o tema “O Meu Cinema”. O atual docente da Universidade Lusófona do Porto realiza sobretudo filmes de teor documental, como filmes de intervenção e reflexão política, mas também obras de cariz autobiográfico e experimental. O realizador, não só exibiu alguns trechos dos seus filmes, como também refletiu sobre os mesmos. Falou sobre as suas próprias obras e criou uma ponte entre o seu processo de criação e, aquilo que é feito no cinema português.

Citando “As Portas da Perceção” de Aldous Huxley, o cineasta falou sobre a abertura da perceção humana e sobre a sua considerada “deficiência”. Tiago Afonso, ao contrário do resto das pessoas, quando pensa em alguma coisa não consegue associar uma imagem no seu cérebro ou seja, não é capaz de visualizar mentalmente. Este antagonismo entre imaginação e criação levou com que, segundo o realizador, o seu processo de fazer cinema seja distinto de todos os outros: “tudo o que preparo é para destruir”.

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Poesia Concreta a abrir Caminhos

A par da programação dos filmes a concurso e das sessões especiais, o Festival Caminhos do Cinema Português tem tido desde sempre o objetivo de promover as mais distintas e audazes experiências cinematográficas. É nessa esteira que esta XXV edição do Festival tem vindo a exibir, no início de cada sessão, um conjunto de trabalhos fílmicos realizados por alunos do 2º ano da licenciatura em Design e Multimédia (FCTUC), que, sob a orientação dos professores Paul Hardman e Nuno Coelho, foram concebidos a partir de alguns dos trabalhos mais célebres da poesia concreta, tais como “NasceMorre” ou “Beba Coca Cola”, respetivamente dos autores brasileiros Haroldo de Campos e Décio Pignatari, e  ainda de autores portugueses, como é o caso de “Luz”, de Alberto Pimenta.

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