A segunda semana do Festival Caminhos do Cinema Português fica marcada pela entrada em cena de duas secções competitivas: a Seleção Ensaios e a Seleção Caminhos, ambas com filmes entre os dias 12 e 18 de novembro. Têm também início as exibições do Turno da Noite (10 a 12, 17 e 18 de novembro, às 23h59) e a Mostra FIPRESCI da língua portuguesa, com sessões a 12 e 13 de novembro, às 16 horas. No Turno da Noite, destaque para a presença inédita do realizador português de cinema erótico António da Silva.
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Associação Mutualista dá o nome à Seleção Ensaios e atribui prémios a três filmes da secção
A Previdência Portuguesa dá o nome à Seleção Ensaios do Festival Caminhos do Cinema Português. Trata-se de uma secção do Festival onde são exibidas produções de estudantes de cinema.
Ao longo do Festival são exibidas 58 produções em contexto académico, de jovens portugueses e estrangeiros. Houve 202 candidatos, sendo selecionadas 58 películas.
Os prémios da XXVI Edição dos Caminhos do Cinema Português podem até já ter sido entregues, mas tal não significa que as luzes dos projetores de cinema se tenham apagado. Para além das já anunciadas Mostras Paralelas “Filmes do Mundo” e “Intervenção!”, o Festival dinamiza, entre os dias 5 e 17 de dezembro, as habituais Reposições.
Nas palavras da direção do Caminhos, “estas sessões devolvem à tela do Estúdio 2 das Galerias Avenida alguns dos títulos mais marcantes das três secções competitivas”. Explicam ainda que as Reposições funcionam como um “reforçar do repto para que os públicos regressem às salas”.
Um catálogo de um festival como o Caminhos, revela uma definição espácio-temporal de parte da história cinematográfica actual, com claro destaque para aquelas produções co-produzidas ou produzidas em contexto nacional. Este produto editorial não é só uma mera representação quantitativa de obras produzidas num determinado ano ou edição, mas antes um um registo de carácter qualitativo da amplitude temática e técnica do cinema contemporâneo. Além disso, mostra-nos decisões conceptuais, artísticas e curatoriais de um evento que já conta com 26 edições e que realiza um conjunto de actividades que pretendem enriquecer a cultura cinematográfica junto de todo o tipo de públicos.
Aos cineastas, jurados e espectadores…
Quando nos propusemos a organizar a XXVI Edição do Festival Caminhos do Cinema Português sabíamos estar a fazê-lo em condições excecionais que nos obrigariam a sermos particularmente perseverantes, criativos e flexíveis. Se ao delinearmos a programação deste ano já nos havíamos reinventado – seja através da maior dispersão temporal das sessões, seja através do salto para o mundo digital dado pelos nossos painéis e conversas – as medidas recentemente anunciadas forçaram-nos a pôr em marcha um novo plano de contingência.
Numa época que o cinema parece, progressivamente, passar do grande para os pequenos ecrãs, o Festival Caminhos do Cinema Português continua a remar contra a maré digital, acreditando que o cinema deve ser visto e vivido em sala. O ciclo “Programa!Ação”, que serve de antecâmara ao próprio Festival, é mais um passo neste sentido.
O ciclo “Programa!Ação” faz-nos recuar até ao início de carreira de reputados cineastas nacionais, revisitando as suas primeiras produções. Uma viagem que, no fundo, representa o aceder à mente de jovens realizadores e o reconhecer da semente que germina e das suas novas formas de olhar o cinema e o mundo.
Encontram-se abertas as inscrições para a 26.ª Edição do Festival Caminhos do Cinema Português. Entre os dias 1 de Janeiro e 31 de Julho poderão ser submetidas via FilmFreeway as obras para a Selecção Caminhos, Selecção Ensaios e Outros Olhares. Até 31 de Maio todas as inscrições de filmes nacionais serão gratuitas.
Na sua 26.ª edição há uma aposta do festival em reconhecer a importância do cinema de animação como um traço importante da qualidade da cinematografia nacional. Essa aposta é projectada pela introdução do Prémio Melhor Ensaio de Animação. Confira todos os detalhes no regulamento do festival.
Chegados ao último dia da XXV edição do Festival Caminhos do Cinema Português, o Teatro Académico Gil Vicente será palco de uma cerimónia de encerramento às 21h:45 com a participação da banda RAGS da Tuna Académica da Universidade de Coimbra.
A Big Bang Rags surgiu no seio da Tuna Académica da Universidade de Coimbra em 1995, pela mão do seu então director artístico André Granjo. Consistindo originalmente num grupo de Ragtime com cerca de dez músicos, ao longo dos anos foram-se juntando mais elementos e foi gradualmente surgindo o formato de Big Band, formalizado em 1999, e que se mantém até hoje. Conhecida pelo seu estilo irreverente e pelo entusiasmo em palco, a Big Band Rags hoje dedica-se maioritariamente ao jazz e à música ligeira, incluindo ainda no seu repertório alguns êxitos do funk, soul e da música portuguesa.
Este evento contará com a entrega de prémios aos filmes em competição, estando presentes os jurados do festival, os vencedores e vários ilustres do panorama do cinema nacional.
Destaque para a carta branca a João Salaviza com uma sessão especial às 15h00 no Mini-Auditório Salgado Zenha. Lotação muito limitada.
Olhando à importância da divulgação do trabalho cinematográfico promovido por mulheres, os Caminhos do Cinema Português substituem hoje, 29 de novembro, a sessão de reposição prevista pela sessão da Seleção Ensaios do dia 27. A sessão conta com 10 filmes dirigidos por mulheres de países distintos, como França, EUA, Alemanha, Portugal, Rússia ou Suíça.



