No mês de abril a Casa do Cinema de Coimbra desafia o espectador a acompanhar várias perspectivas dando respostas aos desafios que encontramos nas nossas relações sociais, com o mundo e com as artes.
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Enquanto recebemos filmes para a próxima edição do festival Caminhos do Cinema Português, continuamos a promover os premiados da nossa 27ª Edição.
A inglesa Julia Brow e o espanhol Víctor Feliu juntam-se ao português Vítor Ribeiro e compõem, assim, o Júri da Federação Internacional de Cineclubes / IFFS. A este painel de avaliadores cabe a distinção de um dos filmes a concurso na Seleção Caminhos com o Prémio Don Quijote.
Uma assistente de cinema, um professor de Inglês e um cinéfilo com formação em Engenharia provam, por isso, aquilo que a organização do Festival Caminhos define como uma importante vertente do cineclubismo: “a reunião de pessoas apaixonadas pela sétima arte”.
Iniciada em 2019, a mostra Programa!ação proporciona aos espectadores visionamentos comparatistas na obra de realizadores portugueses. Considerando o esforço de digitalização do património cinematográfico e as raras oportunidades para ver de forma digna alguns marcos do cinema português, a mostra mudou o seu foco para recuperar a obra de autores marcantes do cinema português, bem como proporcionar novas abordagens e contextos aos primeiros filmes portugueses através da intervenção musical.
Os Caminhos do Cinema Português são um festival que ao longo da sua história se tem transformado e adaptado a todas as oscilações da produção cinematográfica e crises culturais e sociais. Na edição transacta, realizada em contexto pandémico, optámos por enfrentar de frente todas as adversidades, abrindo as salas de cinema, durante quase dois meses, a um programa cinematográfico vasto, plural e sobretudo revelador da diversidade do Cinema Português e dos seus pontos de contacto com a cinematografia mundial. Voltámos a confinar em 2021, tornando-nos mais tenazes e teimosos, e assim, anunciamos aberto o período de inscrições para a nossa XXVII edição.
Os prémios da XXVI Edição dos Caminhos do Cinema Português podem até já ter sido entregues, mas tal não significa que as luzes dos projetores de cinema se tenham apagado. Para além das já anunciadas Mostras Paralelas “Filmes do Mundo” e “Intervenção!”, o Festival dinamiza, entre os dias 5 e 17 de dezembro, as habituais Reposições.
Nas palavras da direção do Caminhos, “estas sessões devolvem à tela do Estúdio 2 das Galerias Avenida alguns dos títulos mais marcantes das três secções competitivas”. Explicam ainda que as Reposições funcionam como um “reforçar do repto para que os públicos regressem às salas”.
Entre o desabafo do cineasta José Barahona que afirmava que “isto com rock’n’roll é ainda melhor” e a subida triunfal a palco do ator Ruben Garcia que, num salto, galgou o fosso da orquestra, a Cerimónia de Encerramento da XXVI Edição do Festival Caminhos premiou o melhor da cinematografia nacional.
“O Fim do Mundo” pode até retratar uma comunidade “esquecida” por Portugal, mas o mais recente trabalho de Basil da Cunha não passou certamente despercebido aos olhos do Júri da Seleção Caminhos.
A película do luso-suíço sagrou-se, assim, grande vencedora desta XXVI Edição do Festival Caminhos do Cinema Português. Nas palavras dos próprios jurados, “o tempo, o imaginário e um elenco generoso” convergem no grande ecrã, construindo “um universo emocionalmente duro, mas que acompanha o espectador numa reflexão que se prolonga para lá dos créditos finais”. “O Fim do Mundo” arrecadou ainda o Prémio D. Quijote, atribuído pelo Júri da Federação Internacional de Cineclubes.
No ano de estreia da sua mais recente longa-metragem, o realizador português Leonardo António protagonizou uma conversa que percorreu por palavras o caminho que o levou até ao cinema. “Submissão” (2020) foi selecionado pelos Stony Brook Film Festival (Estados Unidos da América) e PÖFF | Tallinn Black Nights Film Festival (Estónia) e estreia no dia 25 deste mês em Coimbra.

