O festival Caminhos do Cinema Português e a Academia Portuguesa de Cinema apresentam a exposição “Retratos da Academia Portuguesa”, que poderá ser vista em todos os espaços de projecção do festival. A mostra fotográfica irá ser em Coimbra (Teatro Académico Gil Vicente) e em Leiria (Teatro Miguel Franco e Teatro José Lúcio da Silva), entre os dias 19 e 26 de Novembro.
O cinema tem um importante papel na instrução cultural do seu espectador. Existem filmes que, devido à sua ligeireza temática e técnica, servem meramente para entreter quem o vê, fazendo esquecer, não pensar, não conhecer. Nesta programação especial para o público juvenil, foram seleccionadas obras que graças ao seu argumento e harmonia estética despertam a contemplação ao interior e ao meio, agindo como instrumento de inspiração e reflexão para todos os jovens que irão assistir às sessões. Por o cinema fazer crescer e cogitar, é premente a sua divulgação junto dos mais novos.
A Cerimónia de Abertura marca o início formal desta XXII edição. Nela são recebidas todas as entidades envolvidas no Festival e são nomeadas em gesto de agradecimento. É também feita uma pequena apresentação da programação geral do Festival e do grupo de jurados das mais diversas categorias. Também marca a estreia em grande écran da curta metragem – Banho de Paragem – produzida no âmbito do 5.º curso de cinemalogia promovidos pela organização que este ano contou com a coordenação de Nuno Rocha.
Os Caminhos estendem a passadeira vermelha no dia 26 pelas 21h45 no TAGV para conhecer os grandes vencedores da seleção caminhos e da seleção ensaios. Esta última sessão é o culminar de 8 dias de festival, onde o público fica a conhecer oficialmente todos os vencedores das mais diversas categorias apreciadas pelos diversos grupos de jurados desta edição.
O Cinema, sendo uma das manifestações artísticas mais recentes, nasceu e cresceu numa época dinâmica e tecnológica, funcionando muitas das vezes como instrumento pedagógico e educacional. Com um forte relevo no contexto da aprendizagem das novas tecnologias, tem sido fundamental como veio de passagem de informação e conteúdo formativo, implementando e fundindo todas as outras correntes artísticas que, com o Cinema, passaram a ser passíveis de ser registadas com o espírito devido. Qualquer área académica e científica pode ser inspirada pela arte e manifestada pela imagem em movimento, criando uma simbiose entre aquilo que quer ser mostrado e como se quer que se mostre. O foco da câmara passa por vezes a representar aquilo que a boca daquele que ensina quer transmitir, inaugurando muitas das vezes um diálogo que – tendo o filme como plúmula – se torna mais transversal. Estimulando a discussão esperta-se cumulativamente o conhecimento, que é assim analisado sob um ponto de vista académico e educativo.
A captação de um público jovem para o cinema português é fundamental, pelo que desta forma os Caminhos Juniores pretendem manter um espaço reservado à participação das escolas no festival. Esta secção apresenta-se como um serviço educativo, tendo por base que apenas a experimentação in loco de muitos minutos de pura magia para estas crianças tornará possível a criação de hábitos de consumo desde a infância no que diz respeito ao cinema português.
Os Caminhos do Cinema Português conscientes de que, nos dias de hoje, é cada vez mais difícil encontrar iniciativas em que este segmento da população possa participar, apresentam a secção paralela “Caminhos Séniores”. Acreditamos que esta iniciativa é uma mais-valia para o festival que, para além de uma componente cultural, também tem um papel importante de cariz social e de integração na sociedade.
Ainda que evitando uma abordagem política, todos podem reconhecer uma vasta e rica personalidade na cultura espanhola, desde Madrid à Galiza, na Catalunha, ou no País Basco e Andaluzia. Cada região tem as suas próprias idiossincrasias e ultimamente, na Catalunha, tem emergido um grande movimento popular que está a dar passos no que concerne à sua separação do Estado Espanhol. A emergência deste movimento deve-se a inúmeros fatores; a crise, a política, desavenças económicas e sociais entre o governo catalão e o governo central espanhol, etc., e no entanto tem vindo a redescobrir contextos históricos, culturais e linguísticos que hoje, mais do que nunca, se entranham nos discursos alheios.
Even dodging the political debate, everyone can recognize a multiple and very rich personality in the Spanish culture, from Madrid to Galicia, Catalonia, the Basque Country or Andalucia. Every region has its own idiosyncrasy and lately, in Catalonia, has raised a powerful citizen movement which is making serious steps in order to separate from the Spanish State. This growing movement has been provoked by several reasons; the crisis, the political, economic and social disagreements between the Catalan government and the central government, etc., but has also rediscovered some historical, cultural and idiomatic vindications that today, more than ever, are penetrating in the people’s speech.
That’s why, in this very moment, it is also more interesting than ever to get into the Catalan culture and art. For that, there’s no better way than the cinema. What we propose is a programme that includes five feature films (one documentary, one docu-fiction, and three fictions) and four shorts, all very different between each other, but a good representation of this culture. Some of these films talk about social issues: La Granja del Pas is a powerful documentary about evicted families; Nada S.A. and El corredor, short films, are scathing comedies about unemployment; La plaga, between reality and fiction, portraits a little community from Barcelona’s outskirts. Other films programmed take other themes, personal dramas that can become as universal as Shakespeare is: Otel·lo brings the British author nowadays, refreshing the tragedy with a lush perspective; Tots volem el millor per a ella and El camí més llarg per tornar a casa are both excellent surgical explorations about internal pain, caused by a disease or by an unbearable loss. Finally, short films No me quites and El adiós are intimate but transcendental episodes of two strong women.
Programação Caminhos Mundiais
Auditório Mosteiro de Santa Clara-a-Velha
19 de Novembro, 16h00
| Title | Director | Production Co. | Runtime | Year |
|---|---|---|---|---|
| El Corredor | José Luis Montesinos | Caduco Films, Bastian Films | 15′ | 2014 |
| El Camí més llarg per tornar a casa | Sergi Pérez | Niu d’Indi, No hay banda | 85′ | 2015 |
22 de Novembro, 16h00
| Title | Director | Production Co. | Runtime | Year |
|---|---|---|---|---|
| Nada S.A. | Caye Casas, Albert Pintó | Alhena Production | 15′ | 2014 |
| La Granja del Pass | Sílvia Munt | Intent Produccions, Televisió de Catalunya | 80′ | 2015 |
23 de Novembro, 16h00
| Title | Director | Production Co. | Runtime | Year |
|---|---|---|---|---|
| El Adiós | Clara Roquet | Lastor Media | 15′ | 2015 |
| Tots volem el millor per a ella | Mar Coll | Escándalo Films, Televisió de Catalunya | 97′ | 2013 |
25 de Novembro, 16h00
| Title | Director | Production Co. | Runtime | Year |
|---|---|---|---|---|
| No me quites | Laura Jou | Corte y Confección de Películas, Películas La Trini | 14′ | 2015 |
| Otel·lo | Hammudi Al-Rahmoun Font | Escándalo Films, Corte y Confección de Películas | 69′ | 2013 |
26 de Novembro, 16h00
| Title | Director | Production Co. | Runtime | Year |
|---|---|---|---|---|
| La Plaga | Neus Ballús | El Kinògraf, Televisió de Catalunya, Arte France | 85′ | 2013 |