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Caminhos volta a exibir principais filmes vencedores da sua XXVI Edição (e não só!)

Os prémios da XXVI Edição dos Caminhos do Cinema Português podem até já ter sido entregues, mas tal não significa que as luzes dos projetores de cinema se tenham apagado. Para além das já anunciadas Mostras Paralelas “Filmes do Mundo” e “Intervenção!”, o Festival dinamiza, entre os dias 5 e 17 de dezembro, as habituais Reposições.

Nas palavras da direção do Caminhos, “estas sessões devolvem à tela do Estúdio 2 das Galerias Avenida alguns dos títulos mais marcantes das três secções competitivas”. Explicam ainda que as Reposições funcionam como um “reforçar do repto para que os públicos regressem às salas”.

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Crónica do Espectador Fantasma (4)

Fenómeno comum a todos os festivais de cinema é a existência de certas entradas fílmicas que acabam por gerar uma maior expectativa no público, destacando-se por entre os variados trabalhos que figuram nos diferentes catálogos.

Os Caminhos do Cinema Português não são excepção, dado que ano após ano, há sempre um prato mais apetecível no cardápio do Festival. Este ano, as suspeitas recaíam sobre “Listen”, filme sobre uma família portuguesa emigrada em Londres que vê a guarda dos filhos a ser ameaçada por suspeitas da parte dos serviços sociais. Este novo trabalho de Ana Rocha, cuja abordagem é fortemente enraizada nas crónicas características da filmografia de Ken Loach, tem conquistado a crítica nacional, bem como o circuito internacional de festivais, tendo já sido distinguido em Zagreb, Egipto e Veneza.

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Discurso de Encerramento: “Afinal, ninguém viu o andaime atrás da tela, pois não?”

Como é que se redige um discurso de encerramento de um evento que continua até meados de dezembro?

Será da mesma forma com que se encara a constante reformulação de um programa? Talvez. Talvez seja essa a fórmula possível para encarar os desafios de hoje. Avançar, analisar, reformular. (Re)programar.

Os desafios de hoje permitiram renovar toda a equipa e voltar a preencher as telas da cidade de luz. Uma luz que iluminou de novo a Avenida e que trouxe consigo a expectativa de voltarmos a ter um cinema de proximidade, de bairro, em que o espectador é participante e é colocado em estreito contacto com os criadores.

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“O Fim do Mundo” vence Grande Prémio do Caminhos e “Listen” é o eleito pelo público

O Fim do Mundo” pode até retratar uma comunidade “esquecida” por Portugal, mas o mais recente trabalho de Basil da Cunha não passou certamente despercebido aos olhos do Júri da Seleção Caminhos. 

A película do luso-suíço sagrou-se, assim, grande vencedora desta XXVI Edição do Festival Caminhos do Cinema Português. Nas palavras dos próprios jurados, “o tempo, o imaginário e um elenco generoso” convergem no grande ecrã, construindo “um universo emocionalmente duro, mas que acompanha o espectador numa reflexão que se prolonga para lá dos créditos finais”. “O Fim do Mundo” arrecadou ainda o Prémio D. Quijote, atribuído pelo Júri da Federação Internacional de Cineclubes.

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Crónica do Espectador Fantasma (3)

Cada vez mais, a nossa existência parece decorrer perante uma janela. No presente ano, tal exprime-se pelo enquadramento do nosso quotidiano, seja para apanhar ar puro nos serões domésticos ou interagir com os outros pelas variadas vias internáuticas. Em consonância com esta tendência, o próprio cinema foi-se reinventando perante tal moldura.

A nível narrativo, tal concordância evidenciou-se sobretudo nos thrillers. Basta ver o caso de “Janela Indiscreta” de Alfred Hitchcock, um conto caucionário de voyeurismo que entretanto serviu de infra-estrutura para muitos dos thrillers cibernéticos de hoje como “Host” de Rob Savage ou “Janela Aberta” de Nacho Vigalondo.

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Crónica do Espectador Fantasma (2)

Vivemos tempos incertos.

Uma afirmação anteriormente classificada como dramática, mas que actualmente demonstra-se vulgar e quotidiana, não só no presente ano, mas certamente no futuro próximo. E apesar da ilação criativa da pandemia demonstrar-se promissora no que diz respeitos às lides de inspiração (sobretudo tendo em conta a tendência dos cineastas nacionais em captar imagens sob a lente da docuficção), as previsões da cultura nacional firmam-se actualmente num clima de incertezas que ameaça a exibição dos projectos cinematográficos em sala e o consequente financiamento de projectos posteriores. Acrescem a este cenário reptante diversos episódios controversos, como é o caso da aprovação da proposta de lei 44/XIV no final do mês passado, transpondo a Diretiva (UE) 2018/1808 para a legislação portuguesa de maneira impetuosa e quiçá míope. Em suma, o presente ano demonstra-se como um desafio. E se a natureza incógnita do futuro parece ser o seu único elemento actualmente previsível, 2020 veio incrementar a imprevisibilidade de todas as restantes arestas e agendas.

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Crónica do Espectador Fantasma (1)

Volvido o seu quarto de século de existência celebrado no ano passado, o Festival Caminhos do Cinema Português regressa em 2020 com um novo ímpeto, bem mais destemido a que nos habituou. Seguindo a vertente mais heróica que a maioria dos educadores procura enfatizar nos livros de história, a organização do Festival aposta com um espírito de persistência cultural na confiança e coragem – quer dos espectadores, quer dos cineastas – em ir à sala de cinema nestes tempos incertos, de forma a ecoar o mantra actualmente publicitado nas redes sociais de #aculturaésegura. Mais que um apelo, trata-se de uma afirmação que a projecção audiovisual em sala é recompensadora, nem que seja enquanto refúgio das notícias e sensacionalismos alarmantes dos media. Um escopo que as transmissões internáuticas não possibilitam, por mais tentador que seja o seu aparente conforto publicitado.

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“Elo”, de Alexandra Ramires: “Há um lado de beleza naquilo que é assustador”

Foi a partir do Porto que Alexandra Ramires, mais conhecida por Xá, falou da sua mais recente criação, a curta-metragem “Elo” (2020). Este filme de animação estreou em Coimbra no dia 20 de novembro e integra as Secções Competitivas – Seleção Caminhos. 

O trabalho mais recente de Alexandra Ramires conta já com o carimbo do 56.º Festival Internacional de Cinema de Chicago, tendo ganhado o prémio principal da competição (o Hugo de Ouro). “Uma bela paleta invertida de preto-e-branco atrai-nos imediatamente e uma grande quantidade de silêncio mantém-nos lá”. São estas as palavras do júri sobre a curta-metragem de animação “Elo”.

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