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Crónica do Festival – Parte IV

No entanto, a voz do cantautor não será a única tónica revolucionária a fazer-se sentir no Caminhos de hoje, pois se há data histórica marcante no cinema de Portugal, trata-se do 25 de Abril de 1974, pois a Revolução dos Cravos não só veio reclamar a liberdade, como a mesma se tem mantido viva nos recantos artísticos de cariz nacional e o cinema documental não é excepção. Embora a grande maioria dos autores têm enveredado nas suas películas a críticas mais apontadas aos problemas e injustiças de hoje, José Filipe Costa tem-se destacado pela sua abordagem de recriar cenas e cenários da Revolução de Abril, de maneira a recordar e ressuscitar o espírito de revolta e indignação desses tempos. Assim, no seguimento do seu “Linha Vermelha“, o realizador regressa com “Prazer, Camaradas“, onde enquadra um retrato descritivo das cooperativas das herdades ocupadas em Portugal no pós-25 de Abril. É assim a figura de destaque de hoje, recebendo o horário nobre das 21:45 no TAGV, mas é favor não menosprezar os horários das sessões anteriores. Além da acima referida curta “O Peculiar Crime do Estranho Sr Jacinto“, há também metragens documentais centradas nas figuras do escritor Mia Couto (“Sou Autor Do Meu Nome Mia Couto”, de Solveig Nordlund) e da geógrafa Suzanne Daveau (“Suzanne Daveau”, De Luísa Homem).

Pedro Nora

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