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Crónica do Festival – Parte IV

A chuva pela cidade de Coimbra não dissuadiu o público do Festival Caminhos que, na sessão de ontem de “Vitalina Varela“, se mostrou receptiva à presença de Leonardo Simões, director de fotografia do filme. O habitual colaborador de Pedro Costa – distinguido há um par de dias com o prémio de Melhor Fotografia do Festival Gijón – participou numa sessão de perguntas do público após o filme, esclarecendo alguns pormenores acerca dos bastidores da sua imagética. Um diálogo que serve enquanto exemplo de como o Festival Caminhos permite criar pontes entre os espectadores defronte o ecrã os artistas por detrás das câmaras. E após tal dia melancólico cujo clima pluvioso acentuou o caracter contemplativo do cinema de Pedro Costa, os Caminhos de hoje prometem apressar o passo com tons mais animados. Aliás, é precisamente uma obra de animação que abre este dia: “O Peculiar Crime do Estranho Sr Jacinto” que, após a sua estreia no Cinanima em Espinho, chega a Coimbra às 15h no TAGV. Trata-se de uma curta-metragem assinada por Bruno Caetano já há muito aguardada, dado que a técnica do stop-motion a que recorre tem caído algo em desuso, tornando-se cada vez mais refrescante rever este artifício de animação. Como ponto de contemporaneidade, a narração desta curta de temática ecológica está a cargo de Sérgio Godinho.

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Crónica do Festival – Parte II

Iniciaram-se ontem pela 25ª vez os Caminhos do Cinema Português, numa cerimónia de abertura que contou com várias surpresas. Aproveitando a presença de representantes do Instituto do Cinema e Audiovisual, da Direcção Regional da Cultura do Centro e da Universidade de Coimbra, nesta sessão inaugural reflectiu-se sobre as pegadas passadas e futuras que os Caminhos têm deixado sobre o campo cinematográfico do nosso país e apelou-se à descentralização e desconcentração artística e cultural, bem como a um movimento do público (na dupla vertente das entidades administrativas e das audiências da sala de cinema) no que diz respeito ao apoio mandatário à sobrevivência da 7ª arte nacional. Celebrou-se igualmente a presença de Isabel Ruth, actriz homenageada com a atribuição do prémio Ethos e com um espectáculo de dança e música que celebrou o icónico filme “Os Verdes Anos”. Prestado assim o devido louvor às glórias do ontem, vislumbrou-se o amanhã, com a exibição de cinco curtas-metragens que serviram de amostra a cada uma das secções distintas que durante a próxima semana estarão em exibição pela cidade de Coimbra. Esta mão cheia de curtas cinematográficas demonstrou a variedade criativa que se explanará pelos grandes ecrãs da cidade dos estudantes, cidade essa que se têm vindo a revelar nos últimos vinte e cinco anos como o palco ideal para a celebração deste fluir de ideias e imagéticas fílmicas.

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Crónica do Festival – VI

O dia 2 de dezembro foi o sexto do festival “Caminhos do Cinema Português”. Passadas que eram já incontáveis horas de visualização de novíssimas obras cinematográficas de produção nacional, felizmente faltavam ainda algumas mais, pois se há uma palavra que pode definir este sexto dia, essa palavra é “poderoso”.

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