Programação

Apresentação da Seleção Caminhos

Todos os anos nos são apresentados novos tipos de desafios aquando da selecção e programação do cinema criado no nosso país. Mesmo recebendo apenas aquelas obras que foram produzidas depois da nossa última edição, vemos que anualmente o fluxo de inscrições tem sido constante e muito diverso.

Apesar de acreditarmos que nem tudo o que se mexe em ecrã deva ser considerado cinema, todas as inscrições são colocadas ao mesmo nível de análise, desprendendo-nos de critérios formais (como o autor ou a produtora) e ansiando pela criação de momentos cinematográficos em sala. Esses momentos vêm de fora para dentro, pois tudo dentro de nós é movimento que – devidamente inspirado – nos leva a escapar os limites físicos desta realidade, criando o filme uma nova foprma de existir que, como é interior, é só nossa.

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«Ângelo na Floresta Mágica» viaja até à Casa do Cinema de Coimbra em Matiné Infantil

A  Casa do Cinema de Coimbra abre as portas a «Ângelo na Floresta Mágica», de Alexis Ducord e Vincent Paronnaud, dia 15 de fevereiro, às 14h30, na sua próxima matiné infantil. Com bilhetes a 3 € e exibida na versão portuguesa, este filme acompanha a aventura iniciática sobre o medo, a imaginação e o desejo de descoberta, através de um universo visual rico e surpreendente.

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Crónicas da Programação – VI

Se tivéssemos a capacidade de observar de fora o interior da intimidade das habitações, descobriríamos com exactidão a verdade. No interior dessas casas, essa verdade surgiria despida de máscaras exigidas pela sociedade, tendo a capacidade de mostrar seres por inteiro, independentemente do que isso implique. Hoje no TAGV mostra-se cinema íntimo e real, revela-se essa capacidade de entrar em casas documentadas e ficcionadas, fazendo-nos perder no caminho do meio que serpenteia ambos os géneros cinematográficos.

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Crónicas da Programação – V

O início da fase adulta implica por vezes um desmembramento da criança e do adolescente que residem dentro daquele que cresce. Idealmente feito de forma paulatina, na prática acaba por ser um salto inesperado. O bom cinema, seja ficcional ou documental, tem a capacidade de registar e mostrar – se o seu criador assim o entender – essa transferência de consciência entre a criança e o recém-adulto, que são o mesmo.

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Crónicas da Programação – IV

Afirma-se consecutivamente que tempo não é intensidade. Nem sempre existe a carência de prolongar a duração de uma obra, quando o seu intento se acha suficientemente satisfatório em alguns minutos. Hoje o TAGV terá as suas sessões dedicadas principalmente a curtas, levando o espectador a percorrer caminhos de expressividade totalmente distintos.

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Crónicas da Programação – I

Os Caminhos começam a ser percorridos nesta XXI edição no Auditório do Conservatório de Música de Coimbra. Para o nosso festival, cinema não deve ser apenas mostrado para ser visto e ouvido, mas também tem de fornecer a semente ideal necessária para estimular o nascimento de novas obras.

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