Os Caminhos procuram mostrar diferentes olhares sobre o fenómeno migratório especialmente a partir do contexto português e do cinema de ficção. Seleccionamos várias obras cinematográficas, nacionais e internacionais, exemplificando a diversidade de fluxos migratórios e as razões que levam as pessoas a procurar, longe das suas casas, um futuro e uma vida melhor. Variadas são as temporalidades, os destinos e os cenários traçados nos filmes, bem como as experiências dos seus protagonistas. À multiplicidade de contextos da emigração portuguesa passada e presente, aliam-se os da imigração para Portugal e janelas de observação sobre diferentes experiências diaspóricas que afectam o mundo contemporâneo.
Programação
A captação de um público jovem para o cinema português é fundamental, e os Caminhos Juniores são a secção que assume essa responsabilidade no festival.
Esta secção apresenta-se como um serviço educativo, tendo por base que apenas a experimentação in loco de muitos minutos de pura magia para estas crianças tornará possível a criação de hábitos de consumo desde a infância no que diz respeito ao cinema português.
A Secção Caminhos Mundiais da XXI edição dos Caminhos Film Festival é este ano apresentada em colaboração com a Embaixada da Áustria em Portugal. Com os Caminhos Mundiais pretendemos dar a conhecer uma selecção da cinematografia austríaca recente que proporcione ao público português bem como à comunidade internacional da cidade de Coimbra, a possibilidade efectuar a ponte entre as duas cinematografias.
Ver, apreciar e escolher filmes é um trabalho árduo de crítica. Porquê escolher um filme e não outro? Por entre cerca de mil inscrições temos de tomar posições, decidir. O trabalho de selecção situa-se nesse processo de consideração e valorização para que assim, chegue ao público o cinema mais diverso que se faz entre as escolas de cinema.
Programar Cinema, num festival cujo mote é ‘todo o cinema português’, torna-se em tarefa alcantilada quando o universo de selecção se aproxima das mil inscrições. Assistir a todas essas horas de cinema português não é difícil ou tampouco exigente, mas a tentativa de encontrar a linguagem comum formada no cinema português desde a nossa última edição torna-se complexa, mas entusiasmante.
Em cada edição, as nossas sessões mudam constantemente de título, por os filmes que são selecionados e programados apresentarem sempre algo de novo. Não há um fio condutor na programação dos Caminhos do Cinema Português, cada edição ousa criar múltiplos fios condutores em si mesma. Não aceitamos a conservação de personalidades pela sua possível presença no diálogo do mundo cinematográfico, colocando cada proponente ao mesmo nível, independentemente dos nomes e currículos mais consagrados.
Na recta final de preparação para a edição XXI do Caminhos Film Festival anunciamos uma nova oportunidade para o público de Coimbra ver o que de melhor foi exibido nas ultimas edições do festival na categoria de animação. Em colaboração com a Associação Olho de Vidro serão sete as curtas exibidas na próxima quinta-feira às 21horas no Centro Cultural Casa da Pedra, junto ao Pólo II.
Hoje, 2 de Julho, o Ciclo 20 Anos de Cinema Português é dedicado ao realizador Portuense André Guiomar. São exibidos 3 filmes, onde nos será possível observar a evolução deste realizador, em projectos e contextos distintos, durante a transição da academia para a sua actividade profissional. A sessão começa às 22:00, no Mini-Auditório Salgado Zenha, e a entrada é livre.
Na próxima quinta-feira, 18 de Junho, a sessão é dedicada à obra da cineasta Claudia Varejão exibindo-se 4 obras; Fim-de-Semana, Luz da Manhã, Um Dia Frio e Falta-me.
Mini-Auditório Salganho Zenha volta a receber ciclo de cinema que celebra os últimos 20 anos de produção nacional