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Sessão Especial de “MONUMENTO CATÁSTROFE” com comentário da socióloga Berenice Bento

No último domingo de cada mês o Clube de Cinema Caminhos apresenta uma sessão temática com o comentário de um convidado especial. Encerrando o mês de abril convidamos Berenice Bento a comentar a obra “MONUMENTO CATÁSTROFE”.

A sessão terá início às 18:00 horas.

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Casa do Cinema de Coimbra aposta na curta-metragem

A aposta da Casa do Cinema de Coimbra nas curtas-metragens portuguesas indicadas aos Óscares comprovou que, além do seu valor artístico, existe público e potencial para a sua exibição regular em sala. Ao longo de sete semanas a curta Ice Merchants trouxe até à Casa do Cinema de Coimbra mais de 480 espectadores, tornando acessível o visionamento em sala do primeiro filme nacional indicado a um Óscar. 

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Sessão Especial · “Terra Que Marca”

Descrito como um filme sobre “os gestos de quem trabalha a terra” e feito de “sensações que apenas quem convive com a terra algum tempo presente”, “Terra Que Marca” de Raul Domingues chega esta quinta-feira (30) à sala de cinema. No próximo domingo, 02 abril, às 17:30, a Casa do Cinema de Coimbra promove uma Sessão Especial com a presença do realizador Raul Domingues, em conversa com a investigadora Paula Morais.

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Ante-estreia de “Interdito a Cães e Italianos”

Realizada por Alain Ughetto, a Melhor Longa-metragem da Animação Europeia nos Prémios do Cinema Europeu “Interdito a Cães e Italianos” conta o périplo de Luigi Ughetto, avô do realizador, que, no início do século 20, deixa o norte de Itália e atravessa os Alpes em busca de uma vida melhor, em França.

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Sessão Especial · “Sacavém” e “Diálogo de Sombras”

Estreiam esta quinta-feira (23) “Sacavém” e “Diálogo de Sombras“, os últimos filmes de Júlio Alves. Para marcar a estreia em Coimbra, os filmes terão duas sessões especiais com a presença do realizador Júlio Alves na Casa do Cinema de Coimbra, que estará em conversa com Patrícia Sequeira Brás, professora na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.

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Sessão Especial · “Great Yarmouth: Provisional Figures”

Acompanhando a estreia de “Great Yarmouth: Provisional Figures”, o realizador Marco Martins e o actor Nuno Lopes estarão presentes na sessão de domingo, 19 março, às 21:30 na Casa do Cinema de Coimbra. Após a projeção da longa-metragem, terá lugar uma conversa moderada pelo Prof. João Maria André (Encenador e Professor Catedrático aposentado da FLUC).

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Vai ao Festival de Veneza com o 27 Times Cinema

Queres ir ao Festival de Veneza? És um apaixonado por cinema, entre os 18 e 25 anos, bom comunicador e fluente em inglês? Participa no 27 Times Cinema e torna-te no embaixador de Portugal no Júri da Giornati Degli Autori no Festival de Veneza! A Casa do Cinema de Coimbra junta-se à Europa Cinemas, Lux Award, Parlamento Europeu e Cineuropa para te dar a possibilidade de participares na 80º edição do festival! 

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Lugares que desaparecem, lugares que nos politizam

Por João Luís Fernandes
Clube de Cinema Caminhos · Fevereiro 2023
Um interessante diálogo entre a Geografia e a Arqueologia é a ideia dos lugares que definham e podem morrer. Habituados a estudar núcleos de povoamento que crescem, expandem-se e tornam-se sucessivamente mais complexos, é importante perceber que o sentido contrário também é possível.
Uns desaparecem em poucos dias porque se tornam repulsivos, como Pripyat (na Ucrânia) depois da explosão de um dos reatores da central nuclear de Chernobyl em 1986.
Outros vão perdendo centralidade e razão de ser. Tornam-se indifentes mas deixam marcas na paisagem, ou melhor, deixam uma paisagem de matéria, ruídos, vozes e memórias. Este foi o exemplo de Pyramiden, a cidade mineira soviética no arquipélago de Svalbard (Noruega). Porque estes lugares também falam, em 2012 uma banda dinamarquesa de rock experimental (Efterklang) recolheu, trabalhou e misturou os registos da paisagem sonora deste espaço abandonada e editou o álbum “The ghost of Piramida”.
Fordlândia, uma cidade-empresa de 1928 fundada por Henry Ford na Amazónia (nas margens do Rio Tapajós), não é propriamente um lugar-fantama mas tem uma trajetória de decadência e ruína.
O lugar nasce porque no início do século do automóvel era preciso recolher a matéria-prima (borracha) para os pneus. Por várias razões, o projeto não resultou e a cidade, sem vida para além da sua monofuncionalidade original, foi-se decompondo.
Com habitações, um hospital, piscina e outros equipamentos de apoio, esta “american town” ocupou o território de um antigo povoado indígena, foi o núcleo e a frente avançada de um processo rápido de desmatamento. Apesar disso, Fordlandia fracassou nos seus objetivos iniciais e tornou-se uma ruína, ainda que ali permaneça um número residual de habitantes que resistem.
Vem isto a propósito de uma excelente sessão temática dedicada à Amazónia que aconteceu no final da tarde de domingo, ontem dia 26 de fevereiro, na Casa do Cinema de Coimbra.

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