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Ciclo Panahi: Irreverência sob Caução

Vivendo num regime totalitário e de forte religiosidade, Jafar Pahani tem sistematicamente sentido restrições à sua liberdade civil e artística. Jafar Panahi retrata o Irão contemporâneo de uma forma poética e metafórica, mas sempre com uma crítica sociopolítica adjacente, como facilmente encontramos em “Táxi” ou “3 Rostos”.

O cinema é o seu meio de expressão e de concretizar o seu direito à liberdade, mesmo quando a repressão política iraniana não o permite. Apesar das múltiplas vezes em que lhe foi retirada a liberdade, tanto pelas variadas condenações a penas de prisão, como pela proibição de fazer filmes, Panahi nunca parou e continuou a criar.

A proposta do ciclo de cinema dedicado a Jafar Panahi no contexto da Queima das Fitas tem como objetivo promover a reflexão sobre a liberdade de expressão, direitos humanos e justiça social, e estabelecer um paralelo entre a celebração simbólica da liberdade na Queima das Fitas e a luta pela liberdade artística e de expressão de Panahi.

A arte de Jafar Pahani é construída pelo desafio às normas e restrições impostas pelo governo iraniano, trazendo frequentemente nos seus  filmes temas como liberdade, direitos humanos e justiça social na sociedade do Irão. Contudo, o Irão é um país que cresceu da herança de várias civilizações que influenciaram cientificamente, culturalmente e politicamente o mundo. 

Tal como nós hoje vivemos em democracia, também o Irão foi governado em democracia. Assente nesta fragilidade, promovemos o cinema de Jafar Panahi no programa cultural da Queima das Fitas trazendo para primeiro plano a discussão e reflexão sobre questões relacionadas à liberdade e aos direitos humanos, explorando diferentes perspectivas e experiências, que nos dão a ver a precariedade da liberdade em várias partes do mundo.

A filmografia seleccionada para este ciclo é a seguinte: