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- Turno da Noite, uma das mostras paralelas do Festival Caminhos do Cinema Português, tem início a uma sexta-feira 13. Devemos, por isso, admitir que nunca um acaso do calendário nos pareceu fazer tanto sentido. É que entre o centro comercial abandonado de “Merry Christmas, Mr. Monster” (João Pais da Silva e André Rodrigues), os sonhos do cineasta que protagoniza “The Great Parody” (André Carvalho) e a jovem bastarda e pirómana de “Canção de Embalar” (João Pedro Frazão), Turno da Noite promete arrepiar até o espectador mais cético.
A XXVI Edição do Festival que celebra o “cinema português para todos” acaba de revelar os nomes dos primeiros jurados a integrar o painel de avaliadores deste ano. Três das cinco equipas de júris já estão completas e contam com vultos ligados ao jornalismo, à investigação académica e, claro, à sétima arte.
Um ciclo de cinema coprogramado pelo artista e a entrega do Prémio Ethos na Cerimónia de Abertura, a 16 de novembro, sábado, às 18h00, no Teatro da Cerca de São Bernardo.
Derrubam os cânones, desprendem-se das regras tradicionais e procuram uma nova linguagem cinematográfica em que o argumento dê lugar à sensação – são assim os 34 filmes em exibição na Seleção Outros Olhares, uma das três secções competitivas do Festival Caminhos do Cinema Português.
O festival Caminhos do Cinema Português, que decorre em Coimbra de 16 a 23 de novembro, celebra a sua 30.ª edição onde se destaca um panorama da produção cinematográfica do ano, sendo mais de metade das obras apresentadas em antestreia.
Podemos ainda não divulgar que filmes iremos exibir ou quem os irá avaliar em competição, mas uma coisa é certa: sabemos exatamente como queremos encerrar a XXVI Edição do Festival Caminhos do Cinema Português.
Como e com quem.
É por isso que contamos com os acordes dos The Twist Connection para uma Cerimónia de Encerramento bem diferente. Marcada para o final de tarde de 28 de novembro, no Teatro Académico de Gil Vicente, a sessão terá como mestres-de-cerimónia Carlos “Kaló” Mendes (bateria e voz), Samuel Silva (guitarra) e Sérgio Cardoso (baixo), que irão colocar cinema e rock’n’roll lado a lado no mesmo palco.
Há já mais de uma década que os projetores das salas de cinema das Galerias Avenida se apagaram. A respiração suspensa de quem assiste a um ‘thriller’ ou o suspiro contido no desfecho de um drama deram lugar a um profundo silêncio. Mas o sossego do Estúdio 2, no rés-do-chão do centro comercial conimbricense, vai ser interrompido pela XXVI Edição do Festival Caminhos do Cinema Português. Entre novembro e meados de dezembro, o Festival reativará a sala de espetáculo devoluta.
Nascido no seio de uma família de atores, recorda uma infância e adolescência passadas entre as cortinas do teatro, com as “pancadinhas de Molière” por som de fundo, e, talvez por isso, não hesite em estender também ao teatro o amor que já lhe conhecemos pela sétima arte. Se tivesse de definir o cinema português em três palavras, escolhia quatro: amor, identidade, morte e metamorfose. Falamos, claro, de Ivo M. Ferreira.
Caminhos apresentam uma oportunidade única para cineastas emergentes na Região Centro.








