Crónicas

Crónica do Festival – Parte I

Embora nos seus bastidores nunca se deixe de marcar passo, o Festival Caminhos do Cinema Português regressa aos trilhos públicos da ribalta, naquela que é a sua vigésima-quinta edição. Atingindo assim um quarto de século de existência, o evento presta-se mais uma vez à sua tarefa anual de apresentar ao público português um cardápio variado da 7ª arte nacional, não só celebrando o seu passado e presente mas também vislumbrando-se o futuro. Nesse intento evolutivo, há espaço para novidades, como é o caso da Secção “Outros Olhares” que, no seu segundo ano, é promovida à categoria de índole competitiva, à semelhança da Selecção Caminhos. Recorde-se pois o intento do Festival em premiar os filmes exibidos no final de cada edição, quer pela apreciação crítica do seu Júri, quer pela opinião apurada dos espectadores, manifesta pelo Prémio Chama Amarela.

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Pelos caminhos da censura: uma conversa sobre liberdade no cinema

Foi em torno do cruzamento entre liberdade, arte e políticas que se desenrolou o último painel da XXVI Edição do Festival Caminhos do Cinema Português. Com um especial interesse pela história do cinema português, os professores e investigadores Paulo Cunha e Tiago Baptista surgiram no ecrã pelas três horas da tarde para falar de censura no cinema, políticas de financiamento e liberdade.

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O Caminho do “eu” numa geração virtual

Para fechar a Seleção Ensaios, as novas tecnologias juntaram-se à solidão e ao conhecimento do “eu” às 17h30, na sala 6, dos Cinema NOS, no dia 1 de dezembro, propondo uma reflexão que a atualidade exige.

Sleepless Nights…” de Maria Teixeira, “Irony” de Radheya Jegatheva, “Bruma” de Sofia Cachim , “O Chapéu” de Alexandra Allen, “Him&Her” de Nathalie Lamb, “Homesick” de Hila Einy, Yoav Aluf, Noy Bar e Bezalel, “Zeitgeist” de Oleg Kauz, “A Sweet Story” de Moritz Biene, “Drowning”  de Pedro Harres e “Soulkeeper” de Théo Hoch foram as curtas que se reuniram no grande ecrã da sala de cinema. O controlo tecnológico, o medo do desconhecido e o desejo da aprovação social foram alguns dos temas centrais de uma tarde repleta de virtualidade.

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Última tarde da XXIV edição do Festival Caminhos

A última tarde do Festival Caminhos do Cinema Português começa com a sessão da Seleção Caminhos no Teatro Académico de Gil Vicente (TAGV). “Entre o Verão e o Outono” de Maria Francisca Pinto, “Sleepwalk” de Filipe Melo, “Quando Pudermos” de Miguel Cardoso Faria e “Segunda-Feira” de Sebastião Salgado foram as curta metragens exibidas e, de forma a encerrar a sessão, foi exibida a longa metragem “À Tarde” de Pedro Florêncio. Recetivos às questões do público, estiveram presentes Filipe Melo, realizador de “Sleepwalk”, e Rui Mendes, produtor de “À Tarde”.

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Entre a paixão e a cooperação cria-se o cinema Português

Na voz de quatro convidados debateu-se a importância de ir além da narrativa cinematográfica. O modo como os Conimbricenses vivem a oferta cultural da cidade deu o rumo final à conversa.

Discutir as mudanças na produção de cinema em Portugal foi a proposta apresentada por Sérgio Dias Branco, moderador da última MasterSession da XXIV edição dos Caminhos do Cinema Português com o tema “O valor de uma marca do/no Cinema Português” . O financiamento, o marketing e a cultura foram as temáticas abordadas ao longo da sessão do dia 30 de novembro.

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Antevisão 1 de Dezembro

No último dia do festival, as sessões não se esgotam. Da Seleção Caminhos, no Teatro Académico Gil Vicente, em Coimbra, ‘À Tarde’ (15H) de Pedro Florêncio retrata o olhar sobre a luz, gestos e sons a partir do interior de uma casa em Lisboa, numa tarde banal de primavera.

Irony’ (17H30) é um filme integrante da Seleção Ensaios – que vai ter lugar nos Cinemas NOS do Alma Shopping. Um filme que explora a relação entre o Homem e a tecnologia, do ponto de vista de um telefone. ‘Bruma’ (17H30) é outra produção da seleção que exibe uma jornada emocional. Alice, após a morte do Pai, tenta encontrar uma maneira de ultrapassar a fugacidade do tempo e confortar-se. Uma jornada de autoconhecimento de uma adolescente que está prestes a descobrir o mundo.

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Caminhos são palco de primeiras obras para realizadores

A XXIV edição do festival Caminhos do Cinema Português tem vindo a preencher as telas da cidade. Obras internacionais são exibidas, mas, sobretudo, são as produções nacionais o motivo de celebração. Além disso, esta foi a primeira vez que o festival contou com a presença de um ator internacional: Dominique Pinon. O ator francês fez parte do elenco de “Caminhos Magnétykos” do realizador Edgar Pêra.

Os realizadores são uma parte fulcral de cada produção cinematográfica. O maestro que gere todo o ritmo e sinfonia da orquestra. Os Caminhos são um festival que primam por ser inclusivos, trazendo novos cineastas para o panorama cinematográfico nacional. Como tal, Bruno Gascon, Justin Amorim, Miguel Nunes e Ana Moreira tiveram os seus projetos selecionados e exibidos ao público de Coimbra. O festival prima por ser uma montra para o cinema português e tentar cultivar o seu consumo e gosto no público

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A visão crua da sexualidade: histórias de amor e intimidade

Dia 30 de Novembro, às 21H45, o Teatro Académico Gil Vicente (TAGV) foi marcado por quatro sessões pintadas das cores do arco-íris. A comunidade LGBT+ foi refletida ao longo dos filmes, de forma a demonstrar a urgência da naturalização da sexualidade na sociedade. “Letters from Childhood” de José Magro, “Anjo” de Miguel Nunes, “Self Destructive Boys” de André Santos e Marco Leão e “Até que o porno nos separe…” de Jorge Pelicano foram os escolhidos para a sessão. Estes filmes apresentaram diferentes histórias de lutas internas sobre as relações humanas.

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Rami Al Rabih e Emmanuel Levy presentes na Seleção Ensaios

No dia 30 de novembro, o público pôde contar com mais uma Seleção Ensaios no cinema NOS, no Alma Shopping. O público ficou surpreendido e com desejo de mais minutos em cada curta-metragem. Estiveram em exibição diversas curtas metragens, como “Satán” de Carlos Tapia, “The Dance of Amal” de Rami Al Rabih, “No Sleeping” de Emmanuel Levy e “In Between Spaces” de Don Senoc.  Para além destes filmes estrangeiros, que vão desde as Filipinas à Polónia, foram também exibidos filmes de realizadores portugueses como “The Way of the Shaman Drum” de João Meirinhos e “Primeira Noite” de André Rodrigues.

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