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Crónica do Festival – Parte IX

Chegados à recta final deste quarto de século do Festival Caminhos do Cinema Português, celebra-se a variedade criativa das curtas da 7ª arte nacional.

Isto porque – exceptuando-se “Caminho de Casa” de Arlindo Orta, o cardápio deste último dia está repleto de curtas-metragens, entre as quais se assinala o regresso de Teresa Villaverde com “Où en êtes-vous, Teresa Villaverde?“, um documentário que pelo título poderia dar aparências de auto-biográfico.. mas, como a realizadora já nos habituou, trata-se somente de olhar pessoal não sobre a cineasta, mas sim sobre o Carnaval do Rio o desfile que a Escola da Mangueira fez em homenagem a Marielle Franco.

De facto, o formato curta denota-se como o mais popular de entre os autores cinematográficos de Portugal e os Caminhos deste ano não desmentem tal tendência. No entanto, aponta-se é um número menor de projectos de animação, embora o género se mantenha vivo com curtas como “Moulla” de Rui Cardoso, “O Peculiar Crime o Estranho Sr. Jacinto” de Bruno Caetano e “Les Extraordinaires Mésaventures de la Jeune Fille de Pierre” de Gabriel Abrantes. Esta última curta – que figurou na cerimónia de abertura – embora não seja totalmente de animação, envereda por uma mistura de animação computadorizada com imagem real, talvez um sinal de que os criadores de animação em Portugal estejam a preparar-se para abraçar as técnicas do CGI.

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Crescer com Cinema Português

Os “Caminhos Juniores”, inseridos na 25ª edição do Festival Caminhos do Cinema Português, têm como principal objetivo aproximar o público infantil, do pré-escolar e do 1º ciclo (das escolas de Coimbra), à 7ª Arte, tendo uma intervenção cívica e humana. A atividade irá decorrer no Teatro Académico Gil Vicente, entre os dias 25 a 29 de novembro.

Aqui, milhares de crianças tem a oportunidade de contactar, alguns pela primeira vez, com o cinema, numa sala própria, com uma tela gigante e som que percorre todo o ambiente. Toda a programação tem o intuito de transmitir a este público uma mensagem e uma aprendizagem feita de forma diferente.

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Selecionar e Programar

Encontramo-nos na reta final da seleção e programação da XXIV Edição do festival Caminhos do Cinema Português. Num ano com um extenso universo de 760 inscrições, foram mais de 370 horas de visionamento realizado pela equipa de programação. A partir de 1 de Outubro começarão a ser revelados os selecionados das seleções competitivas (Seleção Caminhos e Seleção Ensaios) e paralelas (Juniores, Juvenis, Seniores, Outros Olhares e Mundiais). Esta é a oportunidade do espetador conhecer a grande montra do melhor que foi produzido em Portugal (profissional e academicamente) e, simultaneamente, comparar com aquilo que é feito lá fora sob um prisma crítico e comparativo.

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Dia três do Caminhos Film Festival

O Caminhos Film Festival de 2015 é pleno de estreias. Depois de se ter inaugurado o Conservatório de Música e os Cinemas NOS do Fórum como espaços de exibição da mostra de cinema de Coimbra, domingo 29 de Novembro apresentou outra novidade, agora na programação do certame.

Mas comecemos pelo início. O terceiro dia de festival abriu às três da tarde com o regresso à casa habitual do Caminhos, o Teatro Académico de Gil Vicente. A animação Vigil, de Rita Cruchinho Neves foi o primeiro filme exibido, complementado com dois documentários. O primeiro, de Filipa Reis e João Miller Guerra, Fora da Vida, sobre a ociosidade não voluntária no Portugal de 2015 e por fim, a primeira de três obras exibidas este ano do cineasta Manuel Mozos. João Bénard da Costa: Outros Amarão as Coisas que Amei, não só uma homenagem ao próprio Cinema mas também ao homem que foi director da Cinemateca Portuguesa durante dezoito anos e também crítico, autor e leitor voraz e criativo.

Enquanto no TAGV se iniciava mais uma sessão da Selecção Caminhos, no auditório do Conservatório de Música de Coimbra (ACMC) ocorria mais uma estreia nesta edição do festival. Pela primeira vez um filme de produção exclusivamente internacional foi exibido numa sessão competitiva do festival Caminhos do Cinema Português. A abertura da Selecção Ensaios, proporcionou que ao filme Fast Food, do polaco Eryk Lenartowicz, coubesse a honra de encetar a abertura da porção internacional do festival. Fast Food retrata a vida monótona e repetitiva de Roberto, trabalhador num restaurante de comida rápida e a alterção que sofre o seu quotidiano quando um novo vizinho se apresenta no seu prédio. Também neste primeira sessão da Selecção Ensaios Internacionais foram exibidos os filmes How I was making a movie about my granny, de Anna Sinitskaya, Elevator, de Asan Djantaliev, Chhaya, de Debanjan Nandy, Echo, de Madhuri Ravishankar, No one at that place, de Seung Hyeob Kim e Come the Light, de Chao Koi-Wang. A abertura da Selecção Ensaios a obras internacionais teve como principal motivação a necessidade de recontextualizar o que é produzido nas escolas de cinema portuguesas e oferecer a oportunidade de descobrir novas e diferentes identidades ao público do festival.

O dia do Caminhos Film Festival continuou às 17h30 com mais uma sessão da Selecção Caminhos no TAGV e simultaneamente novo conjunto de Ensaios Internacionais no Conservatório. Às 21h30 apenas um filme foi exibido no Teatro Académico de Gil Vicente. Portugal, Um Dia de Cada Vez, de João Canijo e Anabela Moreira retrata o dia a dia da população cada vez mais idosa de Trás-os-Montes e Alto Douro, uma jornada por um quotidiano desertificado.

Um pouco mais tarde, às 21h45, nos cinemas NOS do Fórum Coimbra houve a oportunidade de rever alguns dos filmes mais marcantes do dia numa sessão condensada de várias das secções do festival.

O Caminhos Film Festival continua esta semana, segunda-feira já pelas dez da manhã com a abertura dos Caminhos Juniores aos alunos das escolas e infantários de Coimbra, numa iniciativa que tem construído o público do cinema português desde tenra idade.

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Segundo dia do Caminhos Cinema Português XXI

Depois de ontem o festival ter iniciado com abertura da Selecção Caminhos, hoje foi a vez de também a Selecção Caminhos Mundiais inaugurar as suas actividades no Museu da Ciência da Universidade de Coimbra. O país convidado da edição XXI do Caminhos é a Áustria e o que se tem produzido nesta sétima arte justifica a sua promoção junto do público do Caminhos.

O dia teve então início com os Caminhos Mundiais exibidos no Museu da Ciência às 15h, com as curtas High Tide, Maschin, Musik, Optical Sound, Das Begrassnis des Harald Kramer, Exterior Extended, Requiem for a Robot, Family Portrait, Metube: August Sings Carmen e Rote Flecken.

Em paralelo com a estreia deste ano da secção mundial continuou no Conservatório de Música de Coimbra a Selecção Caminhos. Às 15h foram exibidos a animação Especialidade da Casa, de Margarida Madeira e o Volume III da trilogia Mil e Uma Noites, de Miguel Gomes.

Já com a noite a cair numa tarde em que o sol de inverno ainda brilhou intensamente, às 17h30 foram exibidas as animações O Campo à Beira-Mar, de André Ruivo, Papel de Natal, de José Miguel Ribeiro, e o documentário AsTroianas, de Tiago Afonso.

Já também em exibição está também a exposição Os Anos d’Ouro do Cinema Português. No átrio do Conservatório de Música de Coimbra e na loja sita na Baixa de Coimbra, na rua Visconde da Luz nº 25 encontram-se vários exemplos de fotografias de produção, cartazes e outros elementos de memorabilia das décadas 30, 40 e 50. Com curadoria de Paulo Borges, a exposição recupera momentos essenciais da memória trazendo para a fisicalidade o que é cada vez mais digital.

A sessão das 21h30 continuou o festival novamente com a Selecção Caminhos no auditório do Conservatório de Música. Que dia é hoje?, do Colectivo Fotograma 24 de Montemor-o-Novo, e o super-herói  do fascismo encerrou a sessão. Capitão Falcão, de João Leitão, trouxe a comédia ao Caminhos Film Festival.

Enquanto no Conservatório se combatiam “comuninjas” e os Capitães de Abril, às 21:45 uma estreia ocorreu no Caminhos. Pela primeira vez os cinemas NOS do Forum Coimbra exibiram uma sessão do festival, com a inauguração a caber à selecção de reposições, a oportunidade alternativa para todos os públicos conseguirem recuperar o que não conseguiam assistir. A Lei da Gravidade, exibido na sessão de abertura do festival, e o Volume III de Mil e Uma Noites foram as obras escolhidas para a repetição em estreia nos cinemas NOS.

Ao final de cada sessão o público é incentivado a atribuir uma classificação às obras que acabou de ver. O filme, ou filmes, com melhor cotação da audiência será galardoado com o Prémio do Público atribuído na cerimónia de encerramento a decorrer no dia 4 de Dezembro no Teatro Académico de Gil Vicente.

Amanhã será precisamente ao Teatro Académico Gil Vicente que aporta a Selecção Caminhos, onde ficará até ao dia de encerramento do festival.

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Cinema de Animação no Pólo 2

Na recta final de preparação para a edição XXI do Caminhos Film Festival anunciamos uma nova oportunidade para o público de Coimbra ver o que de melhor foi exibido nas ultimas edições do festival na categoria de animação. Em colaboração com a Associação Olho de Vidro serão sete as curtas exibidas na próxima quinta-feira às 21horas no Centro Cultural Casa da Pedra, junto ao Pólo II.

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