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Vai ao Festival de Veneza com o 27 Times Cinema

Queres ir ao Festival de Veneza? És um apaixonado por cinema, entre os 18 e 25 anos, bom comunicador e fluente em inglês? Participa no 27 Times Cinema e torna-te no embaixador de Portugal no Júri da Giornati Degli Autori no Festival de Veneza! A Casa do Cinema de Coimbra junta-se à Europa Cinemas, Lux Award, Parlamento Europeu e Cineuropa para te dar a possibilidade de participares na 80º edição do festival! 

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Lugares que desaparecem, lugares que nos politizam

Por João Luís Fernandes
Clube de Cinema Caminhos · Fevereiro 2023
Um interessante diálogo entre a Geografia e a Arqueologia é a ideia dos lugares que definham e podem morrer. Habituados a estudar núcleos de povoamento que crescem, expandem-se e tornam-se sucessivamente mais complexos, é importante perceber que o sentido contrário também é possível.
Uns desaparecem em poucos dias porque se tornam repulsivos, como Pripyat (na Ucrânia) depois da explosão de um dos reatores da central nuclear de Chernobyl em 1986.
Outros vão perdendo centralidade e razão de ser. Tornam-se indifentes mas deixam marcas na paisagem, ou melhor, deixam uma paisagem de matéria, ruídos, vozes e memórias. Este foi o exemplo de Pyramiden, a cidade mineira soviética no arquipélago de Svalbard (Noruega). Porque estes lugares também falam, em 2012 uma banda dinamarquesa de rock experimental (Efterklang) recolheu, trabalhou e misturou os registos da paisagem sonora deste espaço abandonada e editou o álbum “The ghost of Piramida”.
Fordlândia, uma cidade-empresa de 1928 fundada por Henry Ford na Amazónia (nas margens do Rio Tapajós), não é propriamente um lugar-fantama mas tem uma trajetória de decadência e ruína.
O lugar nasce porque no início do século do automóvel era preciso recolher a matéria-prima (borracha) para os pneus. Por várias razões, o projeto não resultou e a cidade, sem vida para além da sua monofuncionalidade original, foi-se decompondo.
Com habitações, um hospital, piscina e outros equipamentos de apoio, esta “american town” ocupou o território de um antigo povoado indígena, foi o núcleo e a frente avançada de um processo rápido de desmatamento. Apesar disso, Fordlandia fracassou nos seus objetivos iniciais e tornou-se uma ruína, ainda que ali permaneça um número residual de habitantes que resistem.
Vem isto a propósito de uma excelente sessão temática dedicada à Amazónia que aconteceu no final da tarde de domingo, ontem dia 26 de fevereiro, na Casa do Cinema de Coimbra.

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Ciclo Horizonte — 02 a 28 março

Entre os dias 2 e 28 de março, a Casa do Cinema de Coimbra apresenta o ciclo Horizonte, integrado na XXV Semana Cultural da Universidade de Coimbra. Este ciclo une um conjunto de filmes que partem de quatro contextos distintos para pensar a relação do homem com os lugares, moldada pela guerra e as lutas sociais, sendo aqui representadas na óptica do cinema a partir da memória e experiências de cada comunidade. 

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Amadeo — Sessão Especial com Vicente Alves do Ó e Lúcia Moniz

Acompanhando a estreia de  “Amadeo”, Vicente Alves do Ó e Lúcia Moniz estarão presentes na sessão de sexta-feira, 27 janeiro às 21:30 na Casa do Cinema de Coimbra. Após a projeção desta longa-metragem, haverá conversa moderada pelo Prof. Osvaldo Silvestre.

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Sessão Especial de “Frágil” com Pedro Henrique

Estreia a 12 janeiro a primeira longa-metragem de Pedro Henrique – “Frágil”, um filme com veia musical que segue um grupo de amigos nas suas peripécias noturnas. A noite e o clubbing são por eles vividos enquanto últimos espaços de resistência a um mundo de obrigações e instituições.

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Sessão Especial de “Annie Ernaux – Os Anos Super 8”

Estreia a 15 de Novembro o documentário “Annie Ernaux: Os Anos Super 8” da autoria de Annie Ernaux, a mais recente Nobel da Literatura, e David Ernaux-Briot, seu filho. O filme parte do arquivo videográfico da família para revisitar uma história pessoal e familiar que se mistura com a História contemporânea no pós Maio de 68. 

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Programa!Ação – IV Mostra

A mostra Programa!ação, iniciada em 2019, dedica-se a promover a exibição comparatistas sobre diversas perspectivas do Cinema Português. Nesta 4.ª edição propomos uma visita ao longo da linha do tempo pela Região Centro tendo como ponto de partida a adaptação do romance de Carlos de Oliveira, “Uma Abelha na Chuva” por Fernando Lopes. Um filme que se propôs a responder a uma obsessão portuguesa “como filmar o que somos e como somos?”.  Uma resposta que invariavelmente depende dos lugares e das oportunidades existentes para a formação de cada indivíduo. Procurámos respostas na região centro com a programação que se realizará de 28 de Novembro a 27 de Dezembro na Casa do Cinema de Coimbra e Auditório Salgado Zenha. 

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Destaques de Outubro

Em Outubro, a Casa do Cinema de Coimbra apresenta a retrospectiva dedicada ao cineasta sueco Ruben Östlund, as aguardadas estreias dos últimos filmes de Michelangelo Frammartino, Bao Le, Acácio de Almeida e Marie Carré, Lucrecia Martel, e no final do mês recebe a Festa Mundial da Animação! Além da Festa vamos ter a presença de extensões de dois festivais nacionais, Curtas Vila do Conde e Doclisboa! O mês marca ainda o início da presença regular das sessões Cinema Bold criando-se uma rede de exibições exclusivas entre a Casa do Cinema de Coimbra, o Cinema Fernando Lopes e a Filmin! A restante programação será anunciada em caminhos.info/agenda

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28ª edição · De 5 a 19 novembro

O Festival Caminhos do Cinema Português regressa a Coimbra entre os dias 5 e 19 de novembro, com o melhor cinema feito no nosso país.

Após um intenso período de inscrições, que terminou no final de Julho, a organização está neste momento a trabalhar para anunciar os seleccionados a 15 de Outubro. Tendo-se recebido mais de 650 propostas de 49 países, o Cinema Português mostra que está pujante com 327 inscrições para esta 28.ª edição. Além de reflectir a confiança que os Caminhos adquiriram de toda a comunidade artística, estes resultados demonstram o crescimento e o reconhecimento da arte cinematográfica no nosso país. Uma qualidade reconhecida internacionalmente para o qual o público nacional começa a despertar.

A próxima edição dos Caminhos do Cinema Português promete ser uma montra do nosso cinema mas também um lugar de encontro entre os vários intervenientes, que ano após ano marcam presença no festival.

Mais informação em breve.

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