A sessão de abertura da 31.ª edição dos Caminhos do Cinema Português, que decorreu na noite de 15 de novembro na Sala Afonso Henriques, no Convento de São Francisco, confirmou uma vez mais a força do cinema nacional e a importância de manter vivas as salas, os públicos e os territórios que dão corpo ao setor. As entidades parceiras presentes sublinharam o papel único do festival, que este ano volta a ultrapassar fronteiras e a chegar a Lisboa, Mealhada e Penacova.
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Na sua XXVI Edição, os Caminhos do Cinema Português promovem pontos de encontro entre os temas da sala de cinema e aqueles que preenchem o nosso dia-a-dia. Nesse sentido, e porque queremos que todos nos possam acompanhar, dinamizamos um conjunto de conversas e painéis temáticos com recurso às redes sociais.
A promoção de um festival de cinema num contexto pandémico suscitou-nos várias questões ao longo do ano, às quais procuraremos dar resposta num conjunto de painéis sobre “Cinema em Tempos de Crise” e “Festivais de Cinema e os Novos Autores” e, porque neste clima tão frágil nos confinamos, também sobre a relação entre “Liberdade: A Arte e as Políticas”.
Esta segunda-feira, dia 16 de novembro, sugerimos-lhe que conheça “Nestor” (João Gonzalez), personagem com comportamentos obsessivo-compulsivos que tem um barco oscilante por casa. Propomos-lhe, igualmente, que descubra o que é que o Sr. Jaime de “MNEMOSYNE” (João Duque) recebeu pelo seu 63.º aniversário e que viaje até à capital lusa à boleia de “Silêncio: Vozes de Lisboa” (Judit Kalmár e Céline Coste Carlisle).
Entre debates e projeções, mestres e estreantes, erotismo e reflexão política, o dia 16 de novembro celebra o cinema português na sua diversidade plena. Um domingo de encontros, descobertas e diálogo — onde o cinema volta a ser o espaço onde o país se pensa e se projeta.
A TELA — Associação Nacional de Festivais de Cinema será apresentada publicamente no dia 16 de novembro, domingo, pelas 15h00, no Estúdio 1 das Galerias Avenida, em Coimbra, no âmbito do Festival Caminhos do Cinema Português.
Solveig Nordlund conquista o Prémio Outros Olhares com «Memórias do Teatro da Cornucópia»,
2025-11-15Na secção Outros Olhares, dedicada a obras que estabelecem pontes entre o cinema e outras disciplinas artísticas, desafiando e expandindo os limites da linguagem cinematográfica, o júri composto por Carolina Dias, Joaquim Pedro Pinheiro e Leonor Teles distinguiu o filme Memórias do Teatro da Cornucópia, de Solveig Nordlund, com o Prémio «CISION – Outros Olhares».
O reconhecimento internacional dos Caminhos do Cinema Português voltou a ser reforçado com a atribuição do Prémio FIPRESCI à longa-metragem «As Estações», de Maureen Fazendeiro, decisão tomada pelo júri internacional composto por José Teodoro (Canadá), Michael Ranze (Alemanha) e Yasmine Bouchfar (Marrocos).
A história que não se conta de D. Beatriz de Portugal é uma distinção que sublinha a forte presença temática feminina nesta edição do Festival.
O Prémio Universidade de Coimbra para Melhor Filme da Seleção Ensaios foi atribuído pelo Júri Universitário, constituído por Ana Miguel Regedor, Maja Kupczyk e Tomás Clemente Travelho, ao filme «The Good Woman», de Masha Mollenhauer (Hamburg Media School)












