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Filmar o território e a memória: Casa do Cinema de Coimbra recebe sessão especial de curtas da Rua Escura

Três curtas-metragens da cooperativa cinematográfica Rua Escura são exibidas na Casa do Cinema de Coimbra no sábado, dia 10 de maio, às 17h: Quando a Terra Foge, de Frederico Lobo, Campos Belos, de David Ferreira, e Tanganhom, de Vítor Covelo. A sessão conta com a presença de realizadores e representantes da produtora.

“Entre o nevoeiro, num pleno labirinto do tempo, onde máquinas sondam as profundezas geológicas da montanha, um pastor vai em busca de uma vaca tresmalhada e a infância encontra o seu regresso. A Serra transforma-se, o ciclo continua”, resume a sinopse de Quando a Terra Foge, realizada por Frederico Lobo, cofundador da Rua Escura. Em coprodução com a Terratreme, a obra entrelaça o ciclo natural da serra com a presença intrusiva da mineração, refletindo sobre a transformação do território e a memória coletiva. A curta estreou mundialmente na Quinzena dos Cineastas do último Festival de Cannes e regressa agora a Coimbra, após ser apresentada na XXX edição dos Caminhos do Cinema Português

Baseado na vida do realizador, Campos Belos (2023) segue três personagens numa vila fabril em Vale do Ave, norte de Portugal. Ao revelar a natureza cíclica do quotidiano local, que gravita em torno de uma fábrica, o filme venceu o Prémio Novíssimos do IndieLisboa, dedicado ao trabalho de jovens cineastas com espírito de experimentação. A seguir as exibições, David Ferreira marca presença na Casa do Cinema de Coimbra para partilhar o seu processo criativo e como a sua experiência como operário fabril inspirou a narrativa.

Vítor Covelo, realizador de Tanganhom (2023), também participa na conversa após a sessão. Parte do exercício final do curso de cinema em película 16 mm “A Nebulosa”, promovido pela Rua Escura, a curta é uma homenagem às tradições orais da aldeia de Parada do Monte, em Melgaço, e explora “a memória de um encontro fortuito na fronteira entre o real e o imaginado” transmitida de geração em geração, lê-se na sinopse.

Além dos realizadores, a Casa do Cinema de Coimbra também acolhe, às 17h de sábado, dia 10 de maio, André Gil Mata e Micaela Altamirano, membros da cooperativa sediada no Porto, que aprofundam a discussão com o público sobre as singularidades da produção de cinema independente em Portugal.

Celebrando o quarto aniversário da Casa do Cinema de Coimbra, em todas as sessões de 8 a 14 de maio os bilhetes pontuais normais têm o custo de apenas 3,5 €, disponíveis para compra em casacinemacoimbra.bol.pt e no local, 30 minutos antes de cada exibição. A entrada para os sócios mantém o valor de 2 €.


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