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Crónica do Festival – Parte VI

O final do dia de ontem permitiu um dos maiores voltefaces do Caminhos deste ano. Por motivos alheios à organização do Festival, o filme “Serpentário“, de Carlos Conceição foi retirado do cartaz e da competição. Em substituição, foi exibido o filme “Mutant Blast“, uma paródia de z***ies co-produzido pela norte-americana Troma que homenageia os inícios cartoonescos de Peter Jackson. Tendo já figurado na sessão Turno da Noite no sábado passado, a longa-metragem de Fernando Alle é assim promovida ao horário de destaque e ao estrato competitivo do Caminhos. Teve igualmente a honra de ser precedida pela curta “Invisível Herói” de Cristèle Alves Meira, que marcou presença no TAGV juntamente com o protagonista Duarte Pina para uma sessão de conversa com o público que se revelou calorosa e intimista.

Cristéle Alves Meira e Duarte Pina

Nesse tópico, realçando precisamente tal teor de comunicação entre realizadores e espectadores que o Caminhos incentiva, recorde-se que iniciam-se hoje, decorrendo até sexta, as MasterSessions “O Meu Cinema”, às 18h na Sala do Carvão, Casa das Caldeiras. Neste espaço de diálogo moderado por Sérgio Dias Branco, estarão presentes os cineastas Tiago Afonso (dia 27) e João Maia (dia 28) e Paulo Carneiro (dia 29).

Já quanto a filmes, o programa de hoje resume-se a poucas palavras singulares, pelo menos no que toca a títulos de longas-metragens com grande conteúdo. Teremos duas estreias na ficção, “Gabriel” de Nuno Bernardo e “Alva” de Ico Costa. A finalizar na sessão da noite será exibido “Campo“, um ensaio sobre a relação entre o homem e o meio natural filmado no campo de tiro de Alcochete, um dos maiores campos militares da Europa. De realçar que este novo documentário de Tiago Hespanha já foi destacado em festivais como o Cinema du Réel em França (onde estreou) ou o IndieLisboa (onde arrecadou o Prémio Melhor Realização). A acompanhar tais longas teremos as curtas “Moscatro” de Patrícia Maciel, “18” de Rui Esperança, “Tio Tomás, A Contabilidade dos Dias” de Regina Pessoa e “Lá Fora as Laranjas Estão a Nascer” de Nevena Desivojevic.

Pedro Nora