A Casa do Cinema de Coimbra e o Auditório Salgado Zenha convidam-no para uma viagem única pelo universo de David Lynch. A partir de janeiro apresentamos uma programação especialmente pensada para descobrir – ou redescobrir – a obra deste realizador incontornável.
Mais do que uma simples retrospetiva, este ciclo foi concebido como um percurso guiado pela obra de Lynch.
Um guia cinematográfico pelo universo de um dos mais singulares realizadores do cinema contemporâneo
A Casa do Cinema de Coimbra e o Auditório Salgado Zenha convidam-no para uma viagem única pelo universo de David Lynch. A partir de janeiro apresentamos uma programação especialmente pensada para descobrir – ou redescobrir – a obra deste realizador incontornável.
Mais do que uma simples retrospetiva, este ciclo foi concebido como um percurso guiado pela obra de Lynch. Tal como um professor que estrutura as suas aulas do mais acessível ao mais complexo, começamos com “Mulholland Drive” (2001), filme que, apesar da sua complexidade aparente, reúne todos os elementos que fazem de Lynch um realizador único. Premiado em Cannes com o galardão de Melhor Realização, este filme funciona como um fascinante mapa para o território que vamos explorar.
Depois de compreendermos o estilo Lynch no seu apogeu, recuamos até “Eraserhead” (1977) para descobrir como nasceu esta linguagem cinematográfica tão particular. É como visitar o laboratório onde foram criadas as primeiras experiências com som, imagem e narrativa que viriam a definir todo o seu cinema.
Com “O Homem Elefante” (1989), observamos como Lynch conseguiu adaptar a sua visão única às exigências de Hollywood sem perder a sua identidade artística. “Uma História Simples” (1999) surge como um momento surpreendente de aparente simplicidade narrativa, revelando novas facetas do realizador.
“Lost Highway” (1997) e “Twin Peaks: Os Últimos Dias de Laura Palmer” (1992) representam Lynch no seu elemento mais natural – as narrativas labirínticas e os mistérios insondáveis que definem o seu estilo mais reconhecível.
O percurso culmina com “Inland Empire” (2006), obra radical que representa o ponto mais experimental da sua carreira. Chegados aqui, já equipados com as ferramentas necessárias para navegar o universo lynchiano, poderemos apreciar plenamente esta obra desafiante.
Ao longo deste ciclo será possível examinar como Lynch desenvolveu uma linguagem cinematográfica singular que, paradoxalmente, se tornou mais experimental à medida que a sua influência no cinema contemporâneo se consolidava.
A programação é atualizada em caminhos.info/agenda
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