Programação

vlcsnap-00001.png

SOBRE OLIVEIRA & BOTELHO

Manoel de Oliveira tem sido considerado pelos seus pares como um dos grandes Mestres do cinema. Aos seus 73, como jeito de registo cinematográfico da dor, memoriza a sua casa, o abandono do material e a perda da estabilidade para um novo ponto de partida existencial. Apesar de parecer algo totalmente nefasto se olhado superficialmente, representou um marco na sua carreira, a influência da busca pelo real que pode ser ficcionado, a referência e amor pela arte de forma transversal (não são raras as referências a Agustina, por exemplo) expressa pela película.

saber mais

Photo-2-stillkako2.jpg

Apontamentos da Selecção Caminhos II

Há uns anos quando Kiarostami nos mostrou o público de Shirin, ficámos com uma visão diferente daquilo que era cinema e espectador, do que era a catarse e o sentimento expresso na face daquele que se isola acompanhado na sala de projecção. André Gil da Mata consegue ir mais longe, indo até à sala de projecção mostrando-nos Sena e o seu quotidiano de projecionista jugoslava, com o amor pelo cinema e pela memória colectiva da arte cinematográfica com o pretexto e metáfora de Eva Ras.

saber mais

Photo-1-Captura_de_ecra_2016-05-5_as_01.27.18.jpg

Apontamentos da Selecção Caminhos

A XXII Edição dos Caminhos já se encontra a meio e muito do melhor do nosso cinema já foi projectado em grande tela. A gala de abertura, no Mosteiro Santa Clara-a-Nova, foi composta por um crescendo cinematográfico. O cinema é feito, idealmente, para muitos. Variados são os espectadores e os seus gostos, tendo a sessão de abertura representado uma mostra da possibilidade de criação de filmes: um formato académico, de animação e de grande produção.

saber mais

IMG_0292-e1479645612462.jpg

Discurso de Abertura

Encontramo-nos na abertura da XXII Edição do Festival Caminhos do Cinema Português, este ano no Mosteiro de Santa Clara a Nova, como marca da união entre o nosso festival e a história cultural da cidade de Coimbra.

Apesar de todas as dificuldades que sempre marcam a organização de um evento como este, foi conseguida inaugurar mais uma edição graças ao constante apoio da nossa organização e parceiros.

saber mais

fotografias-web.jpg

Retratos do Cinema Português

O festival Caminhos do Cinema Português e a Academia Portuguesa de Cinema apresentam a exposição “Retratos da Academia Portuguesa”, que poderá ser vista em todos os espaços de projecção do festival. A mostra fotográfica irá ser em Coimbra (Teatro Académico Gil Vicente) e em Leiria (Teatro Miguel Franco e Teatro José Lúcio da Silva), entre os dias 19 e 26 de Novembro.

saber mais

15086241_1306982529326222_1596562771_n.jpg

Caminhos do Cinema Português – Sessões Juvenis

O cinema tem um importante papel na instrução cultural do seu espectador. Existem filmes que, devido à sua ligeireza temática e técnica, servem meramente para entreter quem o vê, fazendo esquecer, não pensar, não conhecer. Nesta programação especial para o público juvenil, foram seleccionadas obras que graças ao seu argumento e harmonia estética despertam a contemplação ao interior e ao meio, agindo como instrumento de inspiração e reflexão para todos os jovens que irão assistir às sessões. Por o cinema fazer crescer e cogitar, é premente a sua divulgação junto dos mais novos.

saber mais

SÉNIORES2016.11.12-21.37.11-1.jpg

Caminhos Seniores

Os Caminhos do Cinema Português conscientes de que, nos dias de hoje, é cada vez mais difícil encontrar iniciativas em que este segmento da população possa participar, apresentam a secção paralela “Caminhos Séniores”. Acreditamos que esta iniciativa é uma mais-valia para o festival que, para além de uma componente cultural, também tem um papel importante de cariz social e de integração na sociedade.

saber mais

mundiais.jpg

Apresentação dos Caminhos Mundiais

Ainda que evitando uma abordagem política, todos podem reconhecer uma vasta e rica personalidade na cultura espanhola, desde Madrid à Galiza, na Catalunha, ou no País Basco e Andaluzia. Cada região tem as suas próprias idiossincrasias e ultimamente, na Catalunha, tem emergido um grande movimento popular que está a dar passos no que concerne à sua separação do Estado Espanhol. A emergência deste movimento deve-se a inúmeros fatores; a crise, a política, desavenças económicas e sociais entre o governo catalão e o governo central espanhol, etc., e no entanto tem vindo a redescobrir contextos históricos, culturais e linguísticos que hoje, mais do que nunca, se entranham nos discursos alheios.

saber mais

Sel-Ensaios-01-1.jpg

Apresentação da Selecção Ensaios

A maioria dos realizadores percorre um caminho de formação constante, que o capacita com as ferramentas adequadas a uma melhor expressão artística daquilo que em cada geração seja considerado cinema. O nosso Festival segue o mote de ser uma montra do cinema português, não querendo assim colocar de lado as obras desenvolvidas em contexto de formação. Torna-se interessante ver o fluxo de realizadores que inicia a sua obra na Selecção Ensaios e que em muitos casos são imediatamente apontados como futuras referências cinematográficas nacionais e internacionais.

Programar a Selecção Ensaios é sentir o sangue jovem que sempre pautou o cinema, é ser confrontado com técnicas diferentes, ideias vanguardistas e até conhecer novos actores. Para aquele que estuda cinema, assistir às sessões da Selecção Ensaios dar-lhe-á aquele alento necessário, aquele sentimento de que é possível e exequível fazer bom cinema. Para o espectador e cinéfilo em geral, estas sessões representarão o aceder a mentes de jovens criadores, dando-lhes uma real noção dos valores e ideias que pautam actualmente este movimento artístico português e internacional. É a oportunidade única de ver a semente que germina, as primeiras obras, as novas formas de olhar o cinema e o mundo.

saber mais

sel-caminosArtboard-1.jpg

Apresentação da Seleção Caminhos

Todos os anos nos são apresentados novos tipos de desafios aquando da selecção e programação do cinema criado no nosso país. Mesmo recebendo apenas aquelas obras que foram produzidas depois da nossa última edição, vemos que anualmente o fluxo de inscrições tem sido constante e muito diverso.

Apesar de acreditarmos que nem tudo o que se mexe em ecrã deva ser considerado cinema, todas as inscrições são colocadas ao mesmo nível de análise, desprendendo-nos de critérios formais (como o autor ou a produtora) e ansiando pela criação de momentos cinematográficos em sala. Esses momentos vêm de fora para dentro, pois tudo dentro de nós é movimento que – devidamente inspirado – nos leva a escapar os limites físicos desta realidade, criando o filme uma nova foprma de existir que, como é interior, é só nossa.

saber mais

aaaaa.jpg

Crónicas da Programação – VI

Se tivéssemos a capacidade de observar de fora o interior da intimidade das habitações, descobriríamos com exactidão a verdade. No interior dessas casas, essa verdade surgiria despida de máscaras exigidas pela sociedade, tendo a capacidade de mostrar seres por inteiro, independentemente do que isso implique. Hoje no TAGV mostra-se cinema íntimo e real, revela-se essa capacidade de entrar em casas documentadas e ficcionadas, fazendo-nos perder no caminho do meio que serpenteia ambos os géneros cinematográficos.

saber mais

311c7a56-c7fd-446e-b1ea-4011bc5126f1.jpg

Crónicas da Programação – V

O início da fase adulta implica por vezes um desmembramento da criança e do adolescente que residem dentro daquele que cresce. Idealmente feito de forma paulatina, na prática acaba por ser um salto inesperado. O bom cinema, seja ficcional ou documental, tem a capacidade de registar e mostrar – se o seu criador assim o entender – essa transferência de consciência entre a criança e o recém-adulto, que são o mesmo.

saber mais

unnamed3.jpg

Crónicas da Programação – IV

Afirma-se consecutivamente que tempo não é intensidade. Nem sempre existe a carência de prolongar a duração de uma obra, quando o seu intento se acha suficientemente satisfatório em alguns minutos. Hoje o TAGV terá as suas sessões dedicadas principalmente a curtas, levando o espectador a percorrer caminhos de expressividade totalmente distintos.

saber mais

IMG_7079.jpg

Crónicas da Programação – III

Ver cinema faz-nos entrar numa outra realidade, tão palpável quanto a física. É trazer para este mundo o conhecimento apreendido em tela, continuando a dar vida ao filme mesmo depois deste ser visionado.

saber mais

771183ca-00ff-4e73-b937-d8a590f89aec.jpg

Crónicas da Programação – II

Conseguimos extrair, através da análise dos filmes produzidos em certa época, o estado actual das coisas. O cinema português pode funcionar como um género de manifesto cultural contra as coisas nefastas da situação estagnada do nosso país.

saber mais