A Casa do Cinema de Coimbra promove, no domingo, 9 de fevereiro, às 18h20, uma sessão especial do filme «Nome», do realizador guineense Sana N’Nhada. A exibição contará com os comentários do académico, ativista e investigador Sumaila Jaló, do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, de modo a proporcionar uma reflexão aprofundada sobre a obra, que revisita a memória da Guerra Colonial Portuguesa na Guiné-Bissau.
A Casa do Cinema de Coimbra promove, no domingo, 9 de fevereiro, às 18h20, uma sessão especial do filme «Nome», do realizador guineense Sana N’Nhada. A exibição contará com os comentários do académico, ativista e investigador Sumaila Jaló, do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, de modo a proporcionar uma reflexão aprofundada sobre a obra, que revisita a memória da Guerra Colonial Portuguesa na Guiné-Bissau.
A longa-metragem teve estreia mundial no Festival de Cannes e é apresentada em exclusivo na Casa do Cinema de Coimbra esta semana. O filme transporta-nos para 1969 e acompanha a história de Nome, o protagonista, que vive o quotidiano da aldeia, entre o amor pela mãe e a paixão por Nambu, antes de se juntar às guerrilhas do PAIGC (Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde) para combater o exército português.
«Nome» define-se como uma abordagem poética e ficcional que traz imagens de arquivo da época, originalmente documentadas por Na N’Hada e os seus camaradas. “Será que é esta a Guiné-Bissau pela qual lutámos?” é a pergunta que guia a narrativa e convida o espetador para refletir sobre o legado da independência do país.
O realizador Sana N’Nhada (1950, Enxalé – Guiné-Bissau) é pioneiro do cinema bissau-guineense. Entre 1967 e 1973, formou-se no Instituto de Artes e Indústrias Cinematográficas de Cuba, integrando um grupo de jovens enviados por Amílcar Cabral e pelo PAIGC com a missão de aprender cinema para documentar a guerra travada com Portugal. Em setembro de 1973, registou um dos momentos mais marcantes da história do país: a proclamação do Estado da Guiné-Bissau.

Cofundador e diretor do Instituto Nacional de Cinema e Audiovisual da Guiné-Bissau (INCA) até 1999, o seu cinema reflete sobre a memória da ocupação portuguesa, as lutas pela independência e a destruição das sociedades tradicionais, enraizadas numa relação harmoniosa entre a humanidade e a natureza.
Sumaila Jaló é estudante de Doutoramento em Discursos: Cultura, História e Sociedade e investigador interessado em questões da educação, história e cultura da Guiné-Bissau e países africanos de língua oficial portuguesa. No domingo, 9 de fevereiro, estará presente na sessão especial de «Nome», às 18h20, na Casa do Cinema de Coimbra, para analisar a obra e discutir as temáticas com o público presente.
Os bilhetes, com um custo de 6 €, estão disponíveis em caminhos.info/casa ou http://casacinemacoimbra.bol.pt e no local, 30 minutos antes de cada sessão. Na bilheteira estão disponíveis bilhetes com descontos (5 €) e a entrada para os sócios da Casa do Cinema de Coimbra tem o valor de 2 €.

A partir de hoje, a longa-metragem tem exibições diárias na Casa do Cinema de Coimbra (CCC) e no Auditório Salgado Zenha (ASZ):
- 06 fev (QUI) | 16h45 – CCC
- 07 fev (SEX) | 14h30 – CCC
- 08 fev (SÁB) | 14h30 – CCC
- 09 fev (DOM) | 18h20 – CCC: Sessão especial comentada por Sumaila Jaló
- 10 fev (SEG) | 12h30 – ASZ || 17h – CCC
- 11 fev (TER) | 14h30 – CCC
- 12 fev (QUA) | 17h – CCC
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