TIC TAC TIC TEC TIC PLIM!

Já passaram 13 das 31 etapas desde a ideia até ao filme promovidas pelo curso Cinemalogia, tendo os alunos a oportunidade de aprender parte do universo de disciplinas que compõem a arte de fazer cinema. Da produção à escrita, incluindo os processos de caracterização dos espaços e intervenientes e os mecanismos de registo do som e a imagem, os formandos preparam-se agora para o primeiro confronto com a materialização física das personagens construídas num horizonte artificial. É no módulo de Direção de Actores e Casting, orientado pelo realizador Nuno Rocha, que se definirão as caras desta nova curta-metragem.

A definição da colocação e do movimento dos atores no espaço em função da iluminação, dos “decores” e do enquadramento do plano e dos movimentos de câmara, constituem, para além da representação propriamente dita, uma das tarefas fundamentais da Direção de Atores. Neste módulo, ver-se-á como a colocação e o movimento dos atores podem ser utilizados em conjunto com aqueles restantes elementos da “mise-en-scène”, a representação de ideias e sentimentos, os enquadramentos e os movimentos de câmara, para fins artísticos.

A inscrição é possível nesta ligação, custando 55€ para associados, cineclubistas e estudantes da Universidade de Coimbra e Universidade Aberta, 70€ para estudantes de outras instituições e 130€ para o público em geral.

Nesta etapa pretende-se perceber e escolher quais os melhores intérpretes, oriundos do casting aberto, para as diferentes personagens do filme a produzir. Cada formando irá realizar uma análise do guião, personagens e actores e em conjunto com o formador, através de técnicas de direção de actores, avaliar e definir os actores para cada personagem do filme.

Para um realizador, saber trabalhar com atores resulta do equilíbrio de todas as decisões que ele mesmo toma a partir do momento em que tem o argumento do seu filme sob seu inteiro domínio. Isto é, o trabalho de actores resulta da compreensão global do projecto fílmico, colocando o trabalho de direção de actores em prol do filme que vai fazer e o que se pretende que as personagens façam com as suas vidas. Mais do que moldar um actor ou uma actriz, será importante para o realizador, sobretudo, saber escolher, saber decidir e saber dirigir.

Para guiar os formandos por este caminho de criação contamos com a ajuda de Nuno Rocha, realizador de títulos reconhecidos por vários festivais internacionais, como “Vicky and Sam” ou 3×3, e ainda a sua primeira longa-metragem “A Mãe é que Sabe”. Continuaremos depois para a produção efectiva de Horizonte Artificial com os módulos de “Direção de Produção 2 (16h)”, “Direção de Som 2 (8h)”, “Direção de Fotografia 2 (16h)” e “Realização (40h)” com a coordenação de Sebastião Salgado, Lee Fuzeta, Emídio Buchinho, Tiago Santos, Martim Santos e Margarida Augusto.

As inscrições são possíveis tanto em cada módulo como no conjunto global oferecido pelo curso de cinema na ligação www.caminhos.info/inscricao.