Próximas Sessões


  • A Festa (Thomas Vinterberg, Drama, Comédia, 106′, 1998)
  • Uma Separação (Asghar Farhadi, Drama, 117′, 2011)
  • Shoplifters: Uma Família de Pequenos Ladrões (Hirokazu Kore-eda, Drama, 121′, 2018)
  • O Dia da Revelação (Steven Spielberg, Ficção Científica, 145′, 2026)
  • Dois Procuradores (Sergei Loznitsa, Drama, 118′, 2025)
  • Acreditamos em Ti (Arnaud Dufeys, Charlotte Devillers, Drama, 78′, 2025)

Notícias

  • 20 Anos: Balas & Bolinhos 2 – O Regresso

    A 12 de Dezembro de 2013 integrado no Ciclo “20 Anos de Cinema Português” será exibido,pelas 22 horas, “Balas e Bolinhos 2 – O Regresso” de Luís Ismael. A projecção ocorrerá no Mini-Auditório Salgado Zenha. Entrada Livre.

    Luís Ismael

    Luís Miguel da Rocha Ferreira nasceu no Porto. O seu nome artístico, Luís Ismael, é uma homenagem ao seu pai.

    Filmografia

    2001: Balas & Bolinhos
    2004: Balas & Bolinhos – O Regresso
    2009: Consequências
    2012: Balas & Bolinhos – O Último Capítulo

    Festivais & Prémios

    – XII Caminhos do Cinema Português

    Intérpretes

    Pedro Carvalho
    João Carvalho
    J.D. Duarte
    Luís Ismael
    Jorge Neto
    Angelito Pereira
    João Pires
    Aurélio Queirós
    Fernando Rocha
    Rosário Sousa

    BALAS & BOLINHOS 2 — O REGRESSO

    2004, 98′

    Os cromos estão de volta! Rato está com problemas de dinheiro. Culatra anda sem dinheiro e com problemas. Um dia descobrem a solução para todos os seus males… roubar o mapa de um tesouro. O que despoleta novamente uma série de confusões… É preciso reunir o grupo, mas falta um líder. Tone está de regresso para comandar a legião dos “duros”. Contra tudo e contra todos, Tone, Culatra e Bino encabeçam aquela que será, sem dúvida, a maior aventura do cinema português. Um filme irreverente e ousado, com diálogos e situações hilariantes, sequela de “Balas & Bolinhos”. Contado… ninguém acredita!

    Ficha Técnica

    Realização
    Luís Ismael

    Argumento
    Luís Ismael

    Fotografia
    Bruno Carvalho

    Música
    Vítor Silva

    Montagem
    Luís Ismael
    Bruno Carvalho

    Produtor
    J.D. Duarte

    Produção
    AACV

    Uma co-produção
    Lightbox Filmes

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  • 20 Anos: As Bodas de Deus

    A 5 de Dezembro de 2013 integrado no Ciclo “20 Anos de Cinema Português”   será exibido,pelas 22 horas, “As Bodas de Deus” de João César Monteiro. A projecção ocorrerá no Mini-Auditório Salgado Zenha. Entrada Livre.

    JOÃO CÉSAR MONTEIRO

    Nascido na Figueira da Foz (1939), é uma das figuras mais relevantes do cinema português. Controverso e original como a sua obra, introduz nas suas primeiras obras o conceito de “antropologia visual”. Os seus filmes únicos ganharam um protagonismo internacional, tendo participado regularmente nos grandes festivais europeus. A trilogia do personagem João de Deus é talvez o mais consensual dos seus trabalhos – tendo o primeiro filme, Recordações da Casa Amarela, sido agraciado com o Leão de Prata do Festival de Veneza. A prestigiada revista Cahier du Cinema selecionou os outros dois filmes, A Comédia de Deus e As Bodas de Deus, entre os melhores 10 de 1996 e 1999, respectivamente.

    Festivais & Prémios

    – Mar del Plata Film Festival (Prémio Ombu de Oro)
    – Festival de Cannes

    Intérpretes

    Rita Durão
    Joana de Deus

    João César Monteiro
    João de Deus

    Joana Azevedo
    Elena Gombrowicz

    José Airosa
    Omar Raschid

    Manuela de Freitas
    Madre Bernarda

    Luís Miguel Cintra
    Enviado de Deus

    Ana Velazquez
    Leonor

    José Mora Ramos
    O Inspector Pantaleão

    Fernando Mora Ramos
    O Psiquiatra

    Fernando Heitor
    O Mordomo Vasconcelos

    João Listz
    Sparafucile

    Jean Douchet
    Bardamu

    AS BODAS DE DEUS

    1998, 150′

    Tudo parece perdido.

    É então que num velho parque solitário e gelado, duas sombras se encontram: a de Deus e a de um Enviado de Deus.

    O Enviado de Deus dá ao vadio (estado provisório do pobre João de Deus) uma mala cheia de dinheiro. Missão cumprida, o Enviado vai à vida. Debaixo da árvore à beira do lago, João conta as pápulas. A água silente do lago é perturbada pela queda de um corpo. Ouvido o que se passou, vai João ver o que se passa. A jovem Joana está prestes a afogar-se. João atira-se à água retira Joana. Ministrados os primeiros e tão prontos socorros, João transporta a inanimada para um convento de freiras. Que confiança! Que aventurança!

    Volta ao parque para recuperar o dinheiro contido na mala. Felizmente, aquela hora do dia, os viandantes não viandam.

    Rico como Cresus, João regressa ao convento para se inteirar do estado de saúde de Joana e para, graças à sua esplêndida situação financeira, melhorar a vida do convento e a vida de Joana.

    Esta serve numa creche aberta pela paróquia da aldeia, meu velho Couperin. Na boa companhia da madre Bernarda, a superiora do convento, João de Deus almoça com a madre Bernarda: cozido à portuguesa, tintamente regado.

    Após a santa ingestão, conversação com Joana à beira-mar. João de Deus encontra uma romã na areia. Corta a romã irmamente e oferece a Joana uma das metades. Longo silêncio. É tudo.

    Pousada de Santa Isabel em Estremoz. No quarto de João de Deus, tornado Barão de Deus, uma jovem malabarista exercita-se sem amor com três laranjas. Tanto pior!

    Na cozinha do hotel, o Barão ajuda o velho pasteleiro a inscrever uma palavra gentil num bolo especialmente concebido para uma misteriosa Princesa que passa por ser o grande amor do Príncipe Omar Raschid, magnate do petróleo e jogador inveterado.

    Omar Raschid e João de Deus encontram-se no bar do hotel e ficam amigos. Decidem jogar uma partida de poker no palácio da quinta do Paraíso, uma propriedade adquirida por João de Deus nos arredores de Lisboa. Omar Raschid chega ao palácio, acompanhado pela Princesa, a bela lena Gombrowciz, presumivelmente de origem polaca.

    Disputada a partida de poker, Omar Raschid perde uma soma importante. É então que Elena manifesta o desejo de ser tirada à sorte. João de Deus ganha a Princesa e Omar Raschid, tendo o seu fatal destino traçado, despede-se do amor e da vida. Bom repouso.

    Com o duplo propósito de divertir a Princesa e de perturbar a paz do podre do país, o Barão de Deus aproveita uma récita de “La Traviata” de Verdi, no teatro de São Carlos, para lhe conferir uma dimensão orgíaca, com ressonâncias fortemente libertárias.

    Depois de tão intensas emoções é desumano que o acto nupcial entre Barão e a Princesa não chegue a consumar-se: João confessa a Elena onde guarda o dinheiro e, exausto, adormece entre os seus seios. Erro fatal. Horror, horror!

    João de Deus acorda pela manhã com bestiais apetites. Demasiado tarde. Descobre que Elena desapareceu, levando todo o seu dinheiro e, pior do que isso, sem deixar pentelho. Como uma desgraça nunca vem só, uma patrulha da Guarda Republicana, coadjuvada por uma acirrada matilha de pastores alemães, vasculha a pente fino a propriedade e, num picadeiro, desencanta um verdadeiro arsenal de guerra.

    João de Deus, evidentemente suspeito, é algemado e conduzido sob escolta, até um gabinete da Polícia Judiciária, onde é submetido a um interrogatório. É enclausurado em regime de prisão preventiva num ailo psiquiátrico que, aliás, conhece razoavelmente bem. Após uma entrevista com o Director da instituição, um velho conhecido para quem o seu dossier é familiar, dá-se conta, uma vez mais, que ninguém acredita na proveniência divina da sua fortuna. De resto, ele também não…

    No espaço arquitectónico circular em que é fechado, julga rever o Enviado de Deus, mas este não o reconhece ou, o que vem a dar ao mesmo, finge não o reconhecer. Diz a João de Deus que é o Cristo depois da Ascensão e nega ter-lhe dado dinheiro.

    No tribunal, diante dos juízes, João de Deus comete um acto de desobediência e declara-se inocente, mau grado os seus pecados. É condenado a uma pena de cadeia, durante a qual recebe a visita de Joana.

    Purgada escrupulosamente a pena, Joana espera João de Deus à saída da prisão. Partem. Joana anuncia o fim da comédia.

    – João César Monteiro –

    Ficha Técnica

    Realização e Argumento
    João César Monteiro

    Director de Fotografia
    Mário Barroso

    Som & Montagem
    Joaquim Pinto

    Decoração
    Alfredo Furiga

    Guarda-roupa
    Sílvia Grabowsky

     

    Direcção de Produção
    Joaquim Carvalho

    Produtor
    Paulo Branco

    Produção
    Madragoa Filmes

    Uma co-produção
    RTP
    Gemini Films

    Apoio
    RTP
    ICAM

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  • Cinemalogia 3 — O Arranque


    História do Cinema

    Fausto Crucinho

    30 de Novembro 2013

    35€ / Sócios CEC
    45€ / Estudantes
    55€ / Público Geral


    Introdução à Linguagem Cinematográfica

    Rita Capucho

    1 de Dezembro 2013

    35€ / Sócios CEC
    45€ / Estudantes
    55€ / Público Geral

    A terceira edição do Cinemalogia – Da Ideia ao Filme, promovido pelo Festival Caminhos Cinema Português, arranca no próximo sábado, dia 30. Começamos pelas bases da História do Cinema, leccionado por Fausto Cruchinho e no domingo abordaremos a Introdução à Linguagem Cinematográfica leccionado por Rita Capucho. 

    Fausto Cruchinho é licenciado em Cinema pela Escola Superior de Teatro e Cinema (ESTC) em 1982. Mestre em Estudos Cinematográficos e Audiovisuais em 1995 pela Université Paris VIII Vincennes – Saint-Denis. Docente entre 2002 e 2012 na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Doutor em Estudos Artísticos em 2013, pela Universidade de Coimbra. Investigador Integrado do Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX (CEIS20).

    Rita Capucho é doutoranda em Estudos Artísticos, especialização em Estudos Fílmicos e da Imagem na Universidade de Coimbra. Mestre em Estudos Artísticos pela Faculdade De Letras da Universidade de Coimbra (FLUC). É membro da Comissão Organizadora da Avanca | Cinema – Conferência Internacional Cinema – Arte, Tecnologia, Comunicação, da direcção da Debatevolution – Associação e produtora editorial do International Journal of Cinema. Membro da Associação de Investigadores da Imagem em Movimento (AIM), do European Network for Cinema and Media Studies (NECS) e do Grupo Poético de Aveiro (GPA). Actualmente desempenha funções como produtora no Cine Clube de Avanca (CCA).

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  • 20 Anos: O Barão

    No dia 28 de de Novembro o Ciclo “20 Anos de Cinema Português” irá exibir a adaptação do conto de Branquinho da Fonseca “O Barão”, realizada em 2011 por Edgar Pêra. A exibição decorrerá no Mini-Auditório Salgado Zenha às 22:00. Entrada Livre.

    EDGAR PÊRA

    Edgar Pêra, nasceu em Lisboa, a 19 de Novembro 1960. Edgar Pera e um dos mais importantes e originais representantes da actual geração de realizadores experimentais portugueses. Mas o seu trabalho tem sido exibido internacionalmente. Começou por estudar Psicologia mas em 1981 abandona o 4o Ano da Faculdade de Psicologia de Lisboa para ingressar no curso da Escola Superior de Cinema do Conservatório de Lisboa, que termina em 1984. Começa então a escrever ficções para cinema, televisão, radio, imprensa e publicidade. Até 1990 realiza sobretudo filmes video-clip e programas de radio. No principio desse ano estreia no Fantasporto a sua primeira curta-metragem oficial, rodada nas ruinas do Chiado. Desde então continua a filmar em diferentes formatos (vídeo e filme) para diferentes meios (cinema, televisão, instalações e espectáculos),viajando entre o vanguardismo e a tradição popular.

     

    Festivais & Prémios

    XVIII Caminhos do Cinema Português
    – Melhor Argumento Adaptado
    – Melhor Fotografia
    – Melhor Caracterização
    – Melhor Montagem

    Globos de Ouro
    – Melhor Actor

    Rotterdam International Film Festival
    – Official Selection SPECTRUM

    Intérpretes

    Nuno Melo
    Barão

    Marcos Barbosa
    Inspector

    Leonor Keil
    Idalina

    Mariana Albuquerque
    Professora

    Paula Só
    Avó

    Jorge Prendas
    Mestre Alçada

    Rogério Rosa
    Criado da Taberna

    Vitor Correia

    Miguel Sermão 

    O BARÃO

    2011, 91′

    Numa natureza insólita, um inspector viaja até uma aldeia para redigir um relatório. Num sufoco kafkiano, amedronta a professora. Surge o Barão, troca-se de papeis e o inspector é arrastado para um gigantesco solar. Aí, o Barão bebe e discursa sobre cavalos doutorados e mulheres que trocou com o pai. Brinda-se 

    a uma mulher, num castelo. Chora-se. Idalina serve o jantar. Domina. Muito álcool. Inspector com visão toldada. Tempo dilatado. Ribomba. O salão enche-se de estranhos embuçados, uma tuna com rituais dionisíacos. Dançam de roda. Vertigem e crescendo de loucura. O Barão tomba! Ergue-se purificado e vai ao Castelo da Bela-Adormecida. Sombras e suspense. O inspector, escorraçado por Idalina, está perdido e raivoso. Adormece a fumar e sonha com o Inferno e a Tuna acorrentada. Acorda no fumo, sebastianicamente salvo pelo Barão. Mais brindes, choro e confissões. Num jardim, que parece dos suplícios, pisam flores ao procurar rosas. Macrofotografia. Sangue nas mãos. Nos espinhos. Figuras na noite. O barão dispara. Fita-se o brilho demoníaco dos olhos de cães com aterradoras mandíbulas. 

    Há um conflito entre bêbedos. O Barão desaparece com uma rosa branca e o inspector é asfixiado e lambuzado pelas enormes línguas dos cães. Nojo. Desespero. De madrugada, o Inspector compra um burro. Perde-se no horizonte. Final bucólico, patético. Cómico. Epílogo. O inspector descobre que o Barão foi alvejado. Mas deixou a rosa na janela. A Tuna ressoa no solar.

     

     

    Ficha Técnica

    Realização 
    Edgar Pêra

    Director de Fotografia
    Luís Branquinho

    Montagem
    Tiago Antunes

    Director de Som
    Tiago Raposinho

    Guarda-Roupa
    Susana Abreu

    Caracterização
    Jorge Bragada

    Música
    Vozes da Rádio 

    Produtor

    Ana Costa

    Co-Produtor
    Rodrigo Areias 

    Produção
    Cinemate 

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  • 20 Anos: Embargo

     

    No próximo dia 21 de Novembro no âmbito do Ciclo “20 Anos de Cinema Português” será exibido o filme “Embargo” do realizador Conimbricence António Ferreira adaptado a partir da obra homónima de José Saramago que lhe valeu,em 2010, o Prémio de Melhor Argumento Adaptado na XVII edição dos Caminhos do Cinema Português.  

    Após a sessão haverá lugar à discussão “A Influência da Literatura no Cinema” moderada por Ana Paula Arnaut e com as participações de António Apolinário Lourenço e Gerson Roani.

    ANTÓNIO FERREIRA

    António Ferreira nasceu em Coimbra em 1970. Inicia-se profissionalmente como programador informático, profissão que viria abandonar em 1990, quando se muda para Paris. Em 1994 ingressa em Lisboa, na Escola Superior de Teatro e Cinema (ESTC). Em 1996, muda-se para a Alemanha para estudar na Academia de Cinema e Televisão de Berlim (dffb). Em 2000, ganha notoriedade com a curta metragem “RESPIRAR (debaixo d’água)” que o levou até ao Festival de Cannes e com a qual ganhou vários prémios em diversos festivais internacionais. Em 2002, estreia-se na longa metragem com “Esquece tudo o que te disse”, que se tornou num dos filmes portugueses mais vistos em Portugal nesse ano. Em 2007 estreia a curta curta-metragem “Deus Não Quis”, com a qual ganha mais de uma dezena de prémios internacionais. Em 2010 estreia a sua segunda longa-metragem “Embargo”, uma adaptação de José Saramago. Em 2011 encena a sua primeira peça de teatro “As Lágrimas Amargas de Petra Von Kant” de Fassbinder, para o Teatro Nacional D. Maria II. Em 2012 realiza o filme “Posfácio nas confecções Canhão” no âmbito de Guimarães Capital Europeia da Cultura. É membro fundador e da direcção da Academia Portuguesa de Cinema.

    Dirige actualmente a sua produtora Persona Non Grata Pictures, com a qual produz ficção e documentários dos mais diversos realizadores.

     

    Festivais & Prémios

    -XVII Caminhos do Cinema Português 
    – Prémio de Melhor Argumento Adaptado –

    Fantasporto 2010
    – Menção Honrosa do Jurí Internacional

    EMBARGO

    2010, 83′

    A partir da obra homónima de José Saramago.

    Nuno é um homem que trabalha numa roulotte de bifanas, mas que inventou uma máquina que promete revolucionar a indústria do calçado – um digitalizador de pés. No meio de um embargo petrolífero e deparando-se com uma estranha dificuldade, Nuno tenta obstinadamente vender a máquina, obcecado por um sucesso que o fará descurar algumas das coisas essenciais da sua vida. Quando Nuno fica estranhamente enclausurado no seu próprio carro e perde uma oportunidade única de finalmente produzir o seu invento, vê subitamente a sua vida embargada…

     

     

    Ficha Técnica

    Realização
    António Ferreira

    Produção
    Persona Non Grata Pictures

    Co-Produção
    Vaca Films (Espanha)
    Diler e Associados (Brasil)
    Sofá Filmes (Portugal)

    Produtores
    Tathiani Sacilotto
    António Ferreira 

    Produtores Associados
    Borja Pena
    Emma Lustres
    Diler Trindade.

    Elenco
    Filipe Costa
    Cláudia Carvalho
    Pedro Diogo
    Fernando Taborda
    José Raposo
    Miguel Lança
    Eloy Monteiro

    Argumento
    Tiago Sousa, a partir da obra homónima de José Saramago

    Fotografia
    Paulo Castilho

    Música Original
    Luís Pedro Madeira 

    Produção Executiva
    Tathiani Sacilotto

    Financiamento
    ICA
    IBERMEDIA
    Ministério da Cultura

    Master Session “A influência da Literatura no Cinema”

    Ana Paula Arnaut

    Ana Paula Arnaut nasceu a 12 de Junho de 1964. É doutorada com agregação pela Universidade de Coimbra, onde lecciona Literatura Portuguesa Contemporânea. Publicou Memorial do Convento. História, Ficção e Ideologia (1996), Post-Modernismo no Romance Português Contemporâneo: Fios de Ariadne-Máscaras de Proteu (2002); Homenagem a Cristóvão de Aguiar: 40 anos de vida literária (2005) (org.), José Saramago (2008), Entrevistas com António Lobo Antunes. 1979-2007. Confissões do Trapeiro (ed.) (2008), António Lobo Antunes (2009), António Lobo Antunes: a Crítica na Imprensa. 1980-2010. Cada um Voa como Quer (ed.) (2011). As mulheres na ficção de António Lobo Antunes. (In)variantes do feminino) (2012). Tem também artigos publicados em inúmeras revistas nacionais e internacionais.

     

     

     

     

     

     

     

    António Apolinário Lourenço

    É professor de Literatura e Cultura espanholas na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Na mesma Faculdade, coordena o Mestrado em Estudos Literários e Culturais e o Grupo de Investigação “Literatura sem Fronteiras do Centro de Literatura Portuguesa (CLP). Para além da publicação de diversos artigos e recensões críticas em publicações especializadas, é autor ou editor de vários livros publicados em Portugal e Espanha, entre os quais uma História da Literatura Espanhola (1994, em colaboração com Eloísa Álvarez), uma Historia de la Literatura Portuguesa (2000, coeditor, com José Luis Gavilanes), Identidade e alteridade em Fernando Pessoa e Antonio Machado (1995), Eça de Queirós e o Naturalismo na Península Ibérica (2005), Estudos de literatura comparada luso-espanhola (2005), Fernando Pessoa (2009), Guia de leitura. Mensagem de Fernando Pessoa (2011) e Poderes y Autoridades en el Siglo de Oro: Realidad y Representación (2012, coeditor com Jesús M. Usunáriz).

     

     

     

     

    Gerson Roani

    É Professor Adjunto de Literatura Portuguesa no Departamento de Letras da Universidade Federal de Viçosa, Minas Gerais, Brasil. Licenciou-se em Letras pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), no Rio Grande do Sul. É Doutor em Literatura Comparada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Desenvolve e orienta pesquisas relacionadas à área dos estudos literários portugueses. É autor dos livros: O romance português contemporâneo: história, memória e identidade (PPGLET-UFV), Saramago e a escrita do tempo de Ricardo Reis (Scortecci Editora), No limiar do texto: literatura e história em José Saramago (Annablume), Literatura e Judaísmo: o rosto judeu de Borges (Editora da UFRGS), Intertextos no barroco brasileiro (Editora da URI) e também co-autor do livro Memória da narrativa: olhares sobre os clássicos (Navona Editora). Seus interesses de investigação incidem sobre a Literatura Portuguesa contemporânea. Atualmente, como bolsista de Estágio Sênior da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), realiza estágio de Pós-Doutoramento na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra sob a orientação da Prof. Dra. Ana Paula Arnaut.
     
     
     
     
     
     
     
     
     

     

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  • 20 Anos: A Bruxa de Arroios & Balas e Bolinhos

    Esta quinta-feira, dia 14 de Novembro, na sessão do Ciclo ’20 Anos de Cinema Português’ serão exibidos os filmes A Bruxa de Arroios do realizador coninbricense Manuel Pureza e Balas & Bolinhos de Luís Ismael. A diversão estará garantida assim como a presença do realizador e actor Luís Ismael (Tone) e do actor Jorge Neto (Rato), ambos do Balas & Bolinhos.

    A sessão tem início às 22 horas, no Mini-Auditório Salgado Zenha. A entrada é gratuita.

    A Bruxa de Arroios | Manuel Pureza | 2011

    Quando chegamos a velhos já não amamos ninguém. Jogamos um jogo para ver quem morre primeiro.

    Realização
    Manuel Pureza

    Argumento
    Ricardo Oliveira

    Director de Som
    Diana Meireles

    Música
    João Firmino

    Fotografia
    Ruy Brazão

    Produção
    Coyote Vadio

    Elenco
    Rita Blanco
    José Martins

    Biografia do Realizador
    Coimbra, Portugal, 1984 Licenciou-se em Realização na ESTC em 2006. Desde 2003 que trabalha em cinema, tendo começado por ser assistente de realização de vários realizadores portugueses e estrangeiros. Como realizador assina várias curtas-metragens – A Máquina (2002), Os Conquistadores (2004 – vencedor do prémio “O Castelo em Imagens”), Room/Mate (2007 presença no primeiro Motelx), Linhas de Sangue (2011 em competição no Motelx) – e bastantes videoclips desde 2002, tendo em 2009 começado a realizar ficção para televisão. Em 2013 conta estrear a sua primeira longa-metragem “10 em Linha”, já em produção.

     

    Balas e Bolinhos | Luís Ismael | 2001

    O Tone voltou e está com umas ideias! A história de quatro pouco inteligentes criminosos à portuguesa.
    Tone, a mente brilhante do crime, sai da prisão e chama os seus antigos companheiros. Desta vez é que vai ser!… vai haver dinheiro como “merda” a jorrar…
    E porque o Tone é demais!… os seus companheiros de “armas” seguem-no Balas & Bolinhos provavelmente o melhor filme português… a seguir a todos os outros.

    Realizador
    Luís Miguel Ismael 

    Argumento
    Luís Miguel Ismael 

    Fotografia
    Sílvio Rocha

    Som
    José Barbosa

    Intérpretes
    Jorge Neto
    Luís Miguel Ismael
    João Pires
    Iolanda Gonçalves
    Miguel Ambrósio
    J.M.Barbosa
    João Pontes

    Género
    Ficção

    Duração
    62’

    Produtor
    J. D. Duarte

    Produção
    Associação de Artes Cinematográficas de Valongo

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  • 20 Anos: A Comédia de Deus

    Esta semana, a 7 de Novembro, o Ciclo 20 Anos de Cinema Português irá exibir a segunda longa metragem da triologia das “Recordações da Casa Amarela” de João César Monteiro. A Comédia de Deus será exibida no Mini-Auditório Salgado Zenha às 22:00. Entrada Livre.

    JOÃO CÉSAR MONTEIRO

    Nascido na Figueira da Foz (1939), é uma das figuras mais relevantes do cinema português. Controverso e original como a sua obra, introduz nas suas primeiras obras o conceito de “antropologia visual”. Os seus filmes únicos ganharam um protagonismo internacional, tendo participado regularmente nos grandes festivais europeus. A trilogia do personagem João de Deus é talvez o mais consensual dos seus trabalhos – tendo o primeiro filme, Recordações da Casa Amarela, sido agraciado com o Leão de Prata do Festival de Veneza. A prestigiada revista Cahier du Cinema selecionou os outros dois filmes, A Comédia de Deus e As Bodas de Deus, entre os melhores 10 de 1996 e 1999, respectivamente.

    Festivais & Prémios

    – Veneza 1995 – Prémio Especial do Júri
    – Zurique 2002 – Museu de Zurique

    Intérpretes

    Cláudia Teixeira
    Joaninha

    Max Monteiro
    João de Deus

    Manuela de Freitas
    Judite

    Raquel de Ascensão
    Rosarinho

    A COMÉDIA DE DEUS

    1995, 165′

    Os dias do senhor João de Deus decorrem sem grandes sobressaltos, divididos entre o seu trabalho no “Paraíso de Gelado” onde, a contento de todos, desempenha as funções de encarregado e de inventor da especialidade da casa, o famoso gelado “Paraíso”, que faz as delícias da clientela, e a sua casa, onde, paralelamente aos trabalhos domésticos, ocupa as suas horas de ócio, quase sempre solitárias, a coleccionar pentelhos femininos, num precioso album a que chama “Livro dos pensamentos”.

    As raparigas de origem modesta constituem o pessoal do estabelecimento, são objecto dos cuidados permanentes do responsável, zeloso pelo cumprimento de regras básicas de higiene que não façam perigar a saúde pública.

    Satisfeita com o curso do negócio, Judite, a patroa, sonha fundi-lo com uma empresa francesa e conta com os préstimos de João de Deus para impressionar favoravelmente um famoso geladeiro francês, vindo expressamente de Paris para provar a especialidade da casa. Os resultados são nulos e saldar-se-ão por um rotundo fracasso.

    Entretanto, o comportamento de João de Deus – até aí sem falhas – começa a apresentar sintomas de desvios algo inquietantes. Que o digam a senhora arquitecta, Rosarinho e Virgínia.

    Um belo dia, João de Deus encontra a Joaninha de olhos verdes, a filha do corpulento talhante da esquina e, depois de a ter atraído a sua casa, presenteia-a, não só com um banho de leite de vaca, como com tantas e tais guloseimas, que a menina se sente acometida de indisposição intestinal, o que, felizmente, graças a João de Deus, é passageiro.

    O carniceiro progenitor, pretextando bestiais ofensas ao hímen de Joaninha, prepara-se para lavar a honra ultrajada num banho de sangue.

    Hospitalizado de urgência, em estado considerado desesperado, João de Deus consegue, todavia escapar às garras de morte. Também Judite, desta vez, não se compadece: despedimento com justa causa.

    De regresso a casa, aguarda-o um quadro devastador: uma montanha de destroços, tudo feito em cacos, o “Livro dos pensamentos” reduzido a cinzas.

     

     

    Ficha Técnica

    Realização e Argumento
    João César Monteiro

    Director de Fotografia
    Mário Barroso

    Montagem
    Carla Bogalheiro

    Som
    Rolly Belhassen

    Música
    Claudio Monteverdi
    Joseph Haydn
    Richard Wagner
    Johann Strauss Jr.
    Quim Barreiros
    Deushland Über Alles
    La Marseillaise
    Alma Negra

    Mistura
    Jean-François Auger

    Decoração
    Emmanuel De Chauvigny

    Guarda-roupa
    Matilde Matos

    Direcção de Produção
    Antónia Seabra

    Produção
    GER — Grupo de Estudos e Realizações (Joaquim Pinto)

    Uma co-produção
    Pierre Griesse Productions (Martine Marignac)
    Mikado Films (Robero Ciccuto)
    Zentropa Production (Peter Aalbaek Jensen)
    La Sept 

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  • 20 Anos: O Rock em Coimbra

    Esta semana o Ciclo 20 Anos de Cinema Português é dedicado ao Rock de Coimbra. Iremos exibir os documentários:

    — Filhos do Tédio de Rita Alcaire e Rodrigo Lacerda

    — Rockumentário de Sandra Castiço

    — Breve História do Rock de Coimbra de Rita Alcaire e Rodrigo Lacerda.

    Após a exibição dos filmes realizar-se-á a Master Session ‘As bandas dos anos 90 em Coimbra’

    Moderador:

    Fausto da Silva

    Convidados:

    Victor TorpedoCarlos Dias e Tracy Vandal

    Entrada Livre. 22 horas Mini-Auditório Salgado Zenha.

    Pode rever a mastersession aqui.

    Filhos do Tédio

    Esta é a história de uma das exportações mais famosas de Coimbra, os Tédio Boys. Primeiros do género com visibilidade e, mais do que outra etiqueta, atitude. Mostraram uma forma de estar na vida partilhada por um grupo de indivíduos: noite, exageros, divertimento, criatividade, música e mudaram a paisagem da cidade desde a sua aparição. Mais, foram os primeiros a exigir o seu lugar numa cidade dominada pela Universidade e por adultos. Por isso, foram sujeitos a reações que vale a pena analisar. A hora de reflexão sobre o fenómeno mais curioso da década passada em Coimbra nunca poderá chegar a um juízo definitivo que saiba catalogar com precisão o trabalho e a influência da banda. Este documentário dá conta da realidade nesse período de transição focando-se nos seus momentos chave.

    Ficha Técnica

    Realização
    Rita Alcaire
    Rodrigo Lacerda
    Duração
    48′

    Ano
    2007

    Rockumentário

    Kaló, Filipe, Calhau e André personificam o rock’n’roll que define os Bunnyranch, uma das mais estimulantes bandas portuguesas, surgida do contexto rock’n’roll que caracteriza Coimbra. Com apenas 4 anos de vida, um Ep e um Lp lançados contam já com actuações em Espanha, Holanda, Inglaterra e por todo o país. O seu som incaracterístico e explosivo aliado à sua postura em palco são uma das marcas da banda. É acompanhando os quatro de perto, na sua relação com os amigos, a música e a cidade, que nos apercebemos que é a sua atitude, carisma e estilo de vida peculiar que os distingue, fazendo deles uma banda tão promissora. Os Bunnyranch parecem imparáveis, no entanto algo vai acontecer que mudará a banda para sempre.

    Ficha Técnica

    Realização
    Sandra Castiço
    Produção
    António Ferreira
    Duração40′
    Ano
    2006

    Breve História do Rock de Coimbra

    Trabalho que relata a produção musical rock na cidade de Coimbra, assim como os espaços associados a esta nas décadas de 1980 e 1990. Realizado para a 4º Gala da Rede Universidade de Coimbra.

    Ficha Técnica

    Realização
    Rodrigo Lacerda
    Rita Alcaire Duração5′
    Ano
    2010

    Fausto da Silva

    FAUSTO DA SILVA (n. 1963) Meio século de vida… 30 anos de rádio … Nasceu para a rádio em 82. Primeiro CER/AAC e depois RUC. Quando a rádio dos estudantes sintonizou a cidade de Coimbra, levou para o éter a música portuguesa. Baptizou o rebento de Canto Lusitano. Hoje continua a divulgar a música nacional. O Santos da Casa é o mais antigo programa de música portuguesa a emitir. Já lá vão mais de 20 anos. Colaborou com alguns jornais, rádios e revistas. De destacar o jornal LP e a revista Ritual, só para citar alguns casos. Formou uma editora, com nome de estação de comboios, Coimbra B. Criou em Coimbra os Estúdios Agitarte, por onde passaram centenas de grupos de diversas sonoridades musicais. Organizou festivais e concursos. Correu o país a ver bandas mais e menos conhecidas. Fotografou centenas de artistas. Já agenciou bandas. Tem tantos discos, cds e cassetes de artistas portugueses que é difícil saber onde param todos. Hoje o Santos da Casa (programa de rádio, blog e facebook) ocupam parte do seu tempo. Continua a acreditar que a música portuguesa tem futuro.

    Victor Torpedo

    Victor Silveira, mais conhecido por Victor Torpedo nasceu em Coimbra, em 1972. Foi guitarrista dos Tédio Boys, formando mais tarde os Parkinsons e Blood Safari em Londres. Pertenceu ainda a outras bandas míticas como os 77, Tiguana Bibles, The Parkinsons e Objectos Perdidos. Paralelamente à sua carreira de músico trabalha como artista plástico. Actualmente pertence aos Subway Riders.

    Fotografia de Miguel Driburg

    Carlos Dias

    Carlos Dias trabalhou durante cerca de 18 anos em editoras e distribuidoras de música, Musica Alternativa e Musicactiva. Desde 1989 integra os Subway Riders, que foram activos durante os 90 e agora desde 2011. Esteve ligado às rádios escolares, piratas e continua na Rádio Universidade de Coimbra como realizador e locutor. É um eterno apaixonado pela musica e pelos discos.

    Tracy Vandal

    Tracy Vandal começou a sua carreira musical em Glasgow, Escócia, numa banda chamada Dick Johnson, 1995, como guitarrista e vocalista. Na mesma altura é vocalista numa outra banda chamada “The Blisters” onde também actuava Alex Kapranos dos Franz Ferdinand.

    Mais tarde muda-se para Londres onde integra a banda “Lincoln” onde atinge uma certa notoriedade no cenário country alternativo entrando em tourné com bandas como os “Tindersticks”, “Calexico” e “Lambchop”. Os “Lincoln” lançaram 5 álbuns.

    Em 2009, durante as férias de verão em Coimbra, com Vítor Torpedo, Carlos Mendes (Kaló) e Pedro Serra (Portuguese Pedro) formam-se os “Tiguana Bibles”.

     

     

     

     

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